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sábado, 18 de dezembro de 2010

Mercadante expõe seus planos para C&T e avalia desafios da área no governo Dilma

É praticamente consensual entre os analistas a necessidade do Brasil continuar ampliando os investimentos em C&T (Ciência e Tecnologia) ao longo dos próximos anos, sendo esta elevação um fator crucial para o desenvolvimento de longo prazo do país. O investimento em C&T possibilita à economia expandir suas fronteiras de possibilidades de produção com ganhos de competitividade, especialmente no que diz respeito ao chamado P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) incremental, que busca justamente desenvolver melhorias tecnológicas para aprimorar determinados processos produtivos.

Pensando o Brasil como um país que caminha cada vez mais para ser a 5ª maior economia do mundo já na próxima década, que começa em 2011, podemos entender o quão importante é o desenvolvimento de políticas públicas no setor de C&T nos próximos anos, aprofundando os avanços obtidos ao longo do governo Lula. Neste sentido, o Boteko reproduz abaixo uma entrevista concedida pelo futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante (PT-SP), ao Portal da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) na última sexta-feira. Mercadante teve seu nome confirmado para o MCT nessa semana pela Presidente eleita Dilma Rousseff.

Na entrevista, o futuro ministro destaca os avanços conquistados no setor ao longo dos oito anos de governo Lula e aponta também os desafios para o próximo período. Mercadante citou, no trecho final da entrevista, a idéia de transformar a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), atualmente uma empresa pública, em um banco para financiamento de projetos tecnológicos. Nas próprias palavras do futuro ministro, seria uma espécie de “BNDES da indústria”, o que, se confirmado, será um grande ganho para o setor de C&T nacional, uma vez que ao se converter em banco, a Finep sai das restrições orçamentárias que a circunscrevem. Confira a íntegra da entrevista reproduzida abaixo pelo Boteko:

Portal da Unicamp - A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram nota no dia 2 de dezembro manifestando a expectativa quanto à manutenção, pelo novo governo, das condições para que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) conduza uma efetiva política de Estado. Como novo ministro indicado para a pasta, que resposta o senhor daria às duas principais entidades representativas da comunidade científica brasileira?

Aloizio Mercadante – Nós tivemos uma política extremamente exitosa e eficiente, tanto do ponto de vista do avanço na educação pública, com a expansão das universidades federais e programas que expandiram a estrutura de ensino e pesquisa, quanto no Ministério de Ciência e Tecnologia, com o sistema de pós-graduação, investimentos na excelência, descontingenciamento dos Fundos Setoriais, um adensamento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que não teve o mesmo crescimento da receita da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), mas foi fortalecido inclusive através dos Fundos Setoriais, e a definição de estratégias, sobretudo o desafio da inovação, juntar pesquisa e desenvolvimento no processo produtivo.

Então há, de fato, um reconhecimento dessa política e nós vamos evidentemente dar continuidade e fazer os ajustes necessários. Tive uma reunião essa semana com integrantes da SBPC e da ABC, exatamente discutindo os temas mais sensíveis e os desafios que temos pela frente. Aqui mesmo, na Unicamp, hoje, colhi uma série de demandas muito concretas, como problemas como acesso a importação de produtos, que é muito lento em razão da burocracia. Para pesquisa esse tempo é absolutamente precioso e você dificulta muito. São questões pontuais, que vão desde a compra de periódicos, até às grandes diretrizes, que precisamos aperfeiçoar no Plano Nacional de Ciência e Tecnologia (PAC da Ciência), para darmos conta desse imenso desafio que é a inovação tecnológica no Brasil.

Portal - O PAC da Ciência, lançado em 2007 na gestão do ministro Sergio Rezende, propiciou um aumento dos recursos financeiros federais para CT&I e ampliou políticas e programas para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Essa política será mantida?

Mercadante – Nós fizemos um programa de 2007 a 2010, de R$ 41,5 bilhões, que foi integralmente cumprido. Estamos agora elaborando o Plano 2, que vai restabelecer metas, definir novos focos, fortalecer instrumentos. Pretendemos ampliar. A própria presidente eleita (Dilma Rousseff) sinalizou com a perspectiva de ampliarmos a participação da C&T no PIB brasileiro.

Portal - Desde a criação do MCT, em 1985, os diversos governos têm prometido elevar os investimentos em C&T para 2% do PIB, mas até agora essa expectativa não se confirmou. Essa meta finalmente será alcançada na sua gestão?

Mercadante – Vamos aguardar a posse. Vamos ter metas e vamos lutar para poder aumentar a participação. Esse é um grande desafio, é algo necessário. Evidente que há demandas da saúde, da educação, demandas dos investimentos públicos de uma forma geral. O Brasil ficou muito tempo com sua capacidade fiscal comprometida pelo baixo crescimento, pela dívida pública e pelos juros. O atual ambiente macroeconômico de um crescimento acelerado e sustentável melhorou a capacidade de investimento, mas ela ainda é muito baixa. As estatais, por exemplo, representam 64% do investimento público federal. Então, nós temos ainda um problema macroeconômico a ser equacionado.

Ao mesmo tempo, a C&T é decisiva para que possamos crescer com qualidade, com inovação, gerar mais valor agregado, melhorando as contas externas do País. Portanto, é um investimento estratégico para o Brasil. Por isso acho que temos condições de melhorar a posição do Ministério. Já é (o MCT) o sétimo ministério na Esplanada em termos de orçamento, cresceu muito nesse governo e nós precisamos continuar avançando para atender aos desafios da sociedade do conhecimento, que é o desafio do futuro e o principal desafio do Brasil.

Portal - Relatório da Unesco divulgado recentemente aponta uma participação maior dos países emergentes, entre eles o Brasil, no mapa da P&D mundial. Mesmo assim, a distância em relação aos países desenvolvidos ainda é grande. Em sua opinião, no caso brasileiro, quais os principais gargalos?

Mercadante – Somos hoje o 13º país no ranking internacional de publicações científicas indexadas, o que é um resultado espetacular. Se você olhar algumas disciplinas, como matemática, física e engenharias, nós estamos acima dos Brics (Brasil, Rússia, China e India) em qualidade das publicações. Não em volume, onde estamos bem abaixo da China e Índia, mas na qualidade das citações estamos acima da média. Agora, quando vamos para a inovação, por exemplo patentes, o Brasil está muito abaixo do seu potencial. Em algumas áreas, como biomédicas, muito abaixo dos nossos desafios. Então precisamos ter um foco muito especial para essas áreas e sair de uma visão ofertista, que é a visão do passado, quando você tinha o sistema de pós-graduação e de pesquisa e as empresas faziam demandas pontuais. Isso não funciona, não é mais assim no mundo.

Temos de ter uma política de compras. Aprovamos a Medida Provisória 495, que dá poderes ao Estado para comprar, inclusive produtos nacionais, com até 25% acima do preço, desde que tenha impacto na inovação. Nós precisamos criar uma interação entre todos os agentes da cadeia produtiva. Universidades, governo, empresários. Criar uma cultura de inovação empresarial. Temos um grande desafio e para a superação desse desafio nós temos algumas experiências no Brasil muito exitosas. Chamo atenção para o caso da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Somos hoje o segundo país produtor de alimentos no mundo, aumentamos em 51% a produção agrícola no governo Lula, e a Embrapa teve um papel absolutamente decisivo.

Temos os exemplos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) na relação com a Embraer, que é a única empresa de aviação líder no seu segmento entre os países abaixo do Equador. E temos o exemplo do Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello) da Petrobrás, com toda a inovação na cadeia de gás e petróleo. Então, o Brasil tem capacidade e experiências exitosas para implantar uma visão sistêmica da inovação, que é o que nós vamos buscar aprofundar nesse próximo período.

Portal - A Lei de Inovação e a Lei do Bem, que representaram dispositivos importantes, não foram suficientes para criar essa cultura de inovação no Brasil?

Mercadante – Ajudaram muito. A Lei de Inovação e a Lei do Bem deram incentivos fiscais, subsídios, aumentamos extraordinariamente os recursos para esses segmentos, estamos tendo grandes empresas internacionais que estão vindo investir em C&T no Brasil. A GE (General Eletric), por exemplo, está fazendo um centro estratégico, a Vale fez um grande projeto no Pólo Tecnológico de São José dos Campos. Então nós estamos conseguindo atrair investimentos e estamos expandindo. Mas é um desafio fundamental porque isso é absolutamente decisivo para a economia do futuro, que vai ser uma economia da Ciência e da Tecnologia, uma economia da informação, uma economia do conhecimento.

Portal - Outro dado apontado pela Unesco é a estagnação na formação de novos doutores no Brasil, que caiu nos últimos cinco anos de 15% para 5% ao ano. Como reverter essa tendência? O novo governo pretende, por exemplo, rever a política de bolsas do CNPq?

Mercadante – Nós tivemos esse ano 155 mil bolsas CNPq e Capes. É um esforço muito grande. A Capes triplicou o seu orçamento, o CNPq não. Então tem de ter uma política especial para o CNPq e já apresentei a minha preocupação ao governo. Nós precisamos também que a Finep se transforme numa instituição financeira, porque ela vai ter muito mais atividades para o financiamento e sai das restrições orçamentárias, a exemplo do que é o BNDES na área da indústria. Nós precisamos mexer na política de financiamento à pesquisa. Agora, com a criação de novas universidades federais está havendo uma descentralização importante na formação de mestres e doutores, criando-se novos pólos regionalizados, e isso vai ter um papel muito importante para voltarmos a acelerar. E recursos humanos é a prioridade das prioridades. Porque só produzindo gente competente, que pesquisa e produz, nós vamos poder avançar na inovação, na ciência e tecnologia no Brasil.

sábado, 10 de abril de 2010

Centrais sindicais declaram apoio à Dilma, em evento no ABC



Ao lado do presidente Lula e de lideranças do PT e dos partidos aliados, a pré-candidata governista à Presidência da República, Dilma Rousseff, participou neste sábado, 10, de um evento no Sindicato dos Metalúrgicos, no ABC Paulista, para debater questões ligadas à geração de empregos e qualificação profissional. O ato foi organizado por seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, CTB e Nova Central – com o objetivo de fazer um balanço do governo Lula pelo prisma do emprego e discutir quais os desafios a serem superados.

Neste sentido, o Dieese apresentou um estudo que mostrou os significativos avanços alcançados ao longo do governo Lula, com ênfase principalmente para a geração de mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada desde 2003, o que representa um recorde na série histórica do Instituto. Um grande destaque também foi dado à política de valorização do salário mínimo desenvolvida por Lula e à abertura dada pelo governo ao diálogo com as centrais sindicais para negociar os aumentos do mínimo no período.

Lideranças sindicais declaram apoio a Dilma
Após a apresentação dos dados do Dieese, os presidentes das centrais sindicais fizeram seus discursos, destacando o balanço positivo do governo Lula e também a necessidade de eleger Dilma para a continuidade dos avanços registrados nesses últimos anos. De uma forma geral, todos eles referiram-se à oposição demo-tucana como “forças do atraso”, lembrando da política neoliberal, das privatizações e do arrocho salarial que caracterizaram a gestão tucano no período FHC.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira (PDT), destacou que “Dilma começa [a campanha] bem, começa no sindicato de onde saiu o Lula. Começa, inclusive, melhor que o Lula, porque conseguiu unir as centrais sindicais”. Paulinho da Força também disse que essa eleição será uma “barbada” para Dilma, pois Serra “não gosta do trabalhador. Ele diz que vai fazer obra, até no Império Romano se fazia obra. Mas se fazia obra com o trabalho escravo”.

Terminadas as falas dos líderes sindicais, a palavra foi passada ao pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloísio Mercadante, que mostrou o quanto São Paulo deixou de acompanhar o ritmo de desenvolvimento propiciado pelo governo Lula, ficando, por isso, para trás. Mercadante criticou também a política de segurança pública desenvolvida pelos tucanos em São Paulo, dizendo que “não adianta investir somente em equipamentos, se em SP os policiais ganham metade do que recebem os policiais do Sergipe”.

Dilma mostra que tem lado definido
Ao contrário de seu adversário Serra, que insiste em não mostrar claramente o lado que está, apresentando-se com um discurso de “pós-Lula” quando todos sabem que ele é o “anti-Lula”, a pré-candidata Dilma fez questão de deixar muito claro o lado que ela representa. Neste sentido, em seu discurso às centrais sindicais, a petista deixou claro seis pontos que definem a sua candidatura. Abaixo o trecho do discurso de Dilma que faz referência a esses pontos:

“1) Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco.

2) Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático;

3) Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes.

4) Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasleiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena.

5) Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços. O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.

6) Eu respeito os movimentos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades.

É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. A democracia que desrespeita os movimentos sociais fica comprometida e precisa mudar para não definhar. O que estamos fazendo no governo Lula e continuaremos fazendo é garantir que todos sejam ouvidos. Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos”.

A pré-candidata do PT também declarou que “aquele país triste, da estagnação e do desemprego, ficou pra trás. O povo brasileiro não quer esse passado de volta. Acabou o tempo dos exterminadores de emprego, dos exterminadores de futuro. O tempo agora é dos criadores de emprego, dos criadores de futuro”. Vê-se, dessa forma, que a cada dia Dilma se mostra a mais preparada para assumir a Presidência da República. E, neste sentido, não é forçoso dizer que Dilma é a única candidata capaz de dar seqüência às mudanças iniciadas no governo Lula.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Petiscos do dia - 5 de abril



“Debate em torno da ética é bom para nós”, diz Dilma: em entrevista concedida ao jornal Estadão e publicada nesta segunda-feira, 5, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, declarou não temer os ataques da oposição ao governo Lula no que se refere ao combate à corrupção. Na quarta-feira, 31 de março, o pré-candidato tucano, José Serra, sinalizou, em seu discurso de despedida do Palácio dos Bandeirantes, que o debate da sucessão presidencial deveria ser travado em torno da ética.

Dilma, por sua vez, declarou que “se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ficavam debaixo do tapete, ninguém apurava”. A petista ainda afirmou que “esse debate é muito bom para a gente. Pode olhar tudo o que foi feito. Nunca se esqueça que foi a CGU quem descobriu a máfia dos sanguessugas. Tudo foi feito pela CGU, combinado com a Polícia Federal”, referindo-se às fraudes que foram descobertas no ministério da Saúde e tiveram início em 2001, justamente quando Serra comandava a pasta.

A pré-candidata do PT também criticou a postura da Procuradoria-Geral da União durante a gestão FHC: “acabamos com a figura do engavetador-geral. Onde está o engavetador? A União não engaveta mais nada. Nos sentimos muito à vontade em fazer essa discussão”. Sobre os ataques da oposição, Dilma disparou: “se me perguntarem se isso rende frutos, acho que não rende. Eles pensaram que ia render em 2006. Acho que eles não podem ter só esse discurso. Vão ter que mostrar qual é a proposta para o Brasil não viver estagnado”.

Dilma alfineta Serra: nessa mesma entrevista, a ex-ministra chefe da Casa Civil ainda alfineta o ex-governador Serra. “O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê, hein? Ali, se gestou sabe o quê? O apagão. O apagão que eu falo é o racionamento. Porque o pessoal usa um pelo outro. Racionamento é ficar oito meses sem energia”, disparou Dilma.

Indagada sobre a educação, a pré-candidata do PT disse que “vamos ter que aumentar ainda mais os investimentos. Não vou dizer porcentual porque não sou doida, mas dá para aumentar progressivamente os investimentos. Não podemos esquecer que teremos recursos da exploração do pré-sal”. Dilma também destacou o grande salto que foi dado na área de Saúde, com a construção das UPAs (Unidades de Pronto Atendimentos), que serviram para reduzir bastante as filas antes gigantescas nos hospitais.

PT-SP pretende pulverizar campanha no Estado: uma das estratégias do PT paulista para vencer o favoritismo do tucano Geraldo Alckmin na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes será pulverizar a campanha no Estado. Neste sentido, o candidato ao governo Aloizio Mercadante e a candidata ao Senado, Marta Suplicy, devem fazer suas agendas diárias de campanha separadamente.

De acordo com o presidente do PT paulista, Edinho Silva: “Iremos organizar as agendas e cobrir duas, três regiões do Estado ao mesmo tempo, porque ninguém precisa explicar quem é Marta, Mercadante e Suplicy, ao contrário deles (tucanos). Enquanto eles têm só o Alckmin em condições de criar agenda, nós temos três lideranças”. As decisões foram tomadas em reunião da Executiva do PT-SP nesta segunda-feira, em São Paulo.

Sérgio Guerra será coordenador da campanha de Serra: O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, admitiu nesta tarde, por meio do serviço de microblogs Twitter, que será o coordenador da campanha de José Serra à sucessão presidencial. “Me perguntam se serei coordenador da campanha do Serra. Sim, eu serei”, declarou Guerra no seu twitter nesta tarde.

O lançamento da candidatura de Serra ocorrerá no próximo sábado, dia 10, em um evento denominado “Encontro dos Partidos”, no qual estarão presentes, além das lideranças tucanas, os caciques do DEM e do PPS. A idéia é passar a impressão de que a oposição está unida em torno da candidatura de Serra.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Petiscos do dia - 29 de março



Governo Lula lança o PAC 2: A segunda-feira, 29, foi marcada no cenário político pelo lançamento do PAC 2, em Brasília. A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos públicos e privados de mais de R$ 1 trilhão para o período entre 2011 e 2014. O programa contemplará seis eixos básicos: Energia, Luz para Todos, Comunidade Cidadã, Minha Casa Minha Vida, Transportes e Cidade Melhor.

Grande parte desses recursos irá para a área de energia, que deverá receber investimentos da ordem de R$ 1,092 trilhão. Em seguida, vem o programa Minha Casa, Minha Vida, que deverá receber uma injeção de R$ 278,2 bilhões no período. O slogan do PAC 2 será “O Brasil vai continuar crescendo”. Em seu discurso, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, destacou que o governo Lula, ao longo destes 8 anos, mostrou que é possível ter planejamento, investimento e desenvolvimento com inclusão social.

Em SP, Suplicy abre mão da candidatura e apóia Mercadante: na tarde desta segunda-feira, o senador Eduardo Suplicy se reuniu com a direção estadual do PT de São Paulo para discutir sua pré-candidatura, apresentada no começo de março ao partido. Após uma conversa com seus correligionários, Suplicy abriu mão de sua pré-candidatura para apoiar o nome de Aloysio Mercadante ao governo de São Paulo.

Segundo o presidente do PT-SP, Edinho Silva, a atitude de Suplicy “foi um gesto nobre. Ele reconheceu que era preciso ter unidade partidária”. O senador Eduardo Suplicy destacou que “o nome de Mercadante está aceito pela militância, pelo diretório. E também teve o gesto dele em abrir mão da reeleição ao Senado para ser candidato em São Paulo”. Na semana passada, cinco partidos de oposição ao PSDB reuniram-se com o PT para fechar apoio ao nome de Mercadante para o governo e Marta Suplicy par ao Senado.

Lindberg Farias vence prévias no PT do Rio: após intensos debates, o PT fluminense realizou neste domingo, 28, prévias para a escolha do nome que o partido indicará para a disputa do Senado. Estavam disputando a indicação a ex-governadora Benedita da Silva e o prefeito de Nova Iguaço, Lindberg Farias. Com 67% dos votos, Lindberg venceu as prévias, sendo, assim, o indicado pelo PT para disputar a vaga ao Senado.

Vale lembrar que, segundo pesquisa Vox Populi divulgada na sexta-feira, 26, Lindberg tem 14% das intenções de voto para o Senado. Benedita aparecia na sua frente, com 31% das intenções de voto.

Datafolha mostra Alckmin liderando sucessão em SP: Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira mostra o tucano Geraldo Alckmin disparado na frente pela disputa do Palácio dos Bandeirantes. De acordo com o levantamento, realizado na semana passada, o ex-governador tem 53% das intenções de voto, isolando-o no primeiro lugar.

O Datafolha testou o nome de dois petistas para a disputa estadual: Eduardo Suplicy teve 19% das intenções de voto, enquanto Mercadante (que deverá ser o candidato do PT) tem 13% das intenções de voto. Alckmin declarou que deverá deixar a Secretaria de Desenvolvimento do Estado na próxima quinta-feira (1º), obedecendo as regras estipuladas pelo TSE.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Petiscos do dia - 24 de março

Confira o que foi destaque nesta quarta-feira:


PM de Serra reprime manifestação de professores: Na tarde desta quarta-feira, 24, a Polícia Militar usou gás de pimenta, cassetetes e escudos para reprimir um grupo de professores que realizavam uma manifestação durante um ato em que estava presente José Serra (PSDB), em Franco da Rocha, Grande São Paulo. De acordo com informações do Estadão, foram presos três professores, que podem ser indiciados por desacato à autoridade e perturbação da ordem.

É no mínimo revoltante que aconteça esse tipo de coisa. Até quando o governo Serra utilizará métodos ditatoriais para reprimir reivindicações legítimas dos servidores estaduais? Lembrando que na audiência pública que foi realizada na terça-feira, 23, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), nem o vice-líder do governo apareceu. É assim que Serra dialoga!

Público grita nome de “Dilma” durante discurso de Lula: Durante um discurso feito na manhã dessa quarta-feira, na abertura do programa “Territórios da Cidadania”, em Brasília, o presidente Lula foi interrompido pelos gritos de “Dilma! Dilma!” vindo do público. Lula disse: "Eu não posso dizer quem vai ser (o próximo presidente), apesar de, na minha cabeça eu ter consciência do que vai acontecer neste ano".

Logo depois, o presidente Lula destacou que parte da imprensa brasileira age de má-fé por não noticiar os avanços sociais que têm sido feitos no Brasil. O presidente ressaltou que a mídia gosta de explorar apenas os pontos negativos, ocultando da população os feitos do governo.

Cinco partidos de oposição fecham apoio a Mercadante em SP: Na tarde de terça-feira, 23, o presidente do PT-SP, Edinho Silva, se encontrou com representantes de cinco partidos de oposição ao governo Serra em São Paulo: PCdoB, PDT, PRB, PPL e PR. O tema central do encontro foi a costura de uma aliança em torno de um projeto de governo alternativo para o estado de São Paulo.

Os partidos fecharam apoio ao nome do senador Aloízio Mercadante para a disputa do Palácio dos Bandeirantes. O PDT deverá indicar o vice. Para o Senado, a coligação lançará os nomes da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e do vereador Netinho de Paula (PCdoB).

PSDB e DEM lançam candidatura de Alckmin ao governo de SP: Após a desistência do secretário da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, de disputar a vaga pelo Palácio dos Bandeirantes, a pedido do próprio Serra, fica praticamente oficializada a candidatura de Geraldo Alckmin para governador. O vice deverá ser o demo Afif Domingos.

De acordo com informações da Folha de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira irá disputar uma vaga ao Senado, fazendo dobradinha com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que também tenta o Senado. Os demo-tucanos só terão que tirar do caminho José Aníbal, que também pleiteia uma das vagas. Segundo a imprensa, a tarefa de convencer Aníbal a desistir da candidatura teria ficado a cargo do próprio Alckmin.