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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Datafolha: independente do voto, mais eleitores acreditam na vitória de Dilma do que de Serra

Apesar do empate técnico entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato tucano, José Serra, mostrado pela pesquisa Datafolha nesta sexta-feira, 2, grande parte dos entrevistados acredita em uma vitória de Dilma nestas eleições. De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados, independentemente de sua intenção de voto, acreditam que Dilma será vitoriosa nas eleições de outubro, enquanto apenas 33% afirmam que Serra ganhará as eleições e 21% afirmam não saber. O favoritismo da candidata do PT é apontado principalmente por parte do eleitorado masculino, com escolaridade superior e renda acima de 10 salários mínimos por mês.

Neste sentido, os números do Datafolha revelam que 52% dos homens acreditam que a ex-ministra vencerá as eleições de outubro, ao passo que 55% dos eleitores com ensino superior têm essa mesma visão. Dilma é apontada como vencedora do pleito também por 52% dos entrevistados que ganham mensalmente acima de 10 salários mínimos. Enquanto isso, o favoritismo de Serra é visto principalmente na região Sul, onde 40% acreditam que ele será o próximo presidente da República. Como era de se esperar o maior favoritismo de Dilma se dá entre os seus eleitores: 83% dos entrevistados que declaram voto em Dilma acreditam que ela será a vencedora das eleições de outubro.

Dos entrevistados que declararam voto em José Serra, apenas 65% acreditam que ele será vitorioso. Essa percepção dos eleitores entrevistados pelo Datafolha de que Dilma tem um maior favoritismo do que Serra na disputa presidencial é bem positiva para a campanha petista, uma vez que os eleitores indecisos ou mesmo aqueles que declaram que podem mudar o voto tendem a ser influenciados de alguma forma por essa tendência de vitória de um candidato. Naturalmente devem-se levar em conta outros aspectos que moldam a orientação do voto do eleitor inicialmente indeciso, mas é inegável o forte peso que se tem a percepção de que determinada candidatura deve ser vitoriosa.

Maior parte dos votos indecisos tende a Dilma
Outro aspecto interessante revelado pela pesquisa Datafolha diz respeito à solidez da decisão de voto. Neste sentido, o levantamento mostra que 71% dos eleitores se declararam totalmente decididos quanto ao seu voto. A cristalização do voto é maior ainda dentre os eleitores que declararam voto em Dilma: segundo os números do Datafolha, de todos os entrevistados que afirmaram votar em Dilma, 78% disseram que estão com seu voto totalmente decidido. Enquanto isso, dentre aqueles que declararam voto no candidato tucano, 70% afirmaram que estão com voto definido, ao passo que entre os eleitores de Marina Silva, 58% afirmaram estar com voto totalmente definido.

Por outro lado, 26% dos entrevistados declararam que ainda podem mudar o seu voto e aqui o Datafolha traz mais uma boa notícia para a campanha petista. De acordo com o levantamento, em caso de mudança de voto, Dilma deve ser a maior beneficiada, recebendo 28% dos votos, contra 24% de Serra e 23% de Marina. Enquanto isso, 18% declararam que não sabem em quem votariam. É interessante destacar que boa parte desses eleitores indecisos está na faixa etária dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, onde 37% afirmam que ainda podem mudar o seu voto.

O Datafolha mostra também que o apoio do Presidente Lula continua tendo forte peso na decisão dos eleitores. De acordo com o levantamento, 41% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza em um candidato apoiado por Lula, enquanto 24% declaram que podem votar em um candidato apoiado pelo Presidente. Por outro lado, 28% declaram que não votariam em um candidato apoiado por Lula. Segundo o levantamento, 75% dos entrevistados declararam que Dilma é a candidata apoiada pelo presidente Lula, sendo que essa identificação foi maior nas regiões Norte/Centro-Oeste (77%) e menor no Nordeste (72%), de acordo com os números da pesquisa.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho em 163 municípios de todo o Brasil. Foram feitas ao todo 2.658 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Essa pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 17162/2010.

Em descompasso com outras pesquisas, Datafolha mantém empate entre Dilma e Serra

Contrariando a tendência apresentada pelas pesquisas dos institutos Vox Populi e Ibope, que dão vantagem à candidata do PT Dilma Rousseff, o instituto Datafolha divulgou, na madrugada desta sexta-feira, 2, uma nova pesquisa de intenções de voto, revelando empate técnico entre a petista e o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com os números do Datafolha, Serra tem 39% das intenções de voto contra 38% de Dilma, empatados tecnicamente, uma vez que a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais. Em relação ao último levantamento, feito em maio, o tucano e a petista oscilaram também dentro da margem de erro.

A candidata do PT, Marina Silva, também se movimentou dentro da margem de erro, porém negativamente, passando de 12% para 10%, ao passo que votos brancos e nulos somaram 4%, enquanto o percentual de eleitores indecisos foi de 8%. De uma maneira geral, pode-se dizer que Serra foi beneficiado pelas exposições freqüentes que teve nos programas partidários do DEM, PPS, PTB e PSDB ao longo do mês de junho, nos quais ele foi protagonista em todas. Ao contrário de maio, quando apenas 29% declaravam ter visto algum programa de Serra e 37% de Dilma, neste levantamento do Datafolha 50% dos entrevistados declararam ter visto algum programa do tucano, contra 34% da petista.

Serra tem a maior rejeição
Naturalmente, essa maior exposição de Serra contribui para uma movimentação positiva dentro da margem de erro, já que os eleitores assistem ao programa e fixam o nome do tucano, especialmente pelo fato de que houve poucas inserções de Dilma neste mês. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma lidera, sendo lembrada por 22% dos entrevistados (avanço de 3 pontos percentuais), enquanto Serra aparece com 19% (crescimento de 5 pontos percentuais). É interessante destacar que 5% declaram voto no presidente Lula, enquanto 4% afirmam que votarão no candidato do presidente Lula, o que eleva o potencial de voto espontâneo em Dilma para 31%. A candidata do PV é lembrada por apenas 3%.

O cenário de empate técnico entre Dilma e Serra se repete também na simulação de um segundo turno entre os candidatos, de modo que o tucano alcança 47% das intenções de voto e a petista 45%, de acordo com os números do Datafolha. Brancos e nulos somam 5% e os eleitores indecisos são 4%. O tucano lidera, contudo, quando o assunto é rejeição: 24% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em José Serra, ao passo que apenas 20% declaram não votar em Dilma. A rejeição de Marina Silva, por sua vez, é de 14%,segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

Serra cresce 12 pontos no Sul, segundo Datafolha
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Datafolha, constataremos que os dados referentes às intenções de voto por região destoam dos demais institutos. Na região Sul, por exemplo, o Datafolha apurou que Serra lidera com 50% das intenções de voto, contra 32% de Dilma. Em relação ao levantamento de maio, o tucano teria subido nada menos que 12 pontos percentuais na região, enquanto a petista teria caído 3 pontos percentuais. Vale destacar que na pesquisa Ibope Serra aparece com 42% no Sul, enquanto na Vox Populi o percentual de votos do tucano na região é de 44%, segundo os mais recentes levantamentos, divulgados na última semana.

Na região Nordeste, por outro lado, Dilma leva a melhor e registra 47% das intenções de voto, contra 30% de Serra. A petista cresceu 3 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou os mesmos 3 pontos percentuais. No Norte/Centro-Oeste, a ex-ministra avançou 2 pontos percentuais para 42% e o ex-governador de São Paulo registrou avanço de 4 pontos percentuais para 38%. No Sudeste, por sua vez, que agrega os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), Dilma tem 33% enquanto Serra tem 43%. Vale destacar que no Ibope e no Vox Populi, o tucano aparece com 37% das intenções de voto na região Sudeste.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho, tendo sido entrevistados 2.658 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

sábado, 22 de maio de 2010

Datafolha mostra Dilma e Serra empatados e revela cenário favorável à petista

Em sintonia com as mais recentes pesquisas de intenção de voto sobre a disputa presidencial, levantamento do Datafolha, divulgado na manhã deste sábado, 22, mostra um forte crescimento da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e um recuo do seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com os números da pesquisa, Dilma subiu 7 pontos percentuais em relação à pesquisa de abril, passando, assim, de 30% para 37% das intenções de voto. Serra, por sua vez, recuou 5 pontos percentuais, de 42% para também 37%, segundo o levantamento.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, aparece com 12% das intenções de voto, permanecendo, assim, estável em relação ao levantamento anterior. Brancos e nulos somam 5%, enquanto o percentual de indecisos é de 9%. O forte crescimento de Dilma ocorre num contexto em que os brasileiros vão identificando cada vez mais a petista como candidata do presidente Lula. Com a elevada aprovação de Lula e o desejo de continuidade das políticas desenvolvidas em seu governo, projeta-se um crescimento cada vez maior para Dilma, cuja imagem deve ficar ainda mais “colada” à do presidente a partir do início oficial da campanha, no dia 6 de julho.

Vale destacar que na pesquisa espontânea, aquela em que não é apresentada uma lista de opções para que o eleitor escolha um nome, Dilma está isolada na frente. Neste tipo de pesquisa, a petista aparece com 19% das intenções de voto, 6 pontos percentuais acima, portanto, do nível alcançado em abril. O tucano, por sua vez, aparece com 14% das intenções de voto. É interessante destacar que parte dos eleitores, que não sabem ainda que Lula não será candidato, ainda citam o presidente em suas declarações de intenção de voto. Assim, Lula tem 5% das intenções de voto na pesquisa espontânea, enquanto 3% afirmam que votarão no “candidato de Lula” e 1% diz que votará no PT.

Segundo turno e rejeição
O Datafolha também fez uma simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra. Neste cenário, a petista novamente levou a melhor, atingindo 46% das intenções de voto, o que representa um considerável crescimento de 6 pontos percentuais frente ao patamar registrado na pesquisa de abril, quando ela aparecia com 40% na simulação de segundo turno. O tucano Serra, por sua vez, atingiu 45% das intenções de voto, o que representa uma queda de 5 pontos percentuais na comparação com o levantamento anterior, quando ele aparecia com 50% das intenções de voto.

No quesito rejeição, a ex-ministra também levou a melhor, já que a pesquisa Datafolha mostrou uma queda de 4 pontos percentuais na rejeição a Dilma, que passou, dessa maneira, de 24% para 20%. Por outro lado, a rejeição a Serra subiu 3 pontos percentuais, passando de 24% para 27% neste levantamento. Marina Silva, por sua vez, viu sua rejeição despencar de 20% para 14%, segundo os números divulgados pelo Datafolha. O Datafolha entrevistou 2.660 pessoas entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

sábado, 17 de abril de 2010

A farsa eleitoral atende pelo nome de Datafolha



Que a grande mídia e os setores conservadores da política nacional, a saber os demo-tucanos, sempre apostaram em uma ingenuidade coletiva do povo brasileiro não é mais novidade a ninguém. Contudo, a divulgação da pesquisa Datafolha, na madrugada deste sábado, 17, mostra que essa mesma imprensa – e seus institutos de pesquisa -, no afã de querer “enfiar a candidatura oposicionista goela abaixo dos eleitores”, tratam agora o povo brasileiro não mais como ingênuo, mas sim como burro.

Isso porque, segundo os números do Datafolha, a vantagem do pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra, sobre a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cresceu para 10 pontos percentuais! No levantamento realizado no final de março, Serra aparecia com 36% das intenções de voto, contra 27% de Dilma. Agora, na pesquisa feita entre 15 e 16 de abril, os candidatos se movimentam dentro da margem de erro, com o tucano indo a 38% e a petista a 28%.

Outras pesquisas indicam aproximação entre Serra e Dilma
Nada a contestar não fosse o seguinte detalhe: somente a pesquisa do Datafolha mostra essa diferença gritante entre as intenções de voto de Serra e Dilma. Todos os outros institutos – Ibope, Vox Populi e Sensus – confirmam a tendência de aproximação da ex-ministra e do ex-governador de São Paulo, e não o contrário, como quer mostrar o Datafolha. No último levantamento do Ibope, por exemplo, realizado em março, o tucano aparecia com 35% e a petista com 30%, diferença, portanto, de 5 pontos percentuais.

Se traçarmos uma linha do tempo, veremos que, segundo a pesquisa Ibope, a diferença entre Serra e Dilma era de 20 pontos percentuais em setembro de 2009, indo a 21 pontos percentuais em dezembro e caindo para 5 pontos percentuais em março deste ano! Neste mesmo sentido, a pesquisa Vox Populi mostrava Serra na dianteira por 21 pontos percentuais em dezembro de 2009, diminuindo sua vantagem para 7 pontos percentuais em janeiro deste ano e chegando, em março, a uma vantagem de apenas 3 pontos percentuais sobre Dilma, o que configura empate técnico.

O levantamento do instituto Sensus corrobora a tendência verificada pelo Ibope e pelo Vox Populi: em janeiro deste ano, a diferença entre o tucano e a petista era de 4,5 pontos percentuais, caindo para 0,4 ponto percentual em pesquisa divulgada na terça-feira, 13 de abril, onde Serra aparece com 32,7% das intenções de voto e Dilma com 32,3%. Agora, o que nos cabe indagar aqui? Todos os institutos sérios de pesquisa do país mostram uma tendência de estagnação da candidatura tucana e uma tendência de vertiginoso crescimento da candidatura petista. Por que somente a pesquisa Datafolha mostra o contrário?

Distorção escancarada da realidade
Alguém poderia arriscar o seguinte palpite: trata-se de diferença metodológica. Realmente, os institutos de pesquisa têm metodologias diferentes para aferir a intenção de voto dos eleitores. Contudo, partimos da hipótese de que essas metodologias adotadas procuram reproduzir na pesquisa o cenário real, com a maior exatidão que for possível. Neste sentido, as pesquisas seriam mapas do comportamento do eleitorado. Por que então a diferença absurda entre o mapeamento do Datafolha em relação ao que foi mapeado pelos outros institutos?

Afinal de contas, por maiores que sejam as diferenças metodológicas, elas não explicam uma diferença absurda de 10 pontos percentuais entre os dois principais candidatos, enquanto todos os outros institutos apontam para uma diferença máxima de 5 pontos percentuais. E não é somente a questão da diferença estática entre a intenção de votos, mas principalmente da diferença dinâmica – ou seja, da tendência das intenções de voto. Quem está errado, então? Por que é claro que alguém aí nessa história está divulgando pesquisas erradas: serão o Ibope, o Vox Populi e o Sensus ou será o Datafolha? Certamente, é mais natural acreditar que apenas um está errando do que crer que três dos quatro principais institutos do país estejam apresentando pesquisas erradas.

Um outro argumento que alguém mais desavisado poderia assumir é de que a pesquisa Datafolha foi a primeira a ser feita depois do lançamento oficial da pré-candidatura de Serra, que ocorreu no sábado passado, dia 10. Ora, por maior que tenha sido a repercussão do evento tucano – e a grande mídia (Folha, Estadão, Globo) fez questão absoluta de dar ampla cobertura ao mesmo – ela não explica uma diferença de 10 pontos percentuais entre Serra e Dilma! O que explicaria então? Na visão deste blog, a explicação seria por metodologia estatística usada de maneira a induzir esse resultado, o que, em outras palavras, o que em outras palavras representa uma grande distorção da realidade!

É muito comum ouvirmos nas salas de aula de cursos de graduação em Economia, uma velha piada com ares de verdade: “estatística é a arte de torturar os dados para provar aquilo que você quer”. E de fato, parece ser esse o lema atual do Instituto Datafolha! Porque somente ele traduz em suas pesquisas retratos diferentes daqueles tirados por outros grandes institutos do país. Engraçado que assim que foi divulgada a pesquisa Sensus, mostrando empate entre Serra e Dilma, líderes tucanos duvidaram da veracidade da mesma, afirmando que “é estranho acreditar em pesquisa encomendada por sindicato”. Vendo o Datafolha, não se tem dúvida: é mais estranho ainda crer em pesquisa encomendada por um grupo jornalístico – a Folha – que está a serviço do demo-tucanato!

sábado, 3 de abril de 2010

Vox Populi mostra crescimento de Dilma e desmoraliza Datafolha



Pesquisa Vox Populi divulgada na noite deste sábado, 3, confirma o bom cenário para a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. De acordo com o levantamento, a pré-candidata petista cresceu 4 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, passando, assim, de 27% para 31% das intenções de voto. Enquanto isso, o pré-candidato tucano José Serra ficou estagnado, com 34% das intenções de voto.

Ciro Gomes (PSB), por sua vez, aparece com 10% das intenções de voto, o que representa um recuo de 1 ponto percentual em relação a janeiro, quando o pré-candidato aparecia com 11% das intenções de voto. A pré-candidata do PV, Marina Silva, também apresentou uma variação negativa de 1 ponto percentual em relação à pesquisa anterior, passando de 6% para 5% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 7%, contra 13% dos entrevistados que não opinaram ou não quiseram responder.

Considerando um cenário sem Ciro Gomes, Serra lidera o quadro sucessório, com 38% das intenções de voto. Logo atrás vem Dilma, com 33%, e Marina Silva, com 7% das intenções de voto. Neste cenário, os votos brancos ou nulos chegam a 7%, contra 15% dos entrevistados que não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, sendo que a pesquisa foi feita entre os dias 30 e 31 de março, ouvindo 2000 pessoas.

Desmoralização do Datafolha
A pesquisa Vox Populi foi feita uma semana depois do levantamento do Datafolha, revelando uma diferença gigantesca em relação a esta. Feito entre os dias 24 e 25 de março, o levantamento do Datafolha mostrava uma diferença de 9 pontos percentuais entre Serra (38%) e Dilma (27%), que na pesquisa de fevereiro do mesmo instituto estavam separados apenas por 4 pontos percentuais – a petista com 28% e o tucano com 32%.

Logo que o Datafolha foi divulgado, muitos questionamentos começaram a surgir, pois não havia fato concreto que explicasse o crescimento de 6 pontos percentuais do pré-candidato tucano no período: nenhuma aliança diferente foi feita nem houve fato novo na candidatura. É óbvio que não está sendo desconsiderada a diferença na metodologia de pesquisa dos dois institutos, mas o fato é que a pesquisa Datafolha de março causa estranheza até mesmo quando comparada com a do mesmo instituto feita em fevereiro.

Assim, o levantamento do Vox Populi divulgado neste sábado faz muito mais sentido por aproximar-se mais da tendência que já vinha sendo mostrada desde dezembro, a saber, o crescimento da candidatura Dilma e a estagnação da candidatura Serra. Os números do Vox Populi desmoralizam, dessa maneira, o levantamento do Datafolha de março, já que deixam claro que este último é um ponto fora da curva, que nem mesmo os analistas políticos da grande imprensa souberam explicar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Marta Suplicy lidera com folga corrida pelo Senado, aponta Datafolha



A disputa pelas duas vagas do Senado em São Paulo começa com Marta Suplicy (SP) disparada na frente. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, a petista aparece com 43% das intenções de voto. Considerando-se as regiões do Estado, o melhor desempenho de Marta ocorre na capital, onde a petista alcança 48% das intenções de voto.

Se considerarmos toda a região metropolitana de São Paulo (capital + outros municípios da Grande SP), a intenção de votos em Marta, segundo o Datafolha, é de 45%. No interior, a ex-prefeita possui 41% das intenções de voto. É interessante notar que Marta lidera as intenções de voto em praticamente todos os segmentos do eleitorado. A única exceção ocorre na faixa do eleitorado com 60 anos ou mais, onde Marta aparece com 30% das intenções de voto, atrás de Romeu Tuma (PTB), que tem 39% neste segmento.

Entre os entrevistados com faixa etária entre 16 e 24 anos, Marta possui 51% das intenções de voto, de acordo com o levantamento do Datafolha. Considerando-se o critério de escolaridade, Marta aparece como favorita em todos os segmentos: entre os que têm nível fundamental, a petista tem 42% da intenções de voto, entre os de nível médio, a ex-prefeita alcança 44% e entre os de nível superior, 41%.

Outros candidatos
Bem atrás de Marta na pesquisa do Datafolha aparece o nome do senador Romeu Tuma, com 25% das intenções de voto. O mandato de Tuma termina esse ano, de forma que o petebista é candidato à reeleição. O ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, aparece com 22% das intenções de voto, enquanto o vereador Netinho de Paula (PCdoB), tem 19% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

A ex-vereadora Soninha (PPS) aparece com 18% das intenções de voto, sendo seguida por Gabriel Chalita (PSB), com 8%, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%, e Ricardo Young (PV), com 3%. Brancos e nulos somaram 33% e entre os que não souberam ou não quiseram responder, 24%. A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 25 e 26 de março, ouvindo 2001 paulistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Petiscos do dia - 29 de março



Governo Lula lança o PAC 2: A segunda-feira, 29, foi marcada no cenário político pelo lançamento do PAC 2, em Brasília. A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos públicos e privados de mais de R$ 1 trilhão para o período entre 2011 e 2014. O programa contemplará seis eixos básicos: Energia, Luz para Todos, Comunidade Cidadã, Minha Casa Minha Vida, Transportes e Cidade Melhor.

Grande parte desses recursos irá para a área de energia, que deverá receber investimentos da ordem de R$ 1,092 trilhão. Em seguida, vem o programa Minha Casa, Minha Vida, que deverá receber uma injeção de R$ 278,2 bilhões no período. O slogan do PAC 2 será “O Brasil vai continuar crescendo”. Em seu discurso, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, destacou que o governo Lula, ao longo destes 8 anos, mostrou que é possível ter planejamento, investimento e desenvolvimento com inclusão social.

Em SP, Suplicy abre mão da candidatura e apóia Mercadante: na tarde desta segunda-feira, o senador Eduardo Suplicy se reuniu com a direção estadual do PT de São Paulo para discutir sua pré-candidatura, apresentada no começo de março ao partido. Após uma conversa com seus correligionários, Suplicy abriu mão de sua pré-candidatura para apoiar o nome de Aloysio Mercadante ao governo de São Paulo.

Segundo o presidente do PT-SP, Edinho Silva, a atitude de Suplicy “foi um gesto nobre. Ele reconheceu que era preciso ter unidade partidária”. O senador Eduardo Suplicy destacou que “o nome de Mercadante está aceito pela militância, pelo diretório. E também teve o gesto dele em abrir mão da reeleição ao Senado para ser candidato em São Paulo”. Na semana passada, cinco partidos de oposição ao PSDB reuniram-se com o PT para fechar apoio ao nome de Mercadante para o governo e Marta Suplicy par ao Senado.

Lindberg Farias vence prévias no PT do Rio: após intensos debates, o PT fluminense realizou neste domingo, 28, prévias para a escolha do nome que o partido indicará para a disputa do Senado. Estavam disputando a indicação a ex-governadora Benedita da Silva e o prefeito de Nova Iguaço, Lindberg Farias. Com 67% dos votos, Lindberg venceu as prévias, sendo, assim, o indicado pelo PT para disputar a vaga ao Senado.

Vale lembrar que, segundo pesquisa Vox Populi divulgada na sexta-feira, 26, Lindberg tem 14% das intenções de voto para o Senado. Benedita aparecia na sua frente, com 31% das intenções de voto.

Datafolha mostra Alckmin liderando sucessão em SP: Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira mostra o tucano Geraldo Alckmin disparado na frente pela disputa do Palácio dos Bandeirantes. De acordo com o levantamento, realizado na semana passada, o ex-governador tem 53% das intenções de voto, isolando-o no primeiro lugar.

O Datafolha testou o nome de dois petistas para a disputa estadual: Eduardo Suplicy teve 19% das intenções de voto, enquanto Mercadante (que deverá ser o candidato do PT) tem 13% das intenções de voto. Alckmin declarou que deverá deixar a Secretaria de Desenvolvimento do Estado na próxima quinta-feira (1º), obedecendo as regras estipuladas pelo TSE.

domingo, 28 de março de 2010

Datafolha: Lula bate recorde de popularidade



Faltando apenas nove meses para terminar o seu mandato, o Presidente Lula tem recorde de popularidade. Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 24 e 25 deste mês e divulgada neste domingo, 28, revelam que o índice de aprovação do presidente Lula é de 76%, a maior marca já registrada por um Presidente da República desde 1990, quando o Datafolha iniciou o levantamento.

A pesquisa também mostra que deste total que avalia o governo Lula como ótimo ou bom, 33% declararam voto na pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ou seja, existe um espaço muito grande ainda para Dilma crescer na arena eleitoral, capitalizando votos dessa parcela do eleitorado que avalia positivamente o governo Lula.

Segundo o levantamento do Datafolha, dos 87% que declararam conhecer bem Dilma Rousseff, apenas 58% sabem que ela é a candidata do presidente Lula. Isso significa dizer que a parcela que ainda não associa Dilma ao presidente Lula é grande e a partir do momento que a campanha ganhar as ruas, em julho, é bastante possível que, feita esta associação, a intenção de votos na petista cresça, levando-a à liderança.

No Rio, aprovação a Lula atinge 90%
O Instituto Vox Populi também divulgou pesquisa neste final de semana sobre as intenções de voto do eleitorado fluminense e a avaliação deste sobre o governo Lula. Neste sentido, levando-se em conta a parcela dos entrevistados que consideram o governo Lula ótimo (29%), bom (43%) e regular positivo (18%), pode-se constatar que a aprovação ao presidente Lula atinge a marca dos 90% no Estado do Rio de Janeiro.

Sobre a intenção de votos do eleitor fluminense para a Presidência da República, há um empate técnico entre Dilma e Serra. Enquanto a ministra aparece com 29% das intenções de voto, o tucano tem 28%. Ciro Gomes (PSB) aparece com 16% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (PV) tem 9%. O melhor desempenho de Dilma ocorre na capital, onde ela tem 33% das intenções de voto, contra 20% de Serra.

Percebe-se, assim, que as pesquisas divulgadas neste final de semana mostram uma consolidação da candidatura Dilma junto ao eleitorado e também um cenário bem otimista, já que a tendência é que a popularidade do presidente Lula, bastante elevada, seja revertida em votos para a pré-candidata petista.

terça-feira, 23 de março de 2010

Datafolha trará avaliação pessoal de entrevistados sobre Dilma e Serra



Entre quarta (24) e quinta-feira (25), o Datafolha vai às ruas para uma nova pesquisa sobre as intenções de voto dos brasileiros para a eleição presidencial de outubro. Com uma amostra prevista de 4.120 entrevistados, a pesquisa, que deverá ser divulgada neste final de semana, trará uma informação interessante: qual a principal qualidade e qual o principal defeito de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), na opinião dos entrevistados.

A pergunta será espontânea e única, ou seja, não serão apresentadas opções aos entrevistados, de forma que estes irão associar, de acordo com o que lhes vier à cabeça, uma qualidade e um defeito para Dilma e Serra. Naturalmente, essa avaliação dependerá muito do grau de conhecimento que o entrevistado tem sobre cada um desses candidatos e, como uma boa parte do eleitorado ainda desconhece Dilma (conforme verificado pelas últimas pesquisas) , o resultado deverá ser, no mínimo, curioso.

Eleitor deve ter mais facilidade para avaliar Serra
Esta pergunta, de acordo com a ordem do questionário a ser aplicado pelo Datafolha, será feita antes da questão sobre a influência do apoio de Lula na decisão do eleitor. Isto significa que, quando for pedido ao entrevistado para ele dizer uma qualidade e um defeito de Serra e Dilma, ele ainda não terá associado qual será o nome apoiado pelo presidente Lula.

Considerando que o nome de Serra é mais conhecido que o de Dilma, os entrevistados deverão ter uma facilidade maior para apontar uma qualidade e um defeito do tucano do que da petista. Isto nos mostra que deveremos analisar com bastante cuidado a avaliação de qualidade e defeito que será atribuída a pré-candidata do PT neste momento, sempre tendo em vista qual a parcela do eleitorado que a conhece bem.

À medida que a eleição for ficando mais próxima e a campanha tiver início, é bastante possível que as avaliações sobre qualidade/defeito de Dilma sejam alteradas, visto que ela passará a ser mais conhecida e tenderá a ganhar a simpatia do eleitor, especialmente por ser a candidata do presidente Lula.

Bom cenário econômico é o grande trunfo de Dilma



Em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas, realizadas na segunda-feira (22) em São Paulo, diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do país confirmaram o que há muito já se via nas ruas: o cenário otimista para a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A tendência plebiscitária que deve dominar esta eleição também foi destacada pelos debatedores.

De uma maneira geral, foi pontuado que pesquisas de intenção de votos não são prognósticos, mas sim diagnósticos, ou seja, fotografias do momento acerca do comportamento do eleitor. E dentro dessa visão, o que se nota é que cada dia que passa, esses diagnósticos têm se tornado mais favoráveis à candidatura de Dilma, tanto que o diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, declarou que “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”.
Boa percepção do eleitor sobre economia favorece Dilma
Para Meira, a tendência de crescimento de Dilma está bastante relacionada à percepção do eleitor de que a economia vai muito bem. Essa análise do diretor do Vox Populi é bastante correta, pois um dos principais critérios, se não o principal, de escolha de candidato por parte do eleitor comum é a situação da economia. Neste aspecto, se a economia vai mal, o eleitor tende a optar por uma mudança (como aconteceu em 2002, quando a população avaliava mal a condução da economia por FHC).

Mas esse não é o caso em 2010: o cenário econômico brasileiro segue muito bom, após os efeitos da crise internacional terem um impacto mínimo no país, na comparação com outras economias, que foram bem atingidas pela crise. Inflação sob controle, desemprego em tendência de queda, expansão das linhas de crédito, melhora das condições de financiamento e expectativa de grande aumento na capacidade instalada da indústria são alguns, dos muitos pontos, que fazem o brasileiro aprovar a condução econômica do governo Lula.

E é justamente essa avaliação de bom cenário econômico que deve pesar na escolha que o eleitor fará sobre seu candidato, especialmente quando se estabelecer uma comparação com o governo FHC. Para Márcia Cavallari, do Ibope, “a percepção do eleitor é de que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”. Ou seja, a comparação dos feitos econômicos de Lula-Dilma com FHC-Serra tende a beneficiar muito mais a candidatura Dilma.

Dificuldade para oposição encontrar discurso
O êxito do governo Lula na condução da política econômica e seu conseqüente nível de aprovação elevado (75% segundo a mais recente pesquisa CNI/Ibope), ao mesmo tempo que favorecem a candidatura de Dilma, criam um importante problema para a oposição, que é encontrar um discurso que convença o eleitor a votar em Serra. Isto porque uma postura crítica ao governo Lula poderia tirar votos de Serra e não o contrário, já que o governo é muito bem avaliado.

O próprio Serra afirmou na última sexta-feira, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, que “Lula está terminando bem o seu governo”. No final de semana, o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, também destacou que agora, após Serra assumir sua candidatura, é preciso que a oposição encontre um discurso. A estratégia de colocar-se como um pós-Lula ao invés de um anti-Lula também não parece ser adequada para Serra, posto que ela não justifica a mudança.

Para a diretora do Ibope, “O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: 'Acertei, e o País está tendo avanços'”. Ou seja, diante desse conforto, o eleitor preferirá continuar apostando no time de Lula do que em Serra, que por mais que não queira, é altamente identificado com o governo FHC. Assim, enquanto a oposição “se descabela” para definir sua estratégia de campanha, Dilma amplia ainda mais seu favoritismo.