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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Esmagadora maioria dos brasileiros acredita que Dilma será melhor ou igual a Lula

A maioria da população brasileira está bastante otimista com relação ao governo Dilma, que terá início dentro de duas semanas. É o que revela a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 16. De acordo com os números apresentados, nada menos que 62% dos entrevistados afirmaram que o governo da Presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deverá ser ótimo ou bom, enquanto 19% têm expectativas que seja um governo regular. Apenas 9% dos entrevistados declararam que o novo governo deve ser ruim ou péssimo,ao passo que 11% não souberam ou não quiseram opinar.

Quando analisados de forma segmentada, os dados revelam que o otimismo é maior na região Nordeste, onde o índice dos que consideram que Dilma fará um governo ótimo ou bom atinge 70%. Por outro lado, o desempenho menos otimista fica, como era de esperar, com as regiões Sul e Sudeste, onde os que avaliam que o próximo governo será ótimo ou bom totalizam 58%. De qualquer forma, é interessante observar que a expectativa positiva em relação ao governo Dilma fica 6 pontos percentuais acima da própria votação da Presidente eleita, que venceu o 2º turno da eleição, no dia 31 de outubro, com 56% dos votos válidos.

Para 76%, Dilma será melhor ou igual a Lula
O cenário de otimismo em relação ao novo governo é confirmado quando observamos a comparação entre o governo Dilma e o governo Lula: segundo a pesquisa CNI/Ibope, 18% dos entrevistados acreditam que Dilma fará um governo melhor que Lula, ao passo que 58% dos entrevistados esperam que o governo da Presidente eleita seja igual ao de Lula. Considerando que essa mesma CNI/Ibope revelou que o governo Lula tem aprovação de 80% da população, podemos considerar que a expectativa de que o governo Dilma seja igual ao governo Lula é algo bastante positivo.

Ou seja, 76% dos entrevistados consideram que Dilma fará um governo melhor ou igual a Lula. Nesta comparação, novamente o Nordeste lidera o otimismo: para 79% dos nordestinos, o governo Dilma será melhor ou igual ao governo Lula. No Sudeste, o percentual de entrevistados que tem essa mesma avaliação é de 76%, de açodo com a CNI/Ibope. Vale a pena destacar que, no cômputo total, apenas 14% dos entrevistados declaram que o governo Dilma deve ser pior que o governo Lula, ao passo que 10% não souberam ou não quiseram opinar.

Saúde deve ser a principal prioridade da Presidente eleita
O levantamento CNI/Ibope também trouxe informações sobre o que a população acha que deve ser tratado de forma prioritária pelo novo governo. Os dados revelam que saúde é apontado como tema prioritário para pouco mais da metade dos entrevistados – 51%. Em segundo lugar, com 11%, aparece educação, seguido de segurança pública, com 7%. Combate às drogas e combate à fome e à miséria aparecem, cada um, com 6% das citações. Pautas que vêm sendo cobradas por diversos setores da sociedade civil organizada e dos próprios movimentos sociais, não tiveram destaque no ranking de prioridades apontadas pela população.

Para se ter uma idéia, a Reforma Política é considerada prioritária para apenas 1% dos entrevistados, mesmo percentual alcançado pela Reforma Trabalhista. Outras reformas – como a agrária, a da previdência e a tributária – sequer pontuaram no levantamento feito pela CNI/Ibope. É interessante observar que os avanços conquistados pelo governo Lula podem ser claramente observados por uma mudança na prioridade de pauta quando confrontamos o levantamento divulgado nesta quinta-feira com uma pesquisa CNI/Ibope feita em dezembro de 2002, a poucos dias do então Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tomar posse.

Naquela ocasião, a prioridade apontada por 43% dos entrevistados era promover o crescimento e a geração de empregos. Em segundo lugar, aparecia o combate à inflação, com 29%, enquanto a promoção de políticas sociais aparecia com 10%. Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, geração de empregos é apontada como prioridade para apenas 4% dos entrevistados. O fato de estes itens não terem mais destaque na lista de prioridades da atual pesquisa CNI/Ibope revela que, para o brasileiro, eles já constituem uma pauta cuja conquista foi consolidada ao longo dos oito anos do governo Lula, de forma que agora as prioridades são menos macroeconômicas e mais setoriais, por assim dizer.

A pesquisa CNI/Ibope foi feita entre os dias 4 e 7 de dezembro, em 140 municípios de todas as regiões brasileiras. Foram entrevistadas 2002 pessoas e a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais.

sábado, 3 de julho de 2010

Ibope mostra Dilma e Serra empatados, após massiva exposição do tucano na TV

Pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na noite deste sábado, 3, mostrou a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, empatada com o seu principal oponente, o tucano José Serra, ambos com 39% das intenções de voto. Os números causam um certo estranhamento, à medida que na semana anterior a esta coleta de dados o Ibope divulgou pesquisa mostrando Dilma com uma vantagem de 5 pontos percentuais em relação a Serra. Vale lembrar que na pesquisa CNI/Ibope, divulgada no dia 23 de junho, a petista aparecia com 40% das intenções de voto e o tucano com 35%.

Além de mostrar uma recuperação de Serra e o novo cenário de empate com Dilma, o Ibope revelou que Marina oscilou positivamente dentro da margem de erro, para 10% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6% e os eleitores indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, o tucano também apresentou uma recuperação, empatando novamente com Dilma ao passar de 38% para 43%. Enquanto isso, a petista se movimentou dentro da margem de erro, de 45% para 43%, de acordo com os dados apresentados neste levantamento. Brancos e nulos somaram 8%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos foi de 7%.

Maior exposição de Serra nos últimos dias
A recuperação ensaiada por Serra e traduzida nos números da recente pesquisa Ibope era mais do que esperada, haja vista a forte exposição do candidato nos últimos dias. Durante a última semana, o PSDB exibiu suas inserções que deram foco total ao tucano, destacando sua carreira política. Além disso, deve-se destacar que desde o dia 27, data que coincide com o início da pesquisa de campo, o candidato tucano teve amplo destaque no noticiário, por conta da novela em torno da escolha do seu vice.
Naquela data, teve início o desentendimento entre PSDB e DEM, após os tucanos terem indicado o nome de Álvaro Dias para vice de Serra. Dessa maneira, pode-se dizer que o eleitor “fixou” mais o nome de Serra ao longo destes últimos dias, até mesmo porque não houve inserções de Dilma no período. O Ibope ouviu 2002 eleitores entre os dias 27 e 30 de junho em 140 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 17245/2010.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Governo Lula segue bem avaliado na maioria das áreas pesquisadas pela CNI/Ibope

Além de revelar que a aprovação do governo Lula continua no nível recorde de 75% e que a aprovação pessoal do presidente Lula atinge a expressiva marca dos 85%, a mais recente pesquisa CNI/Ibope trouxe informações importantes sobre a avaliação dos eleitores a respeito das principais áreas temáticas do governo federal. Neste sentido, das nove áreas pesquisadas pelo Ibope (combate à fome/pobreza; combate ao desemprego; combate à inflação; educação; meio ambiente; taxa de juros; saúde; segurança pública e impostos), a aprovação do governo Lula foi superior à desaprovação em cinco delas, ficando empatada em uma e menor em três.

A área mais bem avaliada, neste sentido, é a de combate à fome e à pobreza, na qual 67% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope declararam aprovar a atuação do governo nesta área, ao passo que apenas 30% declararam desaprovar. Em seguida, tem destaque a avaliação do governo Lula no que se refere ao combate ao desemprego: neste item, uma expressiva parcela de 62% dos entrevistados declararam aprovar a forma com a qual o governo Lula vem desenvolvendo políticas públicas nesta área, enquanto 35% declaram não aprovar. No campo atuação do governo na área do meio ambiente, 57% dos entrevistados declaram aprovar o governo Lula, enquanto 36% não aprovam.

De igual maneira, 57% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação do governo Lula no que se refere ao combate à inflação, frente a 36% que desaprovam. Na educação, a avaliação do governo Lula também é positiva, haja vista que 56% dos entrevistados pela CNI/Ibope afirmaram que aprovam a atuação do governo Lula nesta área, contra 41% que desaprovam. Com relação à atuação do governo Lula em relação à taxa de juros, 45% dos entrevistados afirmaram que aprovam, mesmo patamar dos que declararam não aprovar as medidas tomadas pelo governo na área.

Áreas mal avaliadas são problemáticas desde 2002
Por outro lado, em apenas três áreas pesquisadas pelo Ibope, o percentual de desaprovação do governo Lula é superior ao percentual de aprovação. O destaque fica, neste sentido, para a área de segurança pública, onde 55% dos entrevistados afirmaram que desaprovam a atuação do governo Lula, ao passo que 41% declararam aprovar. É interessante destacar que esta área tem sido mal avaliada pelos brasileiros desde o governo FHC. Para se ter uma idéia, na pesquisa CNI/Ibope feita em junho de 2002, quando Fernando Henrique Cardoso ainda era presidente, 54% dos entrevistados naquela época afirmaram que a segurança pública piorou no país, enquanto 24% tinham dito que melhorou e 18% que ficou igual.

Na área da saúde podemos constatar esse mesmo movimento: no recente levantamento, divulgado na quarta-feira, 53% dos entrevistados afirmaram que desaprovam a atuação do governo Lula na área, contra 44% que aprovam. Se compararmos esse quadro com aquele averiguado em junho de 2002, quando o atual candidato José Serra era ministro da Saúde, do governo FHC, perceberemos que não houve alteração: naquele levantamento CNI/Ibope apenas 45% dos entrevistados afirmaram que a saúde melhorou no Brasil. Ou seja, Serra se gaba de ter sido um excelente ministro da Saúde, mas a verdade é que no período em que ele esteve à frente do ministério, uma expressiva parcela de brasileiros também criticava a atuação do governo na Saúde.

Outro dado interessante que vale a pena ser analisado: se visualizarmos o corte regional da pesquisa CNI/Ibope divulgada na quarta-feira, 23, perceberemos que a desaprovação da atuação do governo Lula na saúde é superior à aprovação apenas na região Sudeste, onde 63% dos entrevistados afirmam desaprovar e 34% afirmam aprovar. E o que tem isso a ver? Ora, dos quatro estados que compõem a região Sudeste, os dois maiores (São Paulo e Minas Gerais) são governados pelo PSDB, sendo que até março deste ano o próprio Serra governava São Paulo e, segundo dados do DataSUS, esses dois estados não vêm cumprindo a meta mínima de 12% dos recursos aplicados em saúde pública.

Isso permite constatar que a avaliação negativa da saúde no Brasil é explicada, em parte, pela avaliação ruim da atuação dos governos estaduais nessa área, especialmente, como dito, na região onde o PSDB governa os dois maiores estados. Não é exagero afirmar isto, uma vez que os estados são responsáveis pela aplicação das verbas do SUS, sendo que esse mesmo raciocínio vale para a área da segurança pública, que, constitucionalmente, é atribuição dos Estados e não propriamente do governo federal. A idéia de que uma parte da má avaliação na área da saúde decorre de fatores dos estados fica ainda mais plausível se levarmos em conta que no Norte/Centro-Oeste, Nordeste e Sul o percentual de aprovação da saúde é maior que o de desaprovação, segundo os dados do Ibope.

Outro detalhe que deve ser salientado: em um levantamento feito pelo Ibope em agosto de 2002, o instituto revelou que, para os eleitores, os três principais problemas do Brasil naquele momento eram: o desemprego (69%), a segurança pública (42%) e a Saúde (38%). Logo, percebemos que não adianta Serra dizer, como tem feito na TV e em suas entrevistas, que a saúde e a segurança pública pioraram no Brasil, pois eram áreas sensíveis também no governo FHC, do qual foi ministro da Saúde a maior parte do tempo. Por fim, voltando à pesquisa CNI/Ibope desta semana, no que se refere à atuação do governo Lula em relação aos impostos, 52% dos entrevistados desaprovam, ao passo que 41% aprovam.

Percebe-se, dessa maneira, que de um modo geral o resultado da pesquisa é muito favorável, pois mostra que em cinco das nove áreas pesquisadas a avaliação positiva do governo Lula é bem superior à avaliação negativa. Além disso, nas áreas onde a avaliação negativa predomina, os problemas são de longa data e, como dito anteriormente, sofrem influência das políticas dos governos estaduais, haja vista que das três áreas nesta situação, duas são de responsabilidade do governo do Estado. Assim, não adianta a oposição querer usar estas áreas para criticar o governo Lula, como tem feito, uma vez que quando o PSDB esteve no governo estas também foram áreas críticas, conforme revelam levantamentos anteriores.

CNI/Ibope: Dilma cresce em todas as regiões e tem maior parte de votos consolidados

Mais importante que a confirmação, pela mais recente pesquisa CNI/Ibope, da liderança da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial, com 40% das intenções de voto, é o cenário amplamente favorável para a candidatura petista que os cortes do levantamento nos revelam. Neste sentido, ao analisarmos as minúcias da pesquisa podemos visualizar um ambiente amplamente favorável a um processo de contínuo crescimento de Dilma, elevando, dessa forma, o favoritismo da ex-ministra nesta disputa eleitoral.

De uma maneira geral, podemos avaliar que, à medida que Dilma vai se tornando mais conhecida pelos eleitores e estes vão associando sua imagem ao presidente Lula, ampliam-se as intenções de voto na petista, especialmente nos segmentos de menor renda. Isso propicia o avanço da ex-ministra inclusive em regiões onde em levantamentos anteriores o seu principal adversário, o tucano José Serra, mantinha a liderança. Contudo, vamos nos atentar a três pontos fundamentais da pesquisa que nos permitem dizer com que, atualmente, Dilma é a favorita para a sucessão do presidente Lula:

01. Dilma tem o maior percentual de votos cristalizados: o primeiro aspecto que iremos analisar aqui se refere aos votos cristalizados de cada candidato, ou seja, o percentual de eleitores que já definiram o seu voto e afirmam que votarão com certeza neste ou naquele candidato. Neste quesito, Dilma leva a melhor por duas razões: o percentual de votos cristalizados da petista é superior ao dos outros dois principais postulantes do cargo (Serra e Marina); e a candidata do PT é a que tem, dentro de suas intenções de voto, o maior percentual consolidado, reduzindo, assim, a volatilidade de suas intenções de voto.

Vejamos: de acordo com o Ibope, 35% dos eleitores entrevistados afirmam que votarão com certeza em Dilma. Como a petista pontuou 40% neste levantamento, isto quer dizer que de todos aqueles que declararam voto na ex-ministra, 87,5% estão com seus votos já definidos em favor de Dilma. Dessa maneira, o percentual de votos “voláteis” seria de 12,5% do total declarado à petista. Enquanto isso, 29% dos eleitores entrevistados afirmaram votar com certeza em Serra, o que corresponde a 83% do universo de 35% dos eleitores que declararam voto no candidato tucano nesta pesquisa. Assim, do total pontuado pelo ex-governador de São Paulo nesta pesquisa, 17% seriam de votos “voláteis”.

Já no caso de Marina, 7% dos eleitores afirmaram que votarão com certeza nela, o que representa 78% do total de eleitores que declararam voto nela nesse levantamento. Se fizermos a análise sob o espectro dinâmico, perceberemos que Dilma foi a candidata que mais consolidou votos desde março, quando foi feito o último levantamento CNI/Ibope. Naquela ocasião, 29% dos eleitores afirmavam votar com certeza na petista, de forma que houve um ganho de 6 pontos percentuais até junho. No caso de Serra, em março ele aparecia com 27% dos votos cristalizados, de modo que ganhou apenas 2 pontos percentuais, ao passo que Marina não registrou oscilação, pois em março aparecia com os mesmos 7% de votos certos.

02. Dilma passa Serra no Sudeste: no corte regional da pesquisa CNI/Ibope podemos constatar também um favoritismo de Dilma. Isto porque a petista aparece à frente do tucano na região Sudeste, que agrega os três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 37% das intenções de voto no Sudeste, contra 36% de Serra, ligeiramente à frente dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, feito em março, o tucano aparecia com 15 pontos de vantagem sobre Dilma (40% a 25%), de forma que o movimento apurado por esta pesquisa é extremamente positivo para a petista.

Nas demais regiões, o quadro é o seguinte: no Nordeste, Dilma lidera com 47% das intenções de voto contra 30% de Serra; no Norte/Centro-Oeste a petista alcança 40% das intenções de voto frente a 34% do tucano e, no Sul, o ex-governador atinge 42% das intenções de voto, sendo a única região onde está à frente da ex-ministra, que aparece com 34% das intenções de voto. Devemos destacar aqui dois pontos: a liderança isolada de Dilma no Nordeste (que responde por 28% do eleitorado) e também a redução da vantagem de Serra no Sul (região que agrega 15% do eleitorado brasileiro). Percebe-se, aqui, que em todas as regiões brasileiras a petista tem firmado uma trajetória de crescimento consistente.

03. Apoio de Lula tem grande peso na decisão dos eleitores: outro ponto importante que amplia o favoritismo de Dilma nesta disputa é o elevado peso que o apoio do presidente Lula tem sobre a decisão de voto dos eleitores. Neste aspecto, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 48% dos eleitores afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, ao passo que apenas 10% afirmaram que preferem votar em um candidato da oposição. Por outro lado, 37% declararam que não levarão em conta na sua decisão de voto o apoio dado pelo presidente Lula a um determinado candidato.

Dentre os eleitores que afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, 90% situam-se na faixa de renda até 5 salários mínimos mensais. Para se ter uma idéia, dentre os eleitores que ganham até 1 salário mínimo, 62% afirmam que preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Se considerarmos a faixa de renda até 5 salários mínimos, nada menos que 52% dos eleitores neste intervalo de rendimento declararam preferência pelo candidato apoiado pelo presidente Lula, ampliando, assim, a margem de favoritismo de Dilma na sucessão presidencial.

É interessante ainda salientar que nas regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste e inclusive no Sudeste, o percentual de eleitores que preferem votar em um candidato apoiado por Lula é maior do que aqueles que dizem que não levarão em conta o apoio do presidente. Apenas na região Sul, o percentual de eleitores que declaram que não levarão em conta o apoio do presidente Lula é superior ao percentual dos que afirmam preferir o candidato apoiado pelo presidente. Isto nos mostra com clareza que o apoio do presidente Lula continua sendo um fator preponderante na escolha de grande parte dos eleitores brasileiros, o que favorece amplamente a candidatura de Dilma.

O que se percebe nestes pontos levantados é que Dilma tem obtido melhor êxito do que seus concorrentes na consolidação de votos, construindo cada vez mais uma candidatura sólida e com um favoritismo cada dia maior. Chegou-se a cogitar, no início da pré-campanha, que a disputa assumiria um caráter regional, mas o que se percebe no corte geográfico das recentes pesquisas, é que a petista tem crescido continuadamente em todas as regiões, inclusive no Sudeste, onde o tucano tinha ampla vantagem há alguns meses. Isso, sem dúvida, amplia consideravelmente o cenário de favoritismo de Dilma, especialmente se lembrarmos que ela começa a campanha em uma situação mais confortável que a seu principal adversário.

No Amazonas, Ibope revela liderança absoluta de Dilma, com 66% das intenções de voto

Pesquisa Ibope divulgada na noite de quarta-feira, 23, revelou que no estado do Amazonas a candidata do PT à Presidência da República isola-se na liderança da disputa presidencial, com ampla margem de votos. De acordo com o levantamento, Dilma alcança a expressiva marca de 66% das intenções de voto dos eleitores do Amazonas, contra 18% do seu principal adversário, o tucano José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, registrou 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somaram 3% e os eleitores indecisos, 4%.

Na pesquisa espontânea, isto é, naquela em que o eleitor declara sua intenção de voto sem que seja apresentada a ele uma lista de nomes, a liderança da petista também é absoluta: Dilma é lembrada por 48% dos eleitores do Amazonas, contra 12% de Serra. Neste cenário, a candidata do PV alcança 8%, enquanto brancos e nulos somam 2% e o percentual de eleitores que não souberam citar o nome de um candidato alcança 18%, segundo o levantamento do Ibope.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra leva a melhor: de acordo com os números do Ibope, ela alcança a significativa marca dos 72% das intenções de voto, contra 21% do ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 4%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos é de 3%.

Omar Aziz lidera disputa pelo governo do Estado
No quadro da disputa estadual, o Ibope mostra que o atual governador Omar Aziz (PMN) pode ser reeleito já em primeiro turno. Isto porque Aziz alcança 51% das intenções de voto, enquanto o senador Alfredo Nascimento (PR), seu principal concorrente, registra 36% das intenções de voto. Outros candidatos atingem 2%, enquanto brancos e nulos somam 5% e o percentual de eleitores indecisos é de 6%. Na pesquisa espontânea, Omar Aziz também leva a melhor, sendo lembrado por 38% dos eleitores do Amazonas, contra 24% de Alfredo Nascimento. O percentual de indecisos nessa simulação é de 30%.

Em um quadro de segundo turno, o governador Omar Aziz seria reeleito com 51% dos votos, de acordo com o Ibope, e Alfredo Nascimento teria 38%. A pesquisa Ibope realizada entre os dias 12 e 17 de junho. Foram entrevistados 812 eleitores em todo o Estado e a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais. O registro no TSE foi feito sob o número de protocolo 16390/2010. O registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) foi feito sob o número de protocolo 14206/2010.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

No Tocantins, Dilma lidera com folga disputa presidencial, segundo Ibope

Em sintonia com o cenário nacional, no qual Dilma lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 23, a petista também abre vantagem sobre seu principal adversário, o tucano José Serra, entre o eleitorado do Tocantins. A constatação foi feita também pelo Ibope, em pesquisa divulgada no final da tarde. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma tem 44% das intenções de voto dos eleitores do Tocantins, 12 pontos percentuais à frente de Serra, que alcança 32%. A candidata do PV, Marina Silva, pontua 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somam 3% e indecisos 11%.

Na pesquisa espontânea, isto é, aquela que o eleitor cita sem o auxílio de uma lista de nomes a sua intenção de votos, Dilma também leva a melhor. De acordo com o Ibope, a ex-ministra é lembrada por 29% dos eleitores do Tocantins, enquanto o ex-governador de São Paulo pontua 17%. Marina Silva, por sua vez, atinge 3%. É interessante destacar que 9% dos eleitores do Tocantins citam o presidente Lula, ampliando, assim, o potencial do voto espontâneo em Dilma para 38%. Vale destacar que votos brancos e nulos neste cenário somam 6%, enquanto o percentual de eleitores indecisos continua elevado, em 35%.

O Ibope também checou dentre os eleitores do Tocantins a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, uma expressiva parcela de 89% dos eleitores do estado avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 8% avaliam como regular. Apesar 2% dos eleitores do Tocantins referem-se ao governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Em relação ao padrão de vida, 85% dos eleitores do Tocantins declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos, ao passo que apenas 13% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, segundo o levantamento.

Disputa acirrada pelo governo do Estado
No que se refere ao quadro local, o Ibope apurou uma disputa acirrada pelo governo do Tocantins entre o atual governador, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), e o tucano Siqueira Campos. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira, Siqueira Campos alcança 40% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Gaguim, que atinge 38% das intenções de voto. O petista Paulo Mourão atinge 7% das intenções de voto, ao passo que brancos e nulos somam 6% e o percentual de eleitores indecisos alcança 9%.

O cenário, contudo, revela-se melhor para o atual governador, que tenta sua reeleição. Isto porque ele possui o menor índice de rejeição entre as principais candidaturas, com 22% dos eleitores declarando não votar de jeito nenhum em Gaguim. O candidato do PSDB, Siqueira Campos, possui rejeição de 29%, enquanto o petista Paulo Mourão possui o maior índice de rejeição, de 33%, segundo o levantamento do Ibope. Sobre a administração de Carlos Henrique Gaguim, 48% dos entrevistados classificaram-na como ótima ou boa, enquanto 30% a avaliaram como regular e 15% como ruim ou péssima. Segundo o Ibope, 8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 19 e 21 de junho. Foram feitas ao todo 812 entrevistas no Estado do Tocantins. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TRE/TO sob número 6587/2010 e no TSE sob número 16391/2010.

Dilma abre vantagem sobre Serra e lidera corrida presidencial, revela CNI/Ibope

Em trajetória de forte crescimento desde o início da pré-campanha, a candidata do PT à Presidência da República lidera a corrida presidencial brasileira, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 23. De acordo com o levantamento, a petista atinge 40% das intenções de voto, um avanço de 7 pontos percentuais frente à pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março. Em trajetória contrária, o seu principal adversário, José Serra (PSDB), recuou 3 pontos percentuais para 35% das intenções de voto.

A candidata do PV, Marina Silva, oscilou dentro da margem de erro para 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 10% não souberam ou não quiseram responder. Em outro cenário, onde são apresentados os nomes de todos os candidatos, Dilma também lidera, com 38% das intenções de voto contra 32% de Serra. Marina aparece com 7%, enquanto brancos e nulos somam 6,3% e eleitores indecisos atingem 13,8%. É interessante destacar que a pesquisa CNI/Ibope também revelou liderança de Dilma no cenário espontâneo, ou seja, naquele onde os eleitores declaram voto sem acesso a uma lista de nomes.

Neste cenário, a petista é lembrada por 22% dos eleitores, o que representa um crescimento de 8 pontos percentuais frente ao patamar registrado em março. O ex-governador de São Paulo, por sua vez, pontua 16%, avanço de 6 pontos percentuais na mesma comparação. O presidente Lula, que não pode concorrer ao cargo, é lembrado por 9% dos entrevistados, um recuo de 11 pontos percentuais frente a março, ao passo que Marina Silva pontua 3% no cenário espontâneo. O índice de eleitores indecisos neste quadro permanece elevado, em 40%, segundo o levantamento.

Dilma vence eleição no 2º turno
A pesquisa CNI/Ibope também trouxe uma simulação de segundo turno, confirmando o favoritismo da petista. Neste sentido, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra vence a eleição, com 45% das intenções de voto contra 38% do ex-governador de São Paulo. É interessante destacar que a petista avançou 6 pontos percentuais nesta simulação, enquanto o tucano recuou os mesmos 6 pontos percentuais em relação ao levantamento feito anteriormente, em março deste ano.

É interessante destacar que houve um crescimento também no percentual de eleitores que identificam Dilma como candidata do presidente Lula. De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 73% dos entrevistados afirmam que Dilma é a candidata de Lula, um percentual acima do registrado em março, quando esta associação era feita por 58% dos entrevistados. Outro ponto importante a ser destacado é que Dilma apresenta a menor rejeição dentre os candidatos, de 23% (um recuo de 4 pontos percentuais frente a março). Serra por outro lado apresenta rejeição de 30% (um avanço de 5 pontos percentuais no mesmo período).

A pesquisa Ibope foi feita sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre os dias 19 e 21 de junho. Foram entrevistados 2002 eleitores em 140 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dilma avança e empata tecnicamente com Serra no Mato Grosso, revela Ibope

A tendência de fortalecimento da candidatura de Dilma Rousseff, do PT, segue firme também no Mato Grosso, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 18. De acordo com o levantamento, Dilma subiu 5 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em maio, alcançando 37% das intenções de voto entre os eleitores mato-grossenses. Em caminho contrário, o candidato tucano José Serra caiu 4 pontos percentuais, para 39% das intenções de voto. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, a petista e o tucano estão tecnicamente empatados.

A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% das intenções de voto. Brancos, nulos e eleitores indecisos somam 14%. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde não são apresentados nomes aos entrevistados, Dilma leva a melhor, sendo lembrada por 21% dos entrevistados. Em seguida, vem o candidato tucano com 17%, enquanto a candidata do PV registra 3%. É interessante destacar que nesse cenário, 3% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula, elevando o potencial de voto espontâneo de Dilma para 24%. Brancos e nulos somaram 1% e os eleitores indecisos 54%, segundo o Ibope.

A pesquisa também revelou que o governo Lula segue com patamar elevado de aprovação no estado. De acordo com o Ibope, 84% dos eleitores do Mato Grosso avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 11% avaliam como regular. Apenas 5% dos entrevistados classificaram o governo Lula como ruim ou péssimo, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira.

PMDB e PSDB empatados na disputa estadual
O Ibope também apurou as intenções de voto dos eleitores do Mato Grosso com relação à disputa pelo governo do Estado. Os candidatos Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB) aparecem empatados, com 29% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, Barbosa registrou um recuo de 2 pontos percentuais, enquanto Santos avançou os mesmos 2 pontos percentuais. O candidato do PSB, Mauro Mendes, avançou 2 pontos percentuais, de 15% para 17% neste levantamento. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto os eleitores indecisos atingem 20%.

Na pesquisa espontânea, Silval Barbosa e Wilson Santos também aparecem empatados, sendo lembrados por 12% dos entrevistados, cada um. O candidato do PSB, por sua vez, registra 6% neste cenário. Vale destacar que o percentual de indecisos quando a pergunta sobre o voto é feita de forma espontânea segue bastante elevado, atingindo 68%, de acordo com o Ibope. No que se refere à rejeição, o nome de Sinval Barbosa continua sendo o menos rejeitado (apesar de ter oscilado dois pontos percentuais), atingindo 14%. Os candidatos Mauro Mendes e Wilson Santos têm, ambos, um índice de rejeição de 19% (eram, respectivamente, 17% e 20% na pesquisa anterior).

A pesquisa Ibope foi contratada pela Televisão Centro América e realizada entre os dias 10 e 13 de junho, com 812 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso sob protocolo número 1602/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 14792/2010.

domingo, 6 de junho de 2010

Ibope: dinâmica regional do voto reforça cenário favorável para Dilma

A análise do corte regional das pesquisas de intenção de voto nos dá subsídios para compreendermos a tendência geral apresentada pelas candidaturas a partir de seus desempenhos locais. Neste sentido, a mais recente pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República, do Ibope, mostrou um empate entre a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o pré-candidato tucano, José Serra, com 37% cada um, vindo em sintonia com os levantamentos de outros institutos, como Datafolha, Vox Populi e CNT/Sensus. Na análise dinâmica, o Ibope confirmou a tendência de crescimento gradual da petista em contraponto ao recuo gradativo do tucano.

Quando observamos os dados regionais do Ibope, constatamos que Dilma lidera nas regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste, enquanto Serra segue na frente no Sudeste e no Sul. No Nordeste, a petista tem 47% das intenções de voto, contra 27% do ex-governador de São Paulo, enquanto no Norte Dilma abre vantagem com 43% das intenções de voto, contra 31% do ex-governador de São Paulo. Já na região Sul, Serra tem ampla vantagem, com 46% das intenções de voto, contra 26% da petista, enquanto no Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a diferença é menor, com o tucano registrando 41% das intenções de voto e Dilma aparecendo com 33%.

Vale destacar que, ao analisarmos a participação de cada região no total do eleitorado brasileiro, verificamos que o Sudeste responde por 43,5% do eleitorado total do país, enquanto o Nordeste vem em seguida, com 27,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, somam 14,3% do eleitorado, enquanto a região Sul tem 15,0%, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Assim, considerando o peso de cada região e a tendência de cada um dos principais pré-candidatos à Presidência da República por região, podemos constatar, a partir dos dados do Ibope, três movimentos que explicam o atual cenário eleitoral:

01. Redução da vantagem de Serra no Sudeste: uma análise dinâmica das intenções de voto dos eleitores do Sudeste nos dois principais pré-candidatos à Presidência da República mostra um cenário muito favorável para Dilma, já que cada vez mais ela vem se aproximando de Serra, que ainda lidera na região, diminuindo, assim, a vantagem do tucano. Para se ter uma idéia, de acordo com os números do Ibope, em fevereiro a vantagem do tucano era de 22 pontos percentuais (46% a 24%), sendo reduzida gradativamente e caindo para apenas 8 pontos percentuais (41% a 33%) de acordo com o mais recente levantamento, divulgado no sábado, 5.

Comparando a pesquisa de junho com a de fevereiro, notamos um recuo de 5 pontos percentuais de Serra, frente a um avanço de 9 pontos percentuais de Dilma dentre o eleitorado do Sudeste. Podemos depreender, a partir daí, que houve um aumento do percentual de intenção de votos em Dilma nos quatro estados da região, sendo que no Rio de Janeiro (terceiro maior colégio eleitoral do país), Dilma abriu uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre Serra, de acordo com pesquisa do Ibope divulgada na última semana. Neste levantamento feito entre os eleitores do estado do Rio, a petista alcançou 44% das intenções de voto, contra 27% de Serra. Um levantamento do instituto Sensus, também divulgado esta semana, mostrou que em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, a ex-ministra também cresceu forte e já está empatada com o ex-governador de São Paulo.



Considerando que o estado de São Paulo responde por 51,2% do eleitorado da região Sudeste, enquanto Minas responde por 24,7% e o Rio por 19,8%, podemos concluir que a redução da vantagem de Serra no Sudeste para apenas 8 pontos percentuais não resulta apenas da liderança da petista no Rio e do empate entre a ex-ministra e o ex-governador de São Paulo em Minas Gerais. Matematicamente podemos verificar que essa significativa redução da vantagem de Serra no Sudeste passa necessariamente também por um forte crescimento de Dilma em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país e tradicional reduto tucano. Embora Serra ainda mantenha a dianteira no estado, os números do Ibope nos mostram que essa vantagem do tucano vem caindo no seu próprio reduto eleitoral, de forma que no somatório da região Dilma vem ganhando forte espaço e ampliando seu cenário de favoritismo.

02. Ampliação da vantagem de Dilma no Nordeste: outro movimento que podemos destacar na análise dinâmica das intenções de voto medidas pelo Ibope é a ampliação da vantagem de Dilma na região Nordeste, confirmando o que já era esperando desde o início da pré-campanha, já que ali a popularidade do governo Lula atinge níveis ainda acima da média nacional, que é elevada. Enquanto em fevereiro, o Ibope constatou que tanto a ex-ministra quanto o ex-governador de São Paulo tinham 35% das intenções de voto, no levantamento de junho a diferença entre os dois é de 20 pontos percentuais a favor de Dilma (47% contra 27% de Serra).

Considerando que uma boa parte dos eleitores do Nordeste ainda desconhece que Dilma é a candidata de Lula, o potencial de crescimento da petista na região ainda é bastante elevado, uma vez que à medida que sua imagem vai sendo colada à do presidente as suas intenções de voto tendem a ser ampliadas. É importante destacar que no Nordeste, os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará são os maiores colégios eleitorais da região e Dilma tem ampla vantagem sobre o ex-governador de São Paulo em todos eles.

03. Virada de Dilma no Norte/Centro-Oeste: o terceiro movimento que identificamos nas tendências regionais de intenção de voto diz respeito à virada de Dilma sobre Serra nas regiões Norte/Centro-Oeste. Em fevereiro, o Ibope apurou que o tucano tinha uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre a petista na região, sendo ampliada para 17 pontos percentuais em março deste ano. A partir daí, contudo, a tendência foi invertida e Serra entrou em uma trajetória declinante, enquanto Dilma passou a ascender gradativamente, de forma que na medição de abril, os dois estavam empatados.

No levantamento de junho, recém-divulgado, a ex-ministra acelerou a trajetória ascendente, enquanto o tucano caiu ainda mais, de forma que Dilma passou a ter uma boa vantagem de 12 pontos percentuais em relação ao seu principal adversário. Vale destacar que na região Sul o Ibope apurou uma pequena redução na vantagem de Serra. Contudo, não se pode dizer que isso configura uma tendência, pois a oscilação ocorreu dentro da margem de erro e de forma pontual, de forma que devemos aguardar novos levantamentos para checar se o movimento representa o início de uma tendência ou foi apenas algo momentâneo.

Com base nestas tendências, façamos alguns exercícios bem simplistas de matemática eleitoral em torno do cenário da disputa presidencial, a partir de cálculos elementares de média ponderada:

a) Cenário ultra-conservador: Supondo um quadro em que as intenções de voto de Dilma fiquem nos atuais patamares no Nordeste (47%), Sul (26%) e Norte/Centro-Oeste (43%), seria preciso que a pré-candidata do PT atingisse 64% dos votos totais na região Sudeste para que atingisse um total de 51% em todo o Brasil e ganhasse em primeiro turno. Isso significa um crescimento de 31 pontos percentuais em relação ao desempenho regional de Dilma neste recente levantamento do Ibope;

b) Cenário conservador: Em um cenário em que as intenções de voto em Dilma permaneçam nos atuais patamares no Sul (26%) e Norte/Centro-Oeste (43%), mas que houvesse um avanço para 55% no Nordeste, a petista teria que pontuar 59% no Sudeste (crescimento de 26 pontos percentuais frente ao atual patamar) para alcançar 51% no total de votos do país, vencendo, assim, em primeiro turno;

c) Cenário médio-conservador: Se mantivermos fixas as intenções de voto no Sul e Norte/Centro-Oeste, mas elevarmos o desempenho de Dilma no Nordeste para 60% dos votos totais, então ela precisaria de 56% (crescimento de 23 pontos percentuais em relação ao atual patamar) dos votos no Sudeste para vencer no primeiro turno;

d) Cenário médio-otimista: Considerando um cenário em que Dilma avançasse para 60% no Nordeste, 35% no Sul e 55% no Norte/Centro-Oeste , ela teria que atingir 47% (elevação de 14 pontos percentuais em relação ao atual patamar) das intenções de voto no Sudeste para alcançar os 51% dos votos totais no país.

e) Cenário otimista: Considerando um quadro em que Dilma avance para 65% no Nordeste, 35% no Sul e 60% no Norte/Centro-Oeste, ela teria que atingir 43% no Sudeste (crescimento de 10 pontos percentuais frente ao atual patamar) para alcançar os 51% dos votos totais do país;

Considerando que Dilma tem um potencial de crescimento muito grande em todas as regiões, sobretudo no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste, o quadro é de favoritismo para a petista, como revelam os números do Ibope. O início da campanha, em 6 de julho, e, posteriormente, da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV devem alavancar ainda mais as intenções de voto em Dilma, ampliando sua vantagem em regiões onde ela já lidera enquanto nas regiões onde Serra ainda é o favorito, deve haver uma redução dessa vantagem do tucano ou ainda uma virada pró-Dilma.

sábado, 5 de junho de 2010

Dilma mantém tendência de crescimento e empata com Serra, segundo Ibope

Uma nova pesquisa de intenção de votos confirma o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, na corrida pelo Palácio do Planalto. Neste sábado, 5, foi a vez do Ibope divulgar seus números, que revelaram Dilma empatada com o seu principal adversário, o tucano José Serra, com 37% das intenções de voto. Na comparação com o levantamento feito pelo instituto em abril, Dilma ganhou 5 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou 3 pontos percentuais, confirmando assim a tendência de forte crescimento da petista, já identificada por outros institutos.

Enquanto isso, a pré-candidata do PV, Marina Silva, permaneceu estável em 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. Além do contínuo crescimento de Dilma na pesquisa estimulada, outro fato que corrobora a tese de favoritismo da petista sobre o tucano José Serra diz respeito ao desempenho da ex-ministra na pesquisa espontânea, ou seja, quando não são apresentados nomes para que o eleitor escolha. Em cada nova rodada de pesquisa, Dilma vem se consolidando na liderança do cenário espontâneo, o que mostra uma clara consolidação das intenções de voto nela.

De acordo com os números do Ibope divulgados neste sábado, na pesquisa espontânea, a petista é lembrada por 19% dos entrevistados, enquanto o tucano é citado por 15%. Um dado interessante: 12% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula quando perguntados em quem pretendiam votar nas eleições de outubro, o que aumenta o potencial de votos espontâneo de Dilma para 31%, ou seja, mais que o dobro do ex-governador de São Paulo. Se analisarmos a tendência temporal das intenções de voto espontâneas poderemos constatar facilmente que à medida que o eleitor toma conhecimento de que Lula não pode ser candidato este ano e que está apoiando Dilma, as intenções de voto no presidente migram para a petista.

Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano, Dilma era lembrada por apenas 9% dos entrevistados no cenário espontâneo da pesquisa Ibope, ao passo que Lula era citado por 23%. De lá para cá, Lula recuou 11 pontos percentuais e Dilma ganhou 10 pontos percentuais, o que mostra a tendência natural de transferência de votos do presidente Lula para a ex-ministra Dilma Rousseff.

Segundo turno e rejeição
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, o empate persiste: a petista e o tucano têm, cada um, 42% das intenções de voto. Em relação ao levantamento feito em abril, Dilma avançou 6 pontos percentuais, enquanto o ex-governador de São Paulo recuou 4 pontos percentuais. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados declararam que não sabem ou não quiseram responder ao questionário.

Quando o assunto é rejeição, o tucano lidera, com 24% dos entrevistados afirmando que não votam de jeito nenhum nele. A petista tem 19% de rejeição, enquanto Marina Silva tem 14%, de acordo com os números do Ibope. Percebe-se, assim, que o Ibope reforma o favoritismo para a candidatura de Dilma, já que desde fevereiro a vantagem de Serra sobre a petista vem caindo, chegando, agora, neste recém-divulgado levantamento a um cenário de empate.

Considerando que a campanha oficialmente só começa dia 6 de julho e que a fase decisiva ocorre em agosto, quando tem início a propaganda partidária no rádio e TV, Dilma tem um potencial de crescimento muito grande, especialmente em função da associação do seu nome ao presidente Lula e do desejo de continuidade do governo Lula por parte do eleitorado. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 cidades entre os dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13642/2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Na Paraíba, Dilma lidera com folga disputa presidencial, revela Ibope

Em sintonia com a pesquisa Vox Populi divulgada há duas semanas, o levantamento do Ibope feito entre os eleitores da Paraíba e divulgado nesta quarta-feira, 2, mostrou um amplo favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com o Ibope, a petista lidera com folga no estado, com 54% das intenções de voto dos paraibanos, enquanto o tucano tem 29% das intenções de voto. A pré-candidata do PV, Marina Silva, segue em terceiro lugar, com 5% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 5% e os indecisos são 7%, segundo o Ibope.

O melhor desempenho de Dilma ocorre na Zona da Mata (região que compreende o entorno da capital até o Agreste), onde a ex-ministra alcança 65% das intenções de voto, contra 24% do ex-governador de São Paulo. A vantagem de Dilma sobre Serra diminui na região de Campina Grande, onde a petista tem 44% das intenções de voto e o tucano 37%. Na capital João Pessoa 50% dos entrevistados declararam voto em Dilma, frente a 25% que declararam voto em José Serra. Na categorização por sexo, Dilma leva a melhor tanto entre homens quanto entre mulheres, aparecendo com 58% das intenções de voto do eleitorado masculino e 51% das intenções de voto do eleitorado feminino, segundo o Ibope.

Serra, por sua vez, alcança 29% entre os homens e 30% entre as mulheres. O amplo favoritismo de Dilma é confirmado também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados. Neste cenário, 35% dos paraibanos declararam voto em Dilma, contra 12% que declararam voto em Serra e 1% em Marina. Como 18% dos entrevistados declararam voto no presidente Lula, a intenção potencial de voto espontâneo em Dilma é elevada para 53%, um número bastante elevado. O melhor desempenho da petista novamente ocorre na Zona da Mata, onde ela alcança 44% na pesquisa espontânea, além dos 16% que declararam voto em Lula na região.

Avaliação positiva de Lula chega a 90% na Paraíba
Em um cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista levaria a melhor entre os eleitores paraibanos, conforme apurado pelo Ibope. Neste sentido, 57% dos eleitores do estado declaram voto na ex-ministra num segundo turno, contra 31% que declaram voto no ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 5% e o percentual de indecisos é de 7%. Nesta simulação a tendência verificada no corte regional da intenção de votos em primeiro turno é mantida: a petista tem o seu melhor desempenho na região da Zona da Mata, mas lidera a corrida em todas as regiões.

Outro aspecto importante destacado pela pesquisa Ibope diz respeito à popularidade do governo Lula no estado. De acordo com o levantamento, 90% dos paraibanos avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 9% avaliam como regular. Apenas 1% dos eleitores da Paraíba considera o governo Lula como sendo ruim ou péssimo. Percebe-se, dessa maneira, que o excelente desempenho de Dilma no estado é reflexo direto da elevada popularidade do presidente Lula na região, conforme pode ser visualizado nos dados do Ibope.

PMDB e PSB polarizam disputa pelo governo do estado
O Ibope também pesquisou a intenção de voto dos paraibanos para o governo do estado. De acordo com o levantamento, o atual governador Zé Maranhão (PMDB) lidera a disputa com 48% das intenções de voto, seguido pelo pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho, com 36% das intenções de voto. Maria de Lourdes Sarmento (PCO) atinge 1% das intenções de voto, enquanto Nelson Júnior (PSOL) e Érico Feitosa (PHS) apesar de citados não chegam a atingir 1%. Brancos e nulos somam 9% e o percentual de indecisos é de 6%, de acordo com a pesquisa do Ibope.

No cenário de pesquisa espontânea, o atual governador Zé Maranhão também lidera, com 29% das intenções de voto, contra 15% de Ricardo Coutinho. Vale destacar que nesse quadro o índice de indecisos é ainda bastante significativo, já que 44% declaram ainda não saber em quem votará nas próximas eleições para o cargo de governador. O Ibope também simulou um segundo turno entre os dois candidatos melhor pontuados: o atual governador Zé Maranhão atinge 49% das intenções de voto, contra 39% do pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho. Vale destacar que, independentemente do voto, 50% dos eleitores paraibanos acreditam que Zé Maranhão será o vencedor dessa eleição, enquanto 29% acreditam que o vencedor será Ricardo Coutinho.

O Ibope realizou 1.008 entrevistas entre os dias 24 e 26 de maio. A pesquisa foi contratada pela TV Cabo Branco e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob protocolo número 14752/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 12490/2010. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dilma abre larga vantagem sobre Serra no Rio, revela Ibope



Confirmando o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no terceiro maior colégio eleitoral do país, indicado pela pesquisa Vox Populi há duas semanas, o Ibope divulgou nesta terça-feira, 1º de junho, seu levantamento que mostra a petista bem à frente dos seus adversários no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma lidera com folga a corrida presidencial dentre os eleitores do Rio, com 44% das intenções de voto. Enquanto isso o seu principal adversário, o tucano José Serra (PSDB), tem 27% das intenções de voto e Marina Silva (PV) tem 10%.

Percebe-se, assim, que Dilma tem 7 pontos percentuais a mais que a soma das intenções de voto dos seus dois principais oponentes, o que reforça o quadro de otimismo para a candidatura governista, especialmente se levarmos em conta o tamanho do eleitorado fluminense. De acordo com o Ibope, 23% dos eleitores declararam voto em branco, nulo ou ainda estão indecisos sobre o seu voto. É interessante destacar que a pré-candidata do presidente Lula lidera em todas as regiões do estado (capital, região metropolitana e interior), sendo que seu melhor desempenho ocorre na capital, onde tem 46% das intenções de voto.

À medida que vai se afastando da capital, Dilma tem menores intenções de voto, mas sempre acima dos 40%, o que lhe dá uma ampla vantagem sobre o tucano José Serra. De acordo com os números do Ibope, a petista alcança 43% das intenções de voto na região metropolitana do Rio de Janeiro e 41% no interior do Estado. Serra, por sua vez, faz o caminho oposto: é mais forte no interior, onde tem 36% das intenções de voto (ainda assim ele fica abaixo de Dilma), frente a 29% da região metropolitana e 21% na capital do Estado. Ou seja: enquanto na capital a vantagem de Dilma sobre Serra é de 25 pontos percentuais, no interior do Estado é de 5 pontos percentuais.

Isso faz com que, na média, a petista esteja 17 pontos percentuais à frente do tucano nas intenções de voto dos eleitores do Estado do Rio. É interessante destacar que o excelente desempenho de Dilma no Rio se faz sentir também pela pesquisa espontânea. Nesse sentido, de acordo com os dados do Ibope, na pesquisa espontânea Dilma tem liderança absoluta, com 19% das intenções de voto, enquanto o tucano alcança 8% das intenções de voto nesse mesmo cenário.

Cabral lidera corrida pelo Palácio das Laranjeiras
O Ibope também avaliou a intenção de voto dos eleitores fluminenses na corrida pelo governo do Estado e, confirmando pesquisas anteriores, o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) mantém o favoritismo, com 43% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Anthony Garotinho (PR), com 21% das intenções de voto, seguido por Fernando Gabeira (PV), com 12% das intenções de voto. É importante destacar que, de acordo com resolução judicial emitida no final da semana passada, o ex-governador Garotinho está com sua pré-candidatura temporariamente suspensa.

De acordo com os números do Ibope, o governador Sérgio Cabral tem um excelente desempenho na fatia do eleitorado que ganha entre 1 e 2 salários mínimos, onde alcança 45% das intenções de voto. Entre aqueles que ganham um salário mínimo, Cabral aparece com 28% das intenções de voto. O verde Gabeira, por sua vez, tem seu melhor desempenho entre o eleitorado que se situa na faixa de renda entre 5 e 10 salários mínimos mensais, onde ele aparece com 48% das intenções de voto.

Na disputa pelo Senado, o Ibope mostra que o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito César Maia (DEM) levam a melhor. Crivella aparece com 26% das intenções de voto, contra 24% do ex-prefeito. Em terceiro lugar aparece o nome do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), com 8% das intenções de voto, seguido de Jorge Picciani (PMDB), com 4% das intenções de voto. Como era de esperar, César Maia é mais forte na capital e na região metropolitana do Rio, enquanto Crivella é mais forte no interior.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 19 e 21 de maio, sob encomenda do Sindicato Nacional dos Condutores da Marinha Mercante e Afins. Foram feitas, ao todo, 812 entrevistas . A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Missão impossível: a tarefa hercúlea de Serra para se mostrar como o "pós-Lula"

Quem pensa que a pesquisa Ibope deixou tranqüila a oposição, engana-se redondamente! Isto porque os demo-tucanos sabem da difícil tarefa que terão pela frente, para tentarem convencer o povo de que o seu pré-candidato, José Serra, pode representar o “pós-Lula”, como ele vem dizendo em suas entrevistas e discursos. De acordo com os números do levantamento, nada menos que 65% dos entrevistados desejam a continuidade do governo Lula.

Ou seja: o desafio de Serra é tentar convencer os eleitores de que ele, que sempre esteve ligado ao ex-presidente FHC, é essa continuidade de Lula! Não é exagero dizer que se trata de uma tarefa hercúlea, visto que o mais natural é a população confiar na pré-candidata que o próprio presidente Lula escolheu: Dilma Rousseff (PT), que sempre esteve ao lado de Lula durante todo o seu governo. A petista, de fato, representa essa continuidade do governo Lula e não Serra, que foi figura de destaque no governo FHC.

Neste sentido, a intenção de votos mostrada nesse momento pela pesquisa – 36% para o tucano e 29% para a petista – pouca coisa quer dizer, posto que uma grande parte da população ainda não associa a imagem de Dilma ao presidente Lula. Esse quadro deve mudar bastante ao longo da campanha, especialmente após o início do programa eleitoral gratuito na rádio e na TV, quando Lula aparecerá então pedindo votos para a pré-candidata petista.

Maioria absoluta quer continuidade do governo Lula
Para se ter uma idéia, o Ibope mostrou que 83% dos entrevistados consideram o governo Lula ótimo ou bom, o que corrobora a tese de que o presidente é um fortíssimo cabo eleitoral para Dilma. Não é por menos que 65% dos entrevistados – a maioria absoluta – declararam querer a continuidade desse governo. E deve-se destacar que boa parte desses que querem a continuidade ainda não “colaram” a figura de Dilma à de Lula.

A oposição tenta, neste sentido, tapar o sol com a peneira, dizendo que a transferência de votos de Lula já se deu por completo e que de agora para frente é apenas com Dilma. Nada mais falacioso! Naturalmente, a pré-candidata petista tem que demonstrar, como está fazendo muito bem, que está preparada para o desafio de ser a próxima Presidente da República. Mas a oposição se auto-engana quando diz que a transferência de votos de Lula já está completa, quando na verdade ela ainda nem começou direito.

A verdadeira transferência de votos se dá de uma maneira mais perceptível a partir da terceira fase da corrida eleitoral, ou seja, a partir do dia 6 de julho, quando começa a campanha propriamente dita. Neste período, Dilma deverá cumprir suas agendas por todo o Brasil – já como candidata – e é mais do que natural que Lula esteja com ela em algumas atividades. Na quarta fase da campanha – a da propaganda no rádio e TV – a transferência de votos fica mais intensa!

Eleitor favorável a Lula deve votar em Dilma
De um lado, Serra não baterá em Lula – que fique claro: não porque ele não quer bater, mas sim porque ele não pode bater, dada a enorme popularidade do presidente. Neste sentido, restará ao tucano bater em Dilma, procurando desqualificar a ex-ministra e tentando convencer o povo de que ele é mais preparado com ela para “continuar” os avanços de Lula. Do outro lado, estará Dilma, com toda a competência de quem esteve ao lado de Lula no centro do governo, defendendo um projeto aprovado pela maioria absoluta da população.

E aí entra Lula: imaginem a reação do eleitorado quando o presidente, no horário eleitoral gratuito, pedir voto para Dilma, afirmando que ela é a sua candidata para a continuidade! Não há dúvidas de que essa expressiva parcela do eleitorado que aprova Lula tende a votar na petista. A lógica é simples: a população confia em Lula e, diante disto, a probabilidade maior é de que receba o voto aquele candidato que é apoiado por Lula – no caso, a petista Dilma Rousseff.

Percebe-se, dessa maneira, que os números das recentes pesquisas que colocam Serra ligeiramente à frente de Dilma não são suficientes para tranqüilizarem a oposição. Os demo-tucanos sabem da complexidade desse processo e se, por outro lado, apostam em “tropeços” de Dilma, pelo fato dela nunca ter disputado uma eleição, é grande a chance de “quebrarem a cara”. A ex-ministra vem se mostrando cada dia mais preparada e firme não somente para fazer uma eleição vitoriosa, como também para ser uma grande Presidente da República.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ibope mostra consolidação das pré-candidaturas de Dilma e Serra

Divulgada antecipadamente pela Folha de São Paulo nesta quarta-feira, 21, a pesquisa Ibope referente ao mês de abril mostrou um quadro de estabilidade para as candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Neste sentido, tanto a petista quanto o tucano oscilaram dentro da margem de erro do levantamento, não representando alterações com relação à pesquisa realizada em março pelo instituto.

De acordo com os números, Serra aparece na liderança com 36% das intenções de voto, um ponto percentual acima do patamar verificado em março. Dilma, por sua vez, alcança 29% das intenções de voto, um ponto percentual abaixo dos 30% registrados em março. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os candidatos se movimentaram dentro dessa margem de erro, o que indica o cenário estável.

Serra e Dilma têm índices próximos de rejeição
Marina Silva (PV), por sua vez, ganhou dois pontos percentuais, passando de 6% das intenções de voto em março para 8% em abril. Neste mesmo patamar, encontra-se o pré-candidato do PSB, Ciro Gomes, que apresentou um recuo de 3 pontos percentuais face aos 11% alcançados na pesquisa anterior. Ciro, por outro lado, lidera no ranking da rejeição feito pelo Ibope, alcançando o patamar de 48% dos entrevistados que declararam não votar de jeito nenhum no candidato.

Atrás de Ciro fica Marina Silva, com rejeição de 43%. A ex-ministra Dilma, por sua vez, registrou uma rejeição de 34%, bastante próxima do índice de rejeição de José Serra, na casa dos 32%. A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 13 e 18 deste mês, sob encomenda da Associação Comercial de São Paulo. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios brasileiros.

Consolidação das candidaturas
De uma forma geral, podemos dizer que a pesquisa Ibope é bem interessante à medida que mostra uma tendência de consolidação das duas principais pré-candidaturas ao Palácio do Planalto. De um lado temos a candidatura governista, de Dilma, que após um movimento de forte ascendência, passa a se consolidar, o que é bastante normal visto que boa parte do eleitorado ainda não relaciona a petista ao presidente Lula.

Devemos aguardar os números completos do Ibope para saber qual a porcentagem do eleitorado que ainda desconhece Dilma e qual a parcela que mesmo tendo ouvido falar da ex-ministra ainda não a associa ao presidente Lula. Esses números são importantes pois nos dão uma idéia do horizonte de crescimento da candidatura governista, que deve se acentuar, sobretudo, a partir de meados de agosto, quando tem início a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

A candidatura de Serra, por outro lado, não tem muitos motivos para comemorar: enquanto Dilma é um nome novo no cenário eleitoral, o tucano já é bem conhecido, uma vez que ocupou cargos de destaque no ministério do ex-presidente FHC, foi adversário de Lula na disputa presidencial de 2002, além de ter sido prefeito da maior cidade do país e governador do Estado de São Paulo. Ou seja: considerando tudo isso, o estacionamento de Serra na casa dos 35% não é um bom indicativo para o tucano, já que seu nome é mais conhecido pela população.

É natural que nessa fase de pré-campanha, especialmente agora após os pré-candidatos terem saído dos holofotes por conta da regra eleitoral, os números das pesquisas não venham registrar grandes variações. De qualquer forma, a pesquisa Ibope é importante no sentido de corroborar a consolidação das duas principais candidaturas à Presidência da República. Aguardemos os dados completos do instituto para analisarmos o potencial de crescimento de cada uma delas.

terça-feira, 23 de março de 2010

Bom cenário econômico é o grande trunfo de Dilma



Em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas, realizadas na segunda-feira (22) em São Paulo, diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do país confirmaram o que há muito já se via nas ruas: o cenário otimista para a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A tendência plebiscitária que deve dominar esta eleição também foi destacada pelos debatedores.

De uma maneira geral, foi pontuado que pesquisas de intenção de votos não são prognósticos, mas sim diagnósticos, ou seja, fotografias do momento acerca do comportamento do eleitor. E dentro dessa visão, o que se nota é que cada dia que passa, esses diagnósticos têm se tornado mais favoráveis à candidatura de Dilma, tanto que o diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, declarou que “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”.
Boa percepção do eleitor sobre economia favorece Dilma
Para Meira, a tendência de crescimento de Dilma está bastante relacionada à percepção do eleitor de que a economia vai muito bem. Essa análise do diretor do Vox Populi é bastante correta, pois um dos principais critérios, se não o principal, de escolha de candidato por parte do eleitor comum é a situação da economia. Neste aspecto, se a economia vai mal, o eleitor tende a optar por uma mudança (como aconteceu em 2002, quando a população avaliava mal a condução da economia por FHC).

Mas esse não é o caso em 2010: o cenário econômico brasileiro segue muito bom, após os efeitos da crise internacional terem um impacto mínimo no país, na comparação com outras economias, que foram bem atingidas pela crise. Inflação sob controle, desemprego em tendência de queda, expansão das linhas de crédito, melhora das condições de financiamento e expectativa de grande aumento na capacidade instalada da indústria são alguns, dos muitos pontos, que fazem o brasileiro aprovar a condução econômica do governo Lula.

E é justamente essa avaliação de bom cenário econômico que deve pesar na escolha que o eleitor fará sobre seu candidato, especialmente quando se estabelecer uma comparação com o governo FHC. Para Márcia Cavallari, do Ibope, “a percepção do eleitor é de que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”. Ou seja, a comparação dos feitos econômicos de Lula-Dilma com FHC-Serra tende a beneficiar muito mais a candidatura Dilma.

Dificuldade para oposição encontrar discurso
O êxito do governo Lula na condução da política econômica e seu conseqüente nível de aprovação elevado (75% segundo a mais recente pesquisa CNI/Ibope), ao mesmo tempo que favorecem a candidatura de Dilma, criam um importante problema para a oposição, que é encontrar um discurso que convença o eleitor a votar em Serra. Isto porque uma postura crítica ao governo Lula poderia tirar votos de Serra e não o contrário, já que o governo é muito bem avaliado.

O próprio Serra afirmou na última sexta-feira, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, que “Lula está terminando bem o seu governo”. No final de semana, o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, também destacou que agora, após Serra assumir sua candidatura, é preciso que a oposição encontre um discurso. A estratégia de colocar-se como um pós-Lula ao invés de um anti-Lula também não parece ser adequada para Serra, posto que ela não justifica a mudança.

Para a diretora do Ibope, “O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: 'Acertei, e o País está tendo avanços'”. Ou seja, diante desse conforto, o eleitor preferirá continuar apostando no time de Lula do que em Serra, que por mais que não queira, é altamente identificado com o governo FHC. Assim, enquanto a oposição “se descabela” para definir sua estratégia de campanha, Dilma amplia ainda mais seu favoritismo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pesquisa CNI/Ibope confirma cenário otimista para candidatura governista



O fato de as pesquisas tratarem de “retratos do momento” e o mais importante ser, por isso, a análise da tendência da intenção de voto nos diversos candidatos é ponto consensual dentre os analistas políticos. Partindo dessa premissa, a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira, 17 de março, veio confirmar o cenário amplamente favorável para a pré-candidata do governo, Dilma Rousseff.

Na pesquisa estimulada, ou seja, naquela em que uma lista de nomes é apresentada aos entrevistados, Dilma aparece com 30% das intenções de voto, encostando em Serra, que tem 35%. Esses números por si só já revelam um cenário otimista para a pré-candidata do PT, visto que em dezembro de 2009, quando foi feito o último levantamento CNI/Ibope, Dilma contava com 17% das intenções de voto contra 38% de Serra. Ou seja, enquanto Dilma subiu 13 pontos percentuais, o tucano caiu 3 pontos.

Diante do quadro, a oposição já se apressa em pontuar argumentos para minimizar esse avanço significativo de Dilma nas pesquisas de intenções de voto. O primeiro desses argumentos é que o crescimento de Dilma está relacionado à maior exposição da ministra na mídia, já que tem aparecido bastante ao lado do presidente Lula na inauguração de obras e nos eventos oficiais. O segundo ponto, defendido principalmente pelo ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), é de que esse crescimento já era esperado, visto que o PT tem um patamar histórico de votos em torno dos 30%.

Um terceiro ponto, destacado pela oposição, é de que a tendência, a partir de abril, seja de que a intenção de votos na ministra se estabilize na casa dos 30%, visto que após o dia 2 do próximo mês, Dilma deverá se retirar do cargo de ministra-chefe da Casa Civil, atendendo agenda estipulada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Passemos a analisar esses três pontos destacados no discurso da oposição a partir das recentes pesquisas e fatos:

Serra tem maior exposição que Dilma
O primeiro ponto que devemos destacar é que Serra é um candidato mais conhecido do que Dilma. De acordo com os números apresentados pela pesquisa CNI/Ibope de março, 65% dos entrevistados declararam conhecer bem ou “mais o menos” o candidato tucano. Enquanto isso, o percentual de entrevistados que conhecem bem ou “mais ou menos” Dilma é de 44%.

Ou seja, este argumento de super-exposição da ministra apresentado pela oposição não confere, já que Serra é bastante conhecido no Brasil desde 1998, quando assumiu o ministério da Saúde no então governo FHC. Além do fato de que o noticiário durante o período de coleta dos dados da entrevista (6 e 10 de março) foi recheado por factóides criados pela mídia direitista e que supostamente poderiam repercutir negativamente na pré-candidatura de Dilma.

Mudança no perfil do eleitorado petista
A afirmação de que Dilma encontra-se no patamar histórico de votos do PT e por isso tende a se estabilizar é duplamente falaciosa. Isto porque houve uma mudança significativa no perfil do eleitorado petista, especialmente a partir de 2006. Desde o seu surgimento, em 1980, o PT ganhou a simpatia de setores da classe média (especialmente ligados à intelectualidade) e também dos setores sindicais. Contudo, não havia uma identificação das classes mais baixas com o PT, fato que explica inclusive os resultados eleitorais nos pleitos de 1989, 1994 e 1998.

A partir do primeiro mandato do presidente Lula (2002-2006), o desenvolvimento de programas sociais de transferência de renda passou a beneficiar decisivamente milhões de brasileiros considerados em situação de pobreza e de extrema pobreza. Já nas eleições de 2006, Lula foi reeleito com folga justamente devido ao voto desses milhões de brasileiros beneficiados pelos programas do governo federal. Ou seja, enquanto uma parcela da classe média se afastou do PT, setores mais populares tendem a se aproximar muito do Partido, em função da identificação com Lula.

Logo, hoje a base eleitoral do PT tende a ser consideravelmente maior do que no passado, quando o partido só contava com os votos de setores da classe média e por isso seu desempenho eleitoral ficava em torno dos 30%. A tendência é de que se firme um novo patamar histórico de intenções de votos no partido, bem maior do que esses 30% sugeridos pela oposição, exatamente em função da aglutinação das classes mais populares.

Capacidade de votos de Dilma é muito grande
Um outro aspecto revelado pela pesquisa CNI/Ibope é crucial para derrubar o discurso demo-tucano de que a candidatura de Dilma deve se estabilizar na casa dos 30%: de acordo com o levantamento, 53% dos entrevistados pretendem votar no candidato apoiado pelo presidente Lula. Contudo, a parcela de entrevistados que conhece a candidata de Lula é de 58%. Ou seja, uma parcela expressiva de 42% dos entrevistados ainda desconhece que Dilma é candidata de Lula, o que amplia consideravelmente a capacidade de votos da petista.

Sem contar que, se analisarmos os dados do Ibope segmentados por faixa de renda, notaremos que dentre os que ganham até 1 salário mínimo, apenas 28% conhecem bem ou “mais ou menos” Dilma. Isso nos traz uma revelação importante: que justamente nesse novo eleitorado petista, o conhecimento da ministra como candidata de Lula ainda é relativamente baixo e tende a ser ampliado com o início da campanha, em julho.

Para se ter uma idéia, no Nordeste e entre os que ganham até 1 salário mínimo, o peso da apoio de Lula atinge a expressiva marca dos 69%. Ou seja, a pesquisa CNI/Ibope confirma o cenário otimista para a candidatura governista, já apontado pelo Datafolha, e certamente deve tirar o sono da oposição nos próximos meses.