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sábado, 3 de julho de 2010

Ibope mostra Dilma e Serra empatados, após massiva exposição do tucano na TV

Pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na noite deste sábado, 3, mostrou a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, empatada com o seu principal oponente, o tucano José Serra, ambos com 39% das intenções de voto. Os números causam um certo estranhamento, à medida que na semana anterior a esta coleta de dados o Ibope divulgou pesquisa mostrando Dilma com uma vantagem de 5 pontos percentuais em relação a Serra. Vale lembrar que na pesquisa CNI/Ibope, divulgada no dia 23 de junho, a petista aparecia com 40% das intenções de voto e o tucano com 35%.

Além de mostrar uma recuperação de Serra e o novo cenário de empate com Dilma, o Ibope revelou que Marina oscilou positivamente dentro da margem de erro, para 10% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6% e os eleitores indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, o tucano também apresentou uma recuperação, empatando novamente com Dilma ao passar de 38% para 43%. Enquanto isso, a petista se movimentou dentro da margem de erro, de 45% para 43%, de acordo com os dados apresentados neste levantamento. Brancos e nulos somaram 8%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos foi de 7%.

Maior exposição de Serra nos últimos dias
A recuperação ensaiada por Serra e traduzida nos números da recente pesquisa Ibope era mais do que esperada, haja vista a forte exposição do candidato nos últimos dias. Durante a última semana, o PSDB exibiu suas inserções que deram foco total ao tucano, destacando sua carreira política. Além disso, deve-se destacar que desde o dia 27, data que coincide com o início da pesquisa de campo, o candidato tucano teve amplo destaque no noticiário, por conta da novela em torno da escolha do seu vice.
Naquela data, teve início o desentendimento entre PSDB e DEM, após os tucanos terem indicado o nome de Álvaro Dias para vice de Serra. Dessa maneira, pode-se dizer que o eleitor “fixou” mais o nome de Serra ao longo destes últimos dias, até mesmo porque não houve inserções de Dilma no período. O Ibope ouviu 2002 eleitores entre os dias 27 e 30 de junho em 140 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 17245/2010.

Qual a importância do tempo de TV nesta disputa presidencial?

Ao longo desta semana, em meio ao entra-e-sai de nomes cotados para a vaga de vice na chapa da oposição, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), trouxe uma discussão bem interessante por meio de seu ex-blog. Reproduzindo trechos de seu artigo na Folha de São Paulo do último dia 26 de junho e acrescentando algumas reflexões, o ex-prefeito carioca trouxe para a mesa o debate em torno da importância do tempo de propaganda na TV para as candidaturas, apresentando a tese que desde 2006 a propaganda televisiva mobiliza em menor grau os eleitores em comparação ao que mobilizava em anos anteriores.

De acordo com César Maia, “no Brasil, um tempo de TV para presidente abaixo de dois minutos elimina o candidato por falta de exposição e informação. Acima de cinco minutos é inócuo e não agrega quase nada, mas pode servir para não dar fôlego aos menores. Nos comerciais, melhor ainda para quem tem mais, pois elimina os com pouco tempo, por um ou dois dias por semana. No programa, a vantagem é zero: todos os demais juntos terão sempre muito mais tempo para distrair o eleitor”. Ou seja, segundo argumentação do ex-prefeito, um tempo de TV de dois minutos é pouco e não ajuda o candidato, mas um tempo superior a cinco minutos também é inútil, pois não prende atenção do telespectador.

O ex-prefeito também reflete que “o candidato, em sua movimentação, contatos diretos, reuniões..., vai conquistando multiplicadores. Até poucos anos atrás tinha a TV como seu instrumento básico. Na medida em que a TV emocionava e mobilizava, ia formando eleitores especiais, eleitores multiplicadores. De uns cinco anos para cá, a TV perdeu esse papel”. Naturalmente, é compreensível que César Maia defenda esse ponto de vista, uma vez que a candidata do PT a Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 10 minutos e 26 segundos de propaganda na TV, o que representa quase o dobro do candidato do ex-prefeito, o tucano José Serra, que tem 7 minutos e 7 segundos. Mas afinal qual a importância do tempo de TV em uma campanha?

O tempo de TV nas campanhas de 2002 e 2006
Para entendermos a importância do tempo de TV em uma campanha eleitoral, devemos levar em conta dois outros aspectos que aumentam ou diminuem o grau de importância do tempo de TV. O primeiro desses aspectos diz respeito à percepção do eleitor em relação às condições de vida do país – é sabido que a maior parte dos eleitores brasileiros leva em conta o seu bem-estar para decidir o seu voto. Assim, o que se constata na maioria dos pleitos é a seguinte regra: se o eleitor acredita que o seu padrão de vida está bom ou melhorou, ele vota no governo ou no candidato governista. Por outro lado, se existe uma sensação de que houve uma piora das condições de vida, então o eleitor vota na oposição.

Esse é, digamos, o primeiro filtro do eleitor. Em seguida, outro fundamental e que influencia no grau de importância do tempo de TV é o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos. Assim, quanto menos conhecido for um candidato maior será a importância do tempo de TV para ele: a relação é óbvia, já que esse candidato precisará de maior tempo de exposição para se fazer conhecido ao eleitor. Por outro lado, se temos candidaturas bem conhecidas pelo eleitorado, o tempo de TV se torna menos importante, de fato, mas continua sendo um grande instrumento de mobilização, ao contrário do que afirma em seu artigo o ex-prefeito César Maia. Para exemplificar nossa idéia, vejamos o caso das duas mais recentes eleições presidenciais, cuja distribuição do tempo de TV entre os principais candidatos encontra-se representada na figura abaixo.

Em 2002, a esmagadora maioria da população brasileira não aprovava o governo FHC (segundo o Ibope, a aprovação do presidente FHC no final do seu mandato era de 29%). Dessa maneira, existia uma tendência dos eleitores a votar na oposição a FHC, que naquela eleição era representada pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, José Serra (PSDB), que se tornou mais conhecido após ser ministro da Saúde de FHC, era o candidato da situação. Tanto Lula quanto Serra eram figuras conhecidas, o que acaba, portanto, reduzindo a importância do tempo de TV na definição da eleição. Exatamente por isso que, mesmo com um tempo de TV bem menor do que Serra, Lula foi o vitorioso naquelas eleições, pois o primeiro fator pesou bastante e combinado com o segundo acabou por reduzir a importância da exposição.

No caso das eleições de 2006, a oposição, representada pelo candidato do PSDB Geraldo Alckmin continuava tendo mais tempo de TV do que Lula, que era candidato à reeleição. Aqui, ter mais tempo de TV era importante para Alckmin, uma vez que o tucano era conhecido apenas no estado de São Paulo, onde foi governador, e desconhecido no resto do país. Tanto que as propagandas televisivas ajudaram muito Alckmin subir nas pesquisas em um primeiro momento (entre maio e junho de 2006, quando foram ao ar as inserções e propagandas do PSDB, o tucano subiu 7 pontos percentuais na pesquisa Datafolha). Contudo, a alta aprovação do governo Lula acabou falando mais alto e o presidente foi reeleito no segundo turno com ampla vantagem.

O cenário de 2010
Nas eleições deste ano, temos o seguinte quadro: a esmagadora maioria dos brasileiros (78% segundo Datafolha) aprova o governo Lula, de forma que, se levarmos em conta o primeiro fator, a tendência é de que o eleitor escolha pela candidatura governista. Neste quesito a petista Dilma Rousseff já abre boa vantagem. No segundo aspecto, o candidato da oposição é mais conhecido que a candidata governista, de forma que para Dilma é essencial ter um maior tempo de TV. E aí novamente Dilma segue na vantagem, pois com o arco de alianças costurado para esta eleição, Dilma terá 10 minutos e 26 segundos de propaganda partidária nos blocos de 25 minutos, o que corresponde a 42% do tempo total.

Por outro lado, Serra terá apenas 7 minutos e 7 segundos, ou 28,5% do total. Se compararmos, poderemos visualizar que a petista terá praticamente o dobro do tempo do tucano, o que é importante para ampliar sua exposição e colar sua imagem ainda mais ao presidente Lula. A candidata do PV, Marina Silva, terá meros 1 minuto e 13 segundos, o que corresponde a 5% do tempo total e, neste caso, vale a idéia de César Maia, de que uma candidatura com menos de 2 minutos de TV não deve emplacar. O que se percebe, dessa maneira, é que o tempo de TV será um fator de grande peso nestas eleições, mais do que nos pleitos de 2002 e 2006, quando este fator não foi decisivo, em função do peso maior dos dois outros.

Porém, como em 2010 os dois fatores anteriores se equilibram então o tempo de TV funciona como um “desempate”, que é vantajoso especialmente para Dilma, que terá uma maior exposição nas propagandas de TV. Além disso, deve se reforçar que essa vantagem no tempo de TV deve ampliar ainda mais o efeito multiplicador da campanha, ao contrário do que diz César Maia, pois o eleitor que aprova o presidente Lula tenderá a “vestir a camisa” da candidata que ele apóia. E quando falamos em “vestir a camisa” estamos falando em participar do processo de convencimento daqueles que estão à sua volta, agindo de fato como um multiplicador. É claro que ainda temos toda a campanha pela frente e a propaganda partidária no rádio e na TV começa só no dia 17 de agosto, mas Dilma tem todo o favoritismo para vencer estas eleições.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Datafolha: independente do voto, mais eleitores acreditam na vitória de Dilma do que de Serra

Apesar do empate técnico entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato tucano, José Serra, mostrado pela pesquisa Datafolha nesta sexta-feira, 2, grande parte dos entrevistados acredita em uma vitória de Dilma nestas eleições. De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados, independentemente de sua intenção de voto, acreditam que Dilma será vitoriosa nas eleições de outubro, enquanto apenas 33% afirmam que Serra ganhará as eleições e 21% afirmam não saber. O favoritismo da candidata do PT é apontado principalmente por parte do eleitorado masculino, com escolaridade superior e renda acima de 10 salários mínimos por mês.

Neste sentido, os números do Datafolha revelam que 52% dos homens acreditam que a ex-ministra vencerá as eleições de outubro, ao passo que 55% dos eleitores com ensino superior têm essa mesma visão. Dilma é apontada como vencedora do pleito também por 52% dos entrevistados que ganham mensalmente acima de 10 salários mínimos. Enquanto isso, o favoritismo de Serra é visto principalmente na região Sul, onde 40% acreditam que ele será o próximo presidente da República. Como era de se esperar o maior favoritismo de Dilma se dá entre os seus eleitores: 83% dos entrevistados que declaram voto em Dilma acreditam que ela será a vencedora das eleições de outubro.

Dos entrevistados que declararam voto em José Serra, apenas 65% acreditam que ele será vitorioso. Essa percepção dos eleitores entrevistados pelo Datafolha de que Dilma tem um maior favoritismo do que Serra na disputa presidencial é bem positiva para a campanha petista, uma vez que os eleitores indecisos ou mesmo aqueles que declaram que podem mudar o voto tendem a ser influenciados de alguma forma por essa tendência de vitória de um candidato. Naturalmente devem-se levar em conta outros aspectos que moldam a orientação do voto do eleitor inicialmente indeciso, mas é inegável o forte peso que se tem a percepção de que determinada candidatura deve ser vitoriosa.

Maior parte dos votos indecisos tende a Dilma
Outro aspecto interessante revelado pela pesquisa Datafolha diz respeito à solidez da decisão de voto. Neste sentido, o levantamento mostra que 71% dos eleitores se declararam totalmente decididos quanto ao seu voto. A cristalização do voto é maior ainda dentre os eleitores que declararam voto em Dilma: segundo os números do Datafolha, de todos os entrevistados que afirmaram votar em Dilma, 78% disseram que estão com seu voto totalmente decidido. Enquanto isso, dentre aqueles que declararam voto no candidato tucano, 70% afirmaram que estão com voto definido, ao passo que entre os eleitores de Marina Silva, 58% afirmaram estar com voto totalmente definido.

Por outro lado, 26% dos entrevistados declararam que ainda podem mudar o seu voto e aqui o Datafolha traz mais uma boa notícia para a campanha petista. De acordo com o levantamento, em caso de mudança de voto, Dilma deve ser a maior beneficiada, recebendo 28% dos votos, contra 24% de Serra e 23% de Marina. Enquanto isso, 18% declararam que não sabem em quem votariam. É interessante destacar que boa parte desses eleitores indecisos está na faixa etária dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, onde 37% afirmam que ainda podem mudar o seu voto.

O Datafolha mostra também que o apoio do Presidente Lula continua tendo forte peso na decisão dos eleitores. De acordo com o levantamento, 41% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza em um candidato apoiado por Lula, enquanto 24% declaram que podem votar em um candidato apoiado pelo Presidente. Por outro lado, 28% declaram que não votariam em um candidato apoiado por Lula. Segundo o levantamento, 75% dos entrevistados declararam que Dilma é a candidata apoiada pelo presidente Lula, sendo que essa identificação foi maior nas regiões Norte/Centro-Oeste (77%) e menor no Nordeste (72%), de acordo com os números da pesquisa.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho em 163 municípios de todo o Brasil. Foram feitas ao todo 2.658 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Essa pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 17162/2010.

Em descompasso com outras pesquisas, Datafolha mantém empate entre Dilma e Serra

Contrariando a tendência apresentada pelas pesquisas dos institutos Vox Populi e Ibope, que dão vantagem à candidata do PT Dilma Rousseff, o instituto Datafolha divulgou, na madrugada desta sexta-feira, 2, uma nova pesquisa de intenções de voto, revelando empate técnico entre a petista e o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com os números do Datafolha, Serra tem 39% das intenções de voto contra 38% de Dilma, empatados tecnicamente, uma vez que a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais. Em relação ao último levantamento, feito em maio, o tucano e a petista oscilaram também dentro da margem de erro.

A candidata do PT, Marina Silva, também se movimentou dentro da margem de erro, porém negativamente, passando de 12% para 10%, ao passo que votos brancos e nulos somaram 4%, enquanto o percentual de eleitores indecisos foi de 8%. De uma maneira geral, pode-se dizer que Serra foi beneficiado pelas exposições freqüentes que teve nos programas partidários do DEM, PPS, PTB e PSDB ao longo do mês de junho, nos quais ele foi protagonista em todas. Ao contrário de maio, quando apenas 29% declaravam ter visto algum programa de Serra e 37% de Dilma, neste levantamento do Datafolha 50% dos entrevistados declararam ter visto algum programa do tucano, contra 34% da petista.

Serra tem a maior rejeição
Naturalmente, essa maior exposição de Serra contribui para uma movimentação positiva dentro da margem de erro, já que os eleitores assistem ao programa e fixam o nome do tucano, especialmente pelo fato de que houve poucas inserções de Dilma neste mês. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma lidera, sendo lembrada por 22% dos entrevistados (avanço de 3 pontos percentuais), enquanto Serra aparece com 19% (crescimento de 5 pontos percentuais). É interessante destacar que 5% declaram voto no presidente Lula, enquanto 4% afirmam que votarão no candidato do presidente Lula, o que eleva o potencial de voto espontâneo em Dilma para 31%. A candidata do PV é lembrada por apenas 3%.

O cenário de empate técnico entre Dilma e Serra se repete também na simulação de um segundo turno entre os candidatos, de modo que o tucano alcança 47% das intenções de voto e a petista 45%, de acordo com os números do Datafolha. Brancos e nulos somam 5% e os eleitores indecisos são 4%. O tucano lidera, contudo, quando o assunto é rejeição: 24% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em José Serra, ao passo que apenas 20% declaram não votar em Dilma. A rejeição de Marina Silva, por sua vez, é de 14%,segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

Serra cresce 12 pontos no Sul, segundo Datafolha
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Datafolha, constataremos que os dados referentes às intenções de voto por região destoam dos demais institutos. Na região Sul, por exemplo, o Datafolha apurou que Serra lidera com 50% das intenções de voto, contra 32% de Dilma. Em relação ao levantamento de maio, o tucano teria subido nada menos que 12 pontos percentuais na região, enquanto a petista teria caído 3 pontos percentuais. Vale destacar que na pesquisa Ibope Serra aparece com 42% no Sul, enquanto na Vox Populi o percentual de votos do tucano na região é de 44%, segundo os mais recentes levantamentos, divulgados na última semana.

Na região Nordeste, por outro lado, Dilma leva a melhor e registra 47% das intenções de voto, contra 30% de Serra. A petista cresceu 3 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou os mesmos 3 pontos percentuais. No Norte/Centro-Oeste, a ex-ministra avançou 2 pontos percentuais para 42% e o ex-governador de São Paulo registrou avanço de 4 pontos percentuais para 38%. No Sudeste, por sua vez, que agrega os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), Dilma tem 33% enquanto Serra tem 43%. Vale destacar que no Ibope e no Vox Populi, o tucano aparece com 37% das intenções de voto na região Sudeste.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho, tendo sido entrevistados 2.658 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eleições nos estados: Dilma tem mais palanques estaduais do que Serra e Marina juntos

Encerrado o prazo oficial estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para realização das convenções partidárias e definição das chapas que disputarão as eleições Presidenciais e para governos estaduais, marcadas para outubro, podemos constatar a vantagem da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no que se refere aos palanques estaduais. Isto porque Dilma tem mais palanques nos estados do que seus oponentes José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) juntos, considerando-se neste levantamento apenas os palanques competitivos.

Para se ter uma idéia, se analisarmos o mapa eleitoral dos estados verificaremos que Dilma sai com ampla vantagem, já que possui 38 palanques fortes estaduais (uma média de 1,4 por Estado), ao passo que Serra possui 24 (média de 0,9 por Estado) e Marina Silva possui apenas 12 (média de 0,4 por Estado). No caso de Marina, devemos destacar que esses 12 palanques se referem à totalidade dos candidatos a governador que o PV irá lançar, sendo que o palanque mais forte é o do candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira, que ainda será dividido entre Marina e Serra.

É interessante destacar que na região Norte, onde Marina nasceu, ela não possui nenhum palanque estadual. Abaixo, apresentamos por região e estado os principais palanques de Dilma e Serra:

Nordeste
Na região Nordeste, onde Dilma tem a sua maior vantagem sobre Serra nas pesquisas de intenções de voto, a petista também leva a melhor na montagem dos palanques regionais. Ao todo, nos 9 estados que compõem a região, Dilma tem um total de 15 palanques, mais que o dobro de Serra, que possui apenas 7 palanques. Vejamos os casos de cada estado:

Norte
Na região Norte, Dilma possui 11 palanques nos 7 estados que compõem a região, contra os 6 palanques de Serra. Confira abaixo:
Centro-Oeste
Na região Centro-Oeste, os palanques estão mais equilibrados, sendo que a petista Dilma tem 5 palanques e o tucano José Serra possui 4 palanques, conforme pode ser visualizado na tabela abaixo:
Sudeste
Na região Sudeste, que possui os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), Dilma possui 5 palanques, contra 4 de Serra, conforme pode ser visualizado abaixo:


Sul
A situação mais equilibrada entre Dilma e Serra ocorre justamente na região Sul, onde tanto a petista quanto o tucano possuem 3 palanques cada um. Confira abaixo:

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vox Populi confirma dianteira de Dilma, com quase o dobro de votos de Serra no Nordeste

Em sintonia com a pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada, o Instituto Vox Populi divulgou nesta terça-feira, 29, seu levantamento referente à disputa presidencial, mostrando liderança da candidata do PT Dilma Rousseff. De acordo com a Vox Populi, Dilma lidera a corrida presidencial, com 40% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre seu principal oponente, o tucano José Serra, que pontuou 35%. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, a petista avançou 2 pontos percentuais, enquanto o tucano permaneceu estável.

A candidata do PV, Marina Silva, também ficou estável frente ao levantamento de maio, com 8% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 5%, ao passado que os eleitores indecisos ficaram em 11%, segundo os dados divulgados pelo levantamento. É interessante destacar que na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde o eleitor declara o seu voto sem ter acesso a uma lista de nomes, Dilma também leva a melhor, sendo lembrada por 26% dos entrevistados, contra 20% de Serra. No cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista também leva a melhor, com 44% das intenções de voto, contra 40% do tucano.

Dilma tem liderança isolada no Nordeste
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Vox Populi poderemos constatar que a candidata do PT amplia sua vantagem no Nordeste, onde alcança 52% das intenções de voto, o que dá a ela quase o dobro dos votos de Serra, que tem 27% na região. Na região Norte, a petista também leva a melhor, com 39% das intenções de voto, contra 33% do ex-governador de São Paulo. No Centro-Oeste, por sua vez, os candidatos encontram-se empatados, com o tucano registrando 42% das intenções de voto e a ex-ministra 41%, de acordo com os dados do levantamento.

Já na região Sul, Serra mantém a liderança, com 44% das intenções de voto, uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Dilma, que tem 33% das intenções de voto na região. No Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – Serra registra 37% das intenções de voto, enquanto Dilma tem 34%. Contudo, como no corte regional a margem de erro é de 3 pontos percentuais (maior que a margem de erro do agregado da pesquisa, que é de 1,8 pontos percentuais), Dilma e Serra estão tecnicamente empatados no Sudeste.

É interessante destacar também que 81% dos entrevistados reconheceram Dilma como candidata do presidente Lula, de forma que aumentou também o percentual de entrevistados que conhecem bem ou têm alguma informação sobre Dilma. Em maio, 56% dos entrevistados declararam que conheciam bem ou tinham alguma informação sobre a petista, enquanto no levantamento de junho, este percentual avançou 9 pontos percentuais para 65%. No caso do tucano, o percentual de entrevistados que o conhecem bem ou têm alguma informação é de 78%, 3 pontos percentuais acima do patamar verificado em maio.

A pesquisa Vox Populi foi encomendada pela Rede Bandeirantes de Televisão, tendo entrevistado 3.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 24 e 26 de junho. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 16944/2010. A margem de erro do agregado é de 1,8 pontos percentuais.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CNI/Ibope: Dilma cresce em todas as regiões e tem maior parte de votos consolidados

Mais importante que a confirmação, pela mais recente pesquisa CNI/Ibope, da liderança da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial, com 40% das intenções de voto, é o cenário amplamente favorável para a candidatura petista que os cortes do levantamento nos revelam. Neste sentido, ao analisarmos as minúcias da pesquisa podemos visualizar um ambiente amplamente favorável a um processo de contínuo crescimento de Dilma, elevando, dessa forma, o favoritismo da ex-ministra nesta disputa eleitoral.

De uma maneira geral, podemos avaliar que, à medida que Dilma vai se tornando mais conhecida pelos eleitores e estes vão associando sua imagem ao presidente Lula, ampliam-se as intenções de voto na petista, especialmente nos segmentos de menor renda. Isso propicia o avanço da ex-ministra inclusive em regiões onde em levantamentos anteriores o seu principal adversário, o tucano José Serra, mantinha a liderança. Contudo, vamos nos atentar a três pontos fundamentais da pesquisa que nos permitem dizer com que, atualmente, Dilma é a favorita para a sucessão do presidente Lula:

01. Dilma tem o maior percentual de votos cristalizados: o primeiro aspecto que iremos analisar aqui se refere aos votos cristalizados de cada candidato, ou seja, o percentual de eleitores que já definiram o seu voto e afirmam que votarão com certeza neste ou naquele candidato. Neste quesito, Dilma leva a melhor por duas razões: o percentual de votos cristalizados da petista é superior ao dos outros dois principais postulantes do cargo (Serra e Marina); e a candidata do PT é a que tem, dentro de suas intenções de voto, o maior percentual consolidado, reduzindo, assim, a volatilidade de suas intenções de voto.

Vejamos: de acordo com o Ibope, 35% dos eleitores entrevistados afirmam que votarão com certeza em Dilma. Como a petista pontuou 40% neste levantamento, isto quer dizer que de todos aqueles que declararam voto na ex-ministra, 87,5% estão com seus votos já definidos em favor de Dilma. Dessa maneira, o percentual de votos “voláteis” seria de 12,5% do total declarado à petista. Enquanto isso, 29% dos eleitores entrevistados afirmaram votar com certeza em Serra, o que corresponde a 83% do universo de 35% dos eleitores que declararam voto no candidato tucano nesta pesquisa. Assim, do total pontuado pelo ex-governador de São Paulo nesta pesquisa, 17% seriam de votos “voláteis”.

Já no caso de Marina, 7% dos eleitores afirmaram que votarão com certeza nela, o que representa 78% do total de eleitores que declararam voto nela nesse levantamento. Se fizermos a análise sob o espectro dinâmico, perceberemos que Dilma foi a candidata que mais consolidou votos desde março, quando foi feito o último levantamento CNI/Ibope. Naquela ocasião, 29% dos eleitores afirmavam votar com certeza na petista, de forma que houve um ganho de 6 pontos percentuais até junho. No caso de Serra, em março ele aparecia com 27% dos votos cristalizados, de modo que ganhou apenas 2 pontos percentuais, ao passo que Marina não registrou oscilação, pois em março aparecia com os mesmos 7% de votos certos.

02. Dilma passa Serra no Sudeste: no corte regional da pesquisa CNI/Ibope podemos constatar também um favoritismo de Dilma. Isto porque a petista aparece à frente do tucano na região Sudeste, que agrega os três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 37% das intenções de voto no Sudeste, contra 36% de Serra, ligeiramente à frente dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, feito em março, o tucano aparecia com 15 pontos de vantagem sobre Dilma (40% a 25%), de forma que o movimento apurado por esta pesquisa é extremamente positivo para a petista.

Nas demais regiões, o quadro é o seguinte: no Nordeste, Dilma lidera com 47% das intenções de voto contra 30% de Serra; no Norte/Centro-Oeste a petista alcança 40% das intenções de voto frente a 34% do tucano e, no Sul, o ex-governador atinge 42% das intenções de voto, sendo a única região onde está à frente da ex-ministra, que aparece com 34% das intenções de voto. Devemos destacar aqui dois pontos: a liderança isolada de Dilma no Nordeste (que responde por 28% do eleitorado) e também a redução da vantagem de Serra no Sul (região que agrega 15% do eleitorado brasileiro). Percebe-se, aqui, que em todas as regiões brasileiras a petista tem firmado uma trajetória de crescimento consistente.

03. Apoio de Lula tem grande peso na decisão dos eleitores: outro ponto importante que amplia o favoritismo de Dilma nesta disputa é o elevado peso que o apoio do presidente Lula tem sobre a decisão de voto dos eleitores. Neste aspecto, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 48% dos eleitores afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, ao passo que apenas 10% afirmaram que preferem votar em um candidato da oposição. Por outro lado, 37% declararam que não levarão em conta na sua decisão de voto o apoio dado pelo presidente Lula a um determinado candidato.

Dentre os eleitores que afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, 90% situam-se na faixa de renda até 5 salários mínimos mensais. Para se ter uma idéia, dentre os eleitores que ganham até 1 salário mínimo, 62% afirmam que preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Se considerarmos a faixa de renda até 5 salários mínimos, nada menos que 52% dos eleitores neste intervalo de rendimento declararam preferência pelo candidato apoiado pelo presidente Lula, ampliando, assim, a margem de favoritismo de Dilma na sucessão presidencial.

É interessante ainda salientar que nas regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste e inclusive no Sudeste, o percentual de eleitores que preferem votar em um candidato apoiado por Lula é maior do que aqueles que dizem que não levarão em conta o apoio do presidente. Apenas na região Sul, o percentual de eleitores que declaram que não levarão em conta o apoio do presidente Lula é superior ao percentual dos que afirmam preferir o candidato apoiado pelo presidente. Isto nos mostra com clareza que o apoio do presidente Lula continua sendo um fator preponderante na escolha de grande parte dos eleitores brasileiros, o que favorece amplamente a candidatura de Dilma.

O que se percebe nestes pontos levantados é que Dilma tem obtido melhor êxito do que seus concorrentes na consolidação de votos, construindo cada vez mais uma candidatura sólida e com um favoritismo cada dia maior. Chegou-se a cogitar, no início da pré-campanha, que a disputa assumiria um caráter regional, mas o que se percebe no corte geográfico das recentes pesquisas, é que a petista tem crescido continuadamente em todas as regiões, inclusive no Sudeste, onde o tucano tinha ampla vantagem há alguns meses. Isso, sem dúvida, amplia consideravelmente o cenário de favoritismo de Dilma, especialmente se lembrarmos que ela começa a campanha em uma situação mais confortável que a seu principal adversário.

No Amazonas, Ibope revela liderança absoluta de Dilma, com 66% das intenções de voto

Pesquisa Ibope divulgada na noite de quarta-feira, 23, revelou que no estado do Amazonas a candidata do PT à Presidência da República isola-se na liderança da disputa presidencial, com ampla margem de votos. De acordo com o levantamento, Dilma alcança a expressiva marca de 66% das intenções de voto dos eleitores do Amazonas, contra 18% do seu principal adversário, o tucano José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, registrou 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somaram 3% e os eleitores indecisos, 4%.

Na pesquisa espontânea, isto é, naquela em que o eleitor declara sua intenção de voto sem que seja apresentada a ele uma lista de nomes, a liderança da petista também é absoluta: Dilma é lembrada por 48% dos eleitores do Amazonas, contra 12% de Serra. Neste cenário, a candidata do PV alcança 8%, enquanto brancos e nulos somam 2% e o percentual de eleitores que não souberam citar o nome de um candidato alcança 18%, segundo o levantamento do Ibope.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra leva a melhor: de acordo com os números do Ibope, ela alcança a significativa marca dos 72% das intenções de voto, contra 21% do ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 4%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos é de 3%.

Omar Aziz lidera disputa pelo governo do Estado
No quadro da disputa estadual, o Ibope mostra que o atual governador Omar Aziz (PMN) pode ser reeleito já em primeiro turno. Isto porque Aziz alcança 51% das intenções de voto, enquanto o senador Alfredo Nascimento (PR), seu principal concorrente, registra 36% das intenções de voto. Outros candidatos atingem 2%, enquanto brancos e nulos somam 5% e o percentual de eleitores indecisos é de 6%. Na pesquisa espontânea, Omar Aziz também leva a melhor, sendo lembrado por 38% dos eleitores do Amazonas, contra 24% de Alfredo Nascimento. O percentual de indecisos nessa simulação é de 30%.

Em um quadro de segundo turno, o governador Omar Aziz seria reeleito com 51% dos votos, de acordo com o Ibope, e Alfredo Nascimento teria 38%. A pesquisa Ibope realizada entre os dias 12 e 17 de junho. Foram entrevistados 812 eleitores em todo o Estado e a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais. O registro no TSE foi feito sob o número de protocolo 16390/2010. O registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) foi feito sob o número de protocolo 14206/2010.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

No Tocantins, Dilma lidera com folga disputa presidencial, segundo Ibope

Em sintonia com o cenário nacional, no qual Dilma lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 23, a petista também abre vantagem sobre seu principal adversário, o tucano José Serra, entre o eleitorado do Tocantins. A constatação foi feita também pelo Ibope, em pesquisa divulgada no final da tarde. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma tem 44% das intenções de voto dos eleitores do Tocantins, 12 pontos percentuais à frente de Serra, que alcança 32%. A candidata do PV, Marina Silva, pontua 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somam 3% e indecisos 11%.

Na pesquisa espontânea, isto é, aquela que o eleitor cita sem o auxílio de uma lista de nomes a sua intenção de votos, Dilma também leva a melhor. De acordo com o Ibope, a ex-ministra é lembrada por 29% dos eleitores do Tocantins, enquanto o ex-governador de São Paulo pontua 17%. Marina Silva, por sua vez, atinge 3%. É interessante destacar que 9% dos eleitores do Tocantins citam o presidente Lula, ampliando, assim, o potencial do voto espontâneo em Dilma para 38%. Vale destacar que votos brancos e nulos neste cenário somam 6%, enquanto o percentual de eleitores indecisos continua elevado, em 35%.

O Ibope também checou dentre os eleitores do Tocantins a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, uma expressiva parcela de 89% dos eleitores do estado avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 8% avaliam como regular. Apesar 2% dos eleitores do Tocantins referem-se ao governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Em relação ao padrão de vida, 85% dos eleitores do Tocantins declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos, ao passo que apenas 13% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, segundo o levantamento.

Disputa acirrada pelo governo do Estado
No que se refere ao quadro local, o Ibope apurou uma disputa acirrada pelo governo do Tocantins entre o atual governador, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), e o tucano Siqueira Campos. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira, Siqueira Campos alcança 40% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Gaguim, que atinge 38% das intenções de voto. O petista Paulo Mourão atinge 7% das intenções de voto, ao passo que brancos e nulos somam 6% e o percentual de eleitores indecisos alcança 9%.

O cenário, contudo, revela-se melhor para o atual governador, que tenta sua reeleição. Isto porque ele possui o menor índice de rejeição entre as principais candidaturas, com 22% dos eleitores declarando não votar de jeito nenhum em Gaguim. O candidato do PSDB, Siqueira Campos, possui rejeição de 29%, enquanto o petista Paulo Mourão possui o maior índice de rejeição, de 33%, segundo o levantamento do Ibope. Sobre a administração de Carlos Henrique Gaguim, 48% dos entrevistados classificaram-na como ótima ou boa, enquanto 30% a avaliaram como regular e 15% como ruim ou péssima. Segundo o Ibope, 8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 19 e 21 de junho. Foram feitas ao todo 812 entrevistas no Estado do Tocantins. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TRE/TO sob número 6587/2010 e no TSE sob número 16391/2010.

Dilma abre vantagem sobre Serra e lidera corrida presidencial, revela CNI/Ibope

Em trajetória de forte crescimento desde o início da pré-campanha, a candidata do PT à Presidência da República lidera a corrida presidencial brasileira, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 23. De acordo com o levantamento, a petista atinge 40% das intenções de voto, um avanço de 7 pontos percentuais frente à pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março. Em trajetória contrária, o seu principal adversário, José Serra (PSDB), recuou 3 pontos percentuais para 35% das intenções de voto.

A candidata do PV, Marina Silva, oscilou dentro da margem de erro para 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 10% não souberam ou não quiseram responder. Em outro cenário, onde são apresentados os nomes de todos os candidatos, Dilma também lidera, com 38% das intenções de voto contra 32% de Serra. Marina aparece com 7%, enquanto brancos e nulos somam 6,3% e eleitores indecisos atingem 13,8%. É interessante destacar que a pesquisa CNI/Ibope também revelou liderança de Dilma no cenário espontâneo, ou seja, naquele onde os eleitores declaram voto sem acesso a uma lista de nomes.

Neste cenário, a petista é lembrada por 22% dos eleitores, o que representa um crescimento de 8 pontos percentuais frente ao patamar registrado em março. O ex-governador de São Paulo, por sua vez, pontua 16%, avanço de 6 pontos percentuais na mesma comparação. O presidente Lula, que não pode concorrer ao cargo, é lembrado por 9% dos entrevistados, um recuo de 11 pontos percentuais frente a março, ao passo que Marina Silva pontua 3% no cenário espontâneo. O índice de eleitores indecisos neste quadro permanece elevado, em 40%, segundo o levantamento.

Dilma vence eleição no 2º turno
A pesquisa CNI/Ibope também trouxe uma simulação de segundo turno, confirmando o favoritismo da petista. Neste sentido, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra vence a eleição, com 45% das intenções de voto contra 38% do ex-governador de São Paulo. É interessante destacar que a petista avançou 6 pontos percentuais nesta simulação, enquanto o tucano recuou os mesmos 6 pontos percentuais em relação ao levantamento feito anteriormente, em março deste ano.

É interessante destacar que houve um crescimento também no percentual de eleitores que identificam Dilma como candidata do presidente Lula. De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 73% dos entrevistados afirmam que Dilma é a candidata de Lula, um percentual acima do registrado em março, quando esta associação era feita por 58% dos entrevistados. Outro ponto importante a ser destacado é que Dilma apresenta a menor rejeição dentre os candidatos, de 23% (um recuo de 4 pontos percentuais frente a março). Serra por outro lado apresenta rejeição de 30% (um avanço de 5 pontos percentuais no mesmo período).

A pesquisa Ibope foi feita sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre os dias 19 e 21 de junho. Foram entrevistados 2002 eleitores em 140 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

domingo, 20 de junho de 2010

É possível que o "efeito Kassab" se repita com Marina nestas eleições?

Uma das lições mais importantes que a eleição de 2008 nos deixou é que, mesmo em um cenário em que tudo aponta para uma polarização entre dois principais candidatos, não se pode subestimar o potencial de crescimento do que está em terceiro lugar no início do processo eleitoral. Tal conclusão surge da observação da disputa pela Prefeitura de São Paulo naquele ano, quando na ocasião das convenções partidárias, em junho, tudo apontava para uma polarização entre a candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Esperava-se, dessa forma, uma “nacionalização” das eleições municipais em São Paulo, com os dois principais partidos do país se enfrentando numa disputa acirrada. E as pesquisas de intenções de voto confirmavam essa tendência de polarização: para se ter uma idéia, a primeira pesquisa Datafolha feita após a oficialização das candidaturas, no final de junho de 2008, mostrava Marta liderando a corrida para a Prefeitura, com 38% das intenções de voto, sendo seguida por Alckmin, com 31%. Em terceiro lugar, bem afastado dos dois principais postulantes ao Palácio do Anhangabaú, estava o candidato do DEM, Gilberto Kassab, com 13% das intenções de voto.

Porém, contrariando todas as análises que apostavam em uma eleição polarizada entre PT e PSDB, tão logo começou a campanha, Kassab mostrou uma tendência de crescimento – de início, um avanço tímido, mas que se tornou maior após o início da propaganda eleitoral no rádio e TV, em agosto. E o que aconteceu? O candidato do DEM desbancou Alckmin e encerrou o 1º turno em primeiro lugar nas urnas, com 33,6% dos votos, enquanto Marta teve 32,8%. O candidato tucano amargou 22,5% dos votos. No segundo turno com Marta, Kassab levou a melhor, sendo eleito prefeito com 60% dos votos e cunhando a expressão no meio dos analistas políticos de “efeito Kassab”.

A questão levantada aqui é se, tal como na disputa municipal de São Paulo em 2008, é possível que se repita o chamado “efeito Kassab”, desta vez com a candidatura de Marina Silva, do PV, na disputa presidencial de 2010? Para responder a esta questão, devemos levar em conta alguns aspectos que diferem o cenário daquele ano com o quadro traçado nestas eleições e nos ajudam a entender se a “terceira via” proposta por Marina é algo que pode “pegar” na disputa presidencial:

01. Diferença do centro do debate político: o primeiro aspecto que deve ser levado em conta diz respeito à pauta central do debate em cada caso e, neste sentido, já notamos uma primeira diferença. Enquanto nas eleições paulistanas de 2008, o grande foco foi o aspecto administrativo, no qual se discutiram basicamente as “realizações” de cada candidato, nas eleições presidenciais deste ano o foco tende a ser os aspectos econômicos e sociais. Naturalmente, que esse tipo de discussão passa pelo mérito das “realizações” e aqui vemos uma desvantagem na situação em que se encontra Marina hoje com aquela se encontrava Kassab dois anos atrás.

Em 2008, Kassab era o prefeito de São Paulo, posto que assumiu em meados de 2006, quando o seu antecessor (e hoje candidato à Presidência da República) José Serra renunciou ao cargo para a disputa do governo do Estado. Como Kassab era o vice de Serra, ele assumiu e tocou a administração municipal. Assim como seu “padrinho político”, o prefeito do DEM continuou as principais obras feitas na gestão anterior – da petista Marta Suplicy (2000-2004) -, embora seja bom que se diga descaracterizando-as. De qualquer maneira, quando começou a campanha de 2008, Kassab tinha o que mostrar e o debate acabou sendo reduzido em torno da “paternidade” de obras como CEUs e Bilhete Único.

E embora Marta tenha sido a criadora desses projetos, no final Kassab acabou levando a melhor, pois sua comunicação com o eleitorado foi mais “eficiente” que a comunicação petista. Voltando a 2010, Marina não tem nada de concreto para mostrar, de forma que o seu discurso não passa pelo campo das “realizações”, o que a deixa em desvantagem em relação aos dois principais postulantes à Presidência da República: a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra. Vê-se aqui, portanto, que sob o prisma da “munição para o debate” Marina leva desvantagem em relação à situação que Kassab tinha em suas mãos em 2008 e que, sem dúvida, o ajudou sobremaneira a reverter o quadro inicial e ser vitorioso nas urnas.

02. Apoio político: não é preciso explicar o peso que se tem o fator “apoio político” em uma disputa, seja ela local ou nacional. O apoio político é um poderoso instrumento de capilarização da candidatura entre o eleitorado, sendo que candidaturas com maior apoio político tendem a ter mais sucesso que aquelas que contam com pouco ou nenhum apoio. Aqui, mais uma diferença entre a situação de Marina e a de Kassab em 2008. Enquanto Marina conta basicamente com o apoio somente do seu partido – o PV – no plano nacional, Kassab foi capaz de costurar uma forte aliança em 2008, que lhe permitiu o crescimento até a vitória.

Para se ter uma idéia, além do seu partido, o DEM, Kassab tinha o apoio do PR, do PV, do PSC, do PRP e principalmente do PMDB do ex-governador Orestes Quércia, que indicou a vice em sua chapa, Alda Marco Antônio. Essa aliança costurada por Kassab foi um fator importante e decisivo, como veremos adiante, para a vitória do demo nas eleições de 2008, sem contar o apoio político extra-oficial recebido por parte do então governador de São Paulo, José Serra. Esse, sem dúvida, foi um grande trunfo de Kassab, uma vez que enquanto o PSDB de Alckmin se dividiu (uma ala apoiando o ex-governador e a outra ala, de Serra, apoiando o prefeito do DEM), a candidatura do demo recebeu um apoio “de peso”.

E essa não é a situação de Marina no quadro sucessório de 2010. Embora em alguns estados, como o Rio de Janeiro, o PV tenha articulado alianças com outros partidos, estas vão muito mais no sentido de servirem para palanque de José Serra do que de Marina, o que não altera, portanto, a desvantagem da candidata do PV. Enquanto Kassab foi para a disputa cercado por partidos de peso, Marina vai só, o que torna ainda menos provável que ocorra com ela um “efeito Kassab” tal como o ocorrido em São Paulo em 2008.

03. Tempo de propaganda no rádio e na TV: desdobramento direto do apoio político recebido, este fator foi decisivo para o desenrolar do quadro político-eleitoral de 2008 em São Paulo, que conduziu o candidato-prefeito, inicialmente em 3º lugar nas pesquisas, à vitória e novamente à cadeira de Prefeito da maior cidade do país. Com o apoio do PMDB e dos outros partidos já mencionados anteriormente, Kassab conseguiu o maior tempo de rádio e TV no primeiro turno das eleições municipais de 2008, o que sem dúvida favoreceu sobremaneira o seu desempenho nas urnas. Enquanto Marta dispunha de 6 minutos e 40 segundos de propaganda na TV e Alckmin 4 minutos e 27 segundos, Kassab tinha 8 minutos e 44 segundos.

Essa maior exposição do candidato do DEM foi imprescindível para que ele saísse do 3º lugar nas pesquisas e fosse reeleito prefeito de São Paulo. E é bom que se diga que foi exatamente após o início do horário eleitoral gratuito, em agosto, que Kassab teve o seu crescimento acelerado nas sondagens de intenções de voto. Foi graças a esse tempo de TV que o candidato do DEM conseguiu polarizar com Marta e jogar Alckmin para escanteio na disputa eleitoral. Na cena política deste ano, Marina não tem essa vantagem. Saindo com o apoio nacional apenas do seu próprio partido, a candidata do PV tem míseros 44 segundos de propaganda no rádio e na TV, que naturalmente são insuficientes para que se apresentem propostas e se debatam projetos.

Analisadas as diferenças entre as candidaturas de Kassab, em 2008, e Marina este ano sobre estes três prismas percebemos que, nesta disputa, é pouquíssimo provável que ocorra o chamado “efeito Kassab” com a candidata do PV. Sem realizações para mostrar, sem apoio político e, sobretudo, sem tempo de propaganda na TV, as chances de um maior crescimento de Marina Silva são escassas. O leitor pode indagar sobre a questão das redes sociais, que seriam um instrumento para divulgar a candidatura de Marina. De fato, as redes sociais – como Orkut, Facebook, Twitter – serão importantes nestas eleições; contudo não são um trunfo de Marina, já que as outras candidaturas também as usam, sendo, portanto, apenas uma alternativa.

Sobre os debates, é difícil que eles voltem as vistas do eleitor para uma candidatura considerada “pequena” e “sem chances”. Eles são importantes sim – até mesmo do ponto de vista da decisão do voto – para as grandes candidaturas, uma vez que o eleitor indeciso tende a prestar mais atenção nos candidatos que têm maior chance segundo as pesquisas de intenções de voto. Considerando esta série de fatores, podemos concluir que a repetição do “efeito Kassab” nas eleições de 2010, desta vez com a candidatura de Marina Silva, é praticamente descartada, já que a candidata do PV não reúne a série de “munições” que Kassab conseguiu reunir dois anos atrás. Evidentemente, não podemos nos precipitar, mas ao que tudo indica a campanha presidencial terá, como projetado inicialmente, um tom plebiscitário.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dilma avança e empata tecnicamente com Serra no Mato Grosso, revela Ibope

A tendência de fortalecimento da candidatura de Dilma Rousseff, do PT, segue firme também no Mato Grosso, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 18. De acordo com o levantamento, Dilma subiu 5 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em maio, alcançando 37% das intenções de voto entre os eleitores mato-grossenses. Em caminho contrário, o candidato tucano José Serra caiu 4 pontos percentuais, para 39% das intenções de voto. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, a petista e o tucano estão tecnicamente empatados.

A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% das intenções de voto. Brancos, nulos e eleitores indecisos somam 14%. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde não são apresentados nomes aos entrevistados, Dilma leva a melhor, sendo lembrada por 21% dos entrevistados. Em seguida, vem o candidato tucano com 17%, enquanto a candidata do PV registra 3%. É interessante destacar que nesse cenário, 3% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula, elevando o potencial de voto espontâneo de Dilma para 24%. Brancos e nulos somaram 1% e os eleitores indecisos 54%, segundo o Ibope.

A pesquisa também revelou que o governo Lula segue com patamar elevado de aprovação no estado. De acordo com o Ibope, 84% dos eleitores do Mato Grosso avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 11% avaliam como regular. Apenas 5% dos entrevistados classificaram o governo Lula como ruim ou péssimo, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira.

PMDB e PSDB empatados na disputa estadual
O Ibope também apurou as intenções de voto dos eleitores do Mato Grosso com relação à disputa pelo governo do Estado. Os candidatos Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB) aparecem empatados, com 29% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, Barbosa registrou um recuo de 2 pontos percentuais, enquanto Santos avançou os mesmos 2 pontos percentuais. O candidato do PSB, Mauro Mendes, avançou 2 pontos percentuais, de 15% para 17% neste levantamento. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto os eleitores indecisos atingem 20%.

Na pesquisa espontânea, Silval Barbosa e Wilson Santos também aparecem empatados, sendo lembrados por 12% dos entrevistados, cada um. O candidato do PSB, por sua vez, registra 6% neste cenário. Vale destacar que o percentual de indecisos quando a pergunta sobre o voto é feita de forma espontânea segue bastante elevado, atingindo 68%, de acordo com o Ibope. No que se refere à rejeição, o nome de Sinval Barbosa continua sendo o menos rejeitado (apesar de ter oscilado dois pontos percentuais), atingindo 14%. Os candidatos Mauro Mendes e Wilson Santos têm, ambos, um índice de rejeição de 19% (eram, respectivamente, 17% e 20% na pesquisa anterior).

A pesquisa Ibope foi contratada pela Televisão Centro América e realizada entre os dias 10 e 13 de junho, com 812 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso sob protocolo número 1602/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 14792/2010.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dilma amplia vantagem sobre Serra em Minas, revela Sensus

Se a oposição já tinha motivos de sobra para estar desesperada, agora ela tem um a mais. É que o instituto Sensus divulgou nesta terça-feira, 15, uma pesquisa de intenções de voto feita no segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais, revelando que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. Neste sentido, Dilma tem 37,3% das intenções de votos em Minas, contra 32,1% de Serra, confirmando uma trajetória de crescimento da petista frente a um recuo do tucano.

A candidata do PV, Marina Silva, alcançou 7,3% das intenções de votos entre o eleitorado mineiro. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 20,6%. Dilma leva a melhor também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados e estes dizem, de acordo com seu conhecimento e desejo, em quem irão votar. Neste cenário, a candidata do PT foi lembrada por 24,3% dos entrevistados, desempenho melhor que o do ex-governador de São Paulo, que foi lembrado por 18% dos entrevistados. Marina Silva, por sua vez, atingiu 4,2% das intenções de voto na pesquisa espontânea.

O instituto Sensus também simulou um segundo turno entre Serra e Dilma, mostrando uma disputa acirrada, com o tucano ligeiramente à frente da petista, mas dentro da margem de empate técnico. Assim, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 41,7% das intenções de voto, a ex-ministra chefe da Casa Civil alcança 40,5% das intenções de voto, segundo levantamento do Sensus.

Hélio Costa vence disputa pelo Palácio da Liberdade
O levantamento também investigou as intenções de votos dos eleitores de Minas para a sucessão do governo do estado. Vale lembrar que este é o primeiro levantamento feito por um instituto de pesquisa após o PT e o PMDB chegarem a um acordo e resolverem que o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB), será candidato único do governo Lula no estado de Minas. De acordo com os números do Sensus, Costa lidera com folga a corrida pelo Palácio da Liberdade, com 49,5% das intenções de voto. Em segundo lugar, vem Antonio Anastasia (PSDB), que atinge 20,7%.

O candidato do PV, José Fernando, registrou 3,9% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 25,9%. O peemedebista leva a melhor também na pesquisa espontânea: de acordo com os números do instituto Sensus, Hélio Costa é lembrado por 21,1% dos eleitores, enquanto Anastasia atinge 12,2% neste cenário e José Fernando 1,7%. Vale destacar que 7,3% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador de Minas Aécio Neves, o que amplia o potencial de votos espontâneos de Anastasia para 19,5%, se considerarmos que ele recebe o apoio direto de Aécio.

Na simulação de um segundo turno entre Hélio Costa e Antonio Anastasia, o candidato do PMDB leva a melhor. De acordo com a pesquisa, Costa venceria o pleito com 54,5% das intenções de voto contra 22,3% de Anastasia. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 23,1%, segundo o Sensus. É interessante destacar que a pesquisa revelou também que Anastasia tem rejeição maior que a de Costa: enquanto 19,3% dos entrevistados afirmam não votar de jeito nenhum no tucano, apenas 15,4% dizem não votar de jeito nenhum em Hélio Costa.

A pesquisa Sensus foi feita entre os dias 10 e 11 de junho em 53 municípios de Minas Gerais, tendo sido encomendada pelo PR-MG. Foram ouvidos 1.500 eleitores e a margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais sob o número 34.286/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 14.772/2010.

sábado, 5 de junho de 2010

Dilma mantém tendência de crescimento e empata com Serra, segundo Ibope

Uma nova pesquisa de intenção de votos confirma o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, na corrida pelo Palácio do Planalto. Neste sábado, 5, foi a vez do Ibope divulgar seus números, que revelaram Dilma empatada com o seu principal adversário, o tucano José Serra, com 37% das intenções de voto. Na comparação com o levantamento feito pelo instituto em abril, Dilma ganhou 5 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou 3 pontos percentuais, confirmando assim a tendência de forte crescimento da petista, já identificada por outros institutos.

Enquanto isso, a pré-candidata do PV, Marina Silva, permaneceu estável em 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. Além do contínuo crescimento de Dilma na pesquisa estimulada, outro fato que corrobora a tese de favoritismo da petista sobre o tucano José Serra diz respeito ao desempenho da ex-ministra na pesquisa espontânea, ou seja, quando não são apresentados nomes para que o eleitor escolha. Em cada nova rodada de pesquisa, Dilma vem se consolidando na liderança do cenário espontâneo, o que mostra uma clara consolidação das intenções de voto nela.

De acordo com os números do Ibope divulgados neste sábado, na pesquisa espontânea, a petista é lembrada por 19% dos entrevistados, enquanto o tucano é citado por 15%. Um dado interessante: 12% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula quando perguntados em quem pretendiam votar nas eleições de outubro, o que aumenta o potencial de votos espontâneo de Dilma para 31%, ou seja, mais que o dobro do ex-governador de São Paulo. Se analisarmos a tendência temporal das intenções de voto espontâneas poderemos constatar facilmente que à medida que o eleitor toma conhecimento de que Lula não pode ser candidato este ano e que está apoiando Dilma, as intenções de voto no presidente migram para a petista.

Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano, Dilma era lembrada por apenas 9% dos entrevistados no cenário espontâneo da pesquisa Ibope, ao passo que Lula era citado por 23%. De lá para cá, Lula recuou 11 pontos percentuais e Dilma ganhou 10 pontos percentuais, o que mostra a tendência natural de transferência de votos do presidente Lula para a ex-ministra Dilma Rousseff.

Segundo turno e rejeição
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, o empate persiste: a petista e o tucano têm, cada um, 42% das intenções de voto. Em relação ao levantamento feito em abril, Dilma avançou 6 pontos percentuais, enquanto o ex-governador de São Paulo recuou 4 pontos percentuais. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados declararam que não sabem ou não quiseram responder ao questionário.

Quando o assunto é rejeição, o tucano lidera, com 24% dos entrevistados afirmando que não votam de jeito nenhum nele. A petista tem 19% de rejeição, enquanto Marina Silva tem 14%, de acordo com os números do Ibope. Percebe-se, assim, que o Ibope reforma o favoritismo para a candidatura de Dilma, já que desde fevereiro a vantagem de Serra sobre a petista vem caindo, chegando, agora, neste recém-divulgado levantamento a um cenário de empate.

Considerando que a campanha oficialmente só começa dia 6 de julho e que a fase decisiva ocorre em agosto, quando tem início a propaganda partidária no rádio e TV, Dilma tem um potencial de crescimento muito grande, especialmente em função da associação do seu nome ao presidente Lula e do desejo de continuidade do governo Lula por parte do eleitorado. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 cidades entre os dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13642/2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sensus mostra empate técnico de Dilma e Serra em Minas, com ligeira vantagem da petista

A pré-candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República segue em ritmo de crescimento contínuo dos maiores colégios eleitorais do país. Após o Ibope revelar que a ex-ministra lidera com folga a disputa presidencial entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, o instituto Sensus mostrou um empate técnico entre Dilma e o seu principal adversário, o tucano José Serra, no segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Neste sentido, de acordo com o levantamento Sensus, a petista aparece com 35,9% das intenções de voto em Minas, ligeiramente à frente de Serra, com 34,9%.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, atinge 6,9% das intenções de voto, enquanto os outros pré-candidatos têm juntos 2,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 19,3%, segundo levantamento do Sensus. Na pesquisa espontânea, contudo, Dilma amplia sua vantagem sobre Serra, sendo lembrada por 21,7% dos eleitores mineiros, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 18,8% neste cenário. Contudo, como 8,5% dos entrevistados citaram espontaneamente intenção de voto no presidente Lula, o potencial de voto espontâneo de Dilma sobe para 30,2%. Ainda no levantamento espontâneo, Marina atinge 3,2%, enquanto o percentual de brancos, nulos e indecisos é de 44,1%.

Cenários na disputa pelo Palácio da Liberdade
O Sensus também pesquisou as intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais para o governo do estado. No primeiro cenário pesquisado, sem o nome do ex-ministro das Telecomunicações Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), lidera a disputa com 27,7% das intenções de voto, sendo seguido pelo atual governador Antonio Anastasia (PSDB), com 21,4%. Os outros pré-candidatos somam, juntos, 14,3% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 36,6%, de acordo com o levantamento do instituto Sensus.

Já no segundo cenário, sem o nome de Fernando Pimentel, o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa, atinge 31,1% das intenções de voto, contra 20,5% de Anastasia. Os outros candidatos somam juntos 15,8% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 32,6%. Na pesquisa espontânea, Pimentel é lembrado por 10,2% dos eleitores mineiros, sendo seguido por Anastasia, com 9,2%. Em terceiro lugar, com 7,5%, aparece Hélio Costa. É interessante destacar que nesta simulação 7,2% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador do estado, Aécio Neves. O percentual de brancos, nulos e indecisos atinge 60,9% no levantamento espontâneo.

O Instituto Sensus realizou 1.500 entrevistas entre os dias 27 e 29 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Partido dos Trabalhadores e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13.361/2010. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.

Na Paraíba, Dilma lidera com folga disputa presidencial, revela Ibope

Em sintonia com a pesquisa Vox Populi divulgada há duas semanas, o levantamento do Ibope feito entre os eleitores da Paraíba e divulgado nesta quarta-feira, 2, mostrou um amplo favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com o Ibope, a petista lidera com folga no estado, com 54% das intenções de voto dos paraibanos, enquanto o tucano tem 29% das intenções de voto. A pré-candidata do PV, Marina Silva, segue em terceiro lugar, com 5% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 5% e os indecisos são 7%, segundo o Ibope.

O melhor desempenho de Dilma ocorre na Zona da Mata (região que compreende o entorno da capital até o Agreste), onde a ex-ministra alcança 65% das intenções de voto, contra 24% do ex-governador de São Paulo. A vantagem de Dilma sobre Serra diminui na região de Campina Grande, onde a petista tem 44% das intenções de voto e o tucano 37%. Na capital João Pessoa 50% dos entrevistados declararam voto em Dilma, frente a 25% que declararam voto em José Serra. Na categorização por sexo, Dilma leva a melhor tanto entre homens quanto entre mulheres, aparecendo com 58% das intenções de voto do eleitorado masculino e 51% das intenções de voto do eleitorado feminino, segundo o Ibope.

Serra, por sua vez, alcança 29% entre os homens e 30% entre as mulheres. O amplo favoritismo de Dilma é confirmado também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados. Neste cenário, 35% dos paraibanos declararam voto em Dilma, contra 12% que declararam voto em Serra e 1% em Marina. Como 18% dos entrevistados declararam voto no presidente Lula, a intenção potencial de voto espontâneo em Dilma é elevada para 53%, um número bastante elevado. O melhor desempenho da petista novamente ocorre na Zona da Mata, onde ela alcança 44% na pesquisa espontânea, além dos 16% que declararam voto em Lula na região.

Avaliação positiva de Lula chega a 90% na Paraíba
Em um cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista levaria a melhor entre os eleitores paraibanos, conforme apurado pelo Ibope. Neste sentido, 57% dos eleitores do estado declaram voto na ex-ministra num segundo turno, contra 31% que declaram voto no ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 5% e o percentual de indecisos é de 7%. Nesta simulação a tendência verificada no corte regional da intenção de votos em primeiro turno é mantida: a petista tem o seu melhor desempenho na região da Zona da Mata, mas lidera a corrida em todas as regiões.

Outro aspecto importante destacado pela pesquisa Ibope diz respeito à popularidade do governo Lula no estado. De acordo com o levantamento, 90% dos paraibanos avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 9% avaliam como regular. Apenas 1% dos eleitores da Paraíba considera o governo Lula como sendo ruim ou péssimo. Percebe-se, dessa maneira, que o excelente desempenho de Dilma no estado é reflexo direto da elevada popularidade do presidente Lula na região, conforme pode ser visualizado nos dados do Ibope.

PMDB e PSB polarizam disputa pelo governo do estado
O Ibope também pesquisou a intenção de voto dos paraibanos para o governo do estado. De acordo com o levantamento, o atual governador Zé Maranhão (PMDB) lidera a disputa com 48% das intenções de voto, seguido pelo pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho, com 36% das intenções de voto. Maria de Lourdes Sarmento (PCO) atinge 1% das intenções de voto, enquanto Nelson Júnior (PSOL) e Érico Feitosa (PHS) apesar de citados não chegam a atingir 1%. Brancos e nulos somam 9% e o percentual de indecisos é de 6%, de acordo com a pesquisa do Ibope.

No cenário de pesquisa espontânea, o atual governador Zé Maranhão também lidera, com 29% das intenções de voto, contra 15% de Ricardo Coutinho. Vale destacar que nesse quadro o índice de indecisos é ainda bastante significativo, já que 44% declaram ainda não saber em quem votará nas próximas eleições para o cargo de governador. O Ibope também simulou um segundo turno entre os dois candidatos melhor pontuados: o atual governador Zé Maranhão atinge 49% das intenções de voto, contra 39% do pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho. Vale destacar que, independentemente do voto, 50% dos eleitores paraibanos acreditam que Zé Maranhão será o vencedor dessa eleição, enquanto 29% acreditam que o vencedor será Ricardo Coutinho.

O Ibope realizou 1.008 entrevistas entre os dias 24 e 26 de maio. A pesquisa foi contratada pela TV Cabo Branco e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob protocolo número 14752/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 12490/2010. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dilma abre larga vantagem sobre Serra no Rio, revela Ibope



Confirmando o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no terceiro maior colégio eleitoral do país, indicado pela pesquisa Vox Populi há duas semanas, o Ibope divulgou nesta terça-feira, 1º de junho, seu levantamento que mostra a petista bem à frente dos seus adversários no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma lidera com folga a corrida presidencial dentre os eleitores do Rio, com 44% das intenções de voto. Enquanto isso o seu principal adversário, o tucano José Serra (PSDB), tem 27% das intenções de voto e Marina Silva (PV) tem 10%.

Percebe-se, assim, que Dilma tem 7 pontos percentuais a mais que a soma das intenções de voto dos seus dois principais oponentes, o que reforça o quadro de otimismo para a candidatura governista, especialmente se levarmos em conta o tamanho do eleitorado fluminense. De acordo com o Ibope, 23% dos eleitores declararam voto em branco, nulo ou ainda estão indecisos sobre o seu voto. É interessante destacar que a pré-candidata do presidente Lula lidera em todas as regiões do estado (capital, região metropolitana e interior), sendo que seu melhor desempenho ocorre na capital, onde tem 46% das intenções de voto.

À medida que vai se afastando da capital, Dilma tem menores intenções de voto, mas sempre acima dos 40%, o que lhe dá uma ampla vantagem sobre o tucano José Serra. De acordo com os números do Ibope, a petista alcança 43% das intenções de voto na região metropolitana do Rio de Janeiro e 41% no interior do Estado. Serra, por sua vez, faz o caminho oposto: é mais forte no interior, onde tem 36% das intenções de voto (ainda assim ele fica abaixo de Dilma), frente a 29% da região metropolitana e 21% na capital do Estado. Ou seja: enquanto na capital a vantagem de Dilma sobre Serra é de 25 pontos percentuais, no interior do Estado é de 5 pontos percentuais.

Isso faz com que, na média, a petista esteja 17 pontos percentuais à frente do tucano nas intenções de voto dos eleitores do Estado do Rio. É interessante destacar que o excelente desempenho de Dilma no Rio se faz sentir também pela pesquisa espontânea. Nesse sentido, de acordo com os dados do Ibope, na pesquisa espontânea Dilma tem liderança absoluta, com 19% das intenções de voto, enquanto o tucano alcança 8% das intenções de voto nesse mesmo cenário.

Cabral lidera corrida pelo Palácio das Laranjeiras
O Ibope também avaliou a intenção de voto dos eleitores fluminenses na corrida pelo governo do Estado e, confirmando pesquisas anteriores, o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) mantém o favoritismo, com 43% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Anthony Garotinho (PR), com 21% das intenções de voto, seguido por Fernando Gabeira (PV), com 12% das intenções de voto. É importante destacar que, de acordo com resolução judicial emitida no final da semana passada, o ex-governador Garotinho está com sua pré-candidatura temporariamente suspensa.

De acordo com os números do Ibope, o governador Sérgio Cabral tem um excelente desempenho na fatia do eleitorado que ganha entre 1 e 2 salários mínimos, onde alcança 45% das intenções de voto. Entre aqueles que ganham um salário mínimo, Cabral aparece com 28% das intenções de voto. O verde Gabeira, por sua vez, tem seu melhor desempenho entre o eleitorado que se situa na faixa de renda entre 5 e 10 salários mínimos mensais, onde ele aparece com 48% das intenções de voto.

Na disputa pelo Senado, o Ibope mostra que o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito César Maia (DEM) levam a melhor. Crivella aparece com 26% das intenções de voto, contra 24% do ex-prefeito. Em terceiro lugar aparece o nome do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), com 8% das intenções de voto, seguido de Jorge Picciani (PMDB), com 4% das intenções de voto. Como era de esperar, César Maia é mais forte na capital e na região metropolitana do Rio, enquanto Crivella é mais forte no interior.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 19 e 21 de maio, sob encomenda do Sindicato Nacional dos Condutores da Marinha Mercante e Afins. Foram feitas, ao todo, 812 entrevistas . A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

domingo, 23 de maio de 2010

O teto de Dilma é o desejo de continuidade



Não bastassem as recentes pesquisas mostrando um forte crescimento da pré-candidatura governista de Dilma Rousseff, a entrevista do presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, ao jornalista Ricardo Noblat, na tarde deste domingo, 23, jogou um novo balde de água fria nos ânimos demo-tucanos. Isto porque ao longo da entrevista, concedida por meio do serviço de microblog Twitter, Coimbra destacou o cenário de amplo favoritismo para Dilma, destacando o grande potencial de crescimento de sua candidatura e a posição de grande desvantagem de seu principal adversário, José Serra.

Coimbra citou o fato de Dilma ainda ser bem menos conhecida do que Serra, o que amplia, aliado à elevada aprovação do presidente Lula, o seu potencial de crescimento. Em determinado momento da entrevista, ficou perceptível o incômodo do jornalista Noblat, que chegou a ponto de declarar que Serra não havia feito campanha antecipada, ignorando o fato de que o tucano vive em campanha permanente desde que foi secretário do Planejamento da gestão Montoro em São Paulo, nos anos 80. O presidente do Vox Populi destacou que nem mesmo uma suposta entrada de Aécio Neves na chapa de Serra deve alterar significativamente o cenário desfavorável à oposição.

Apesar de apontar um cenário amplamente otimista para a candidatura de Dilma, Coimbra frisou que “favoritismo não basta para ganhar uma eleição”. Contudo, a entrevista certamente causou um maior alvoroço no ninho tucano, que há alguns dias tem sido bombardeado por notícias nada favoráveis à pré-candidatura de José Serra. Fato é que ainda há toda uma campanha pela frente, mas a tirar das projeções de Marcos Coimbra, Serra terá que fazer grandes malabarismos para tentar reverter esse cenário desfavorável à sua candidatura. Confira abaixo a íntegra da entrevista de Marcos Coimbra ao Blog do Noblat.

Noblat: Boa tarde, Marcos Coimbra. Quem tem mais chances de se eleger presidente da República em outubro próximo?
Coimbra: Boa tarde, Noblat. Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição

Noblat: Por que você considera Dilma favorita?
Coimbra:
Ela empatou com Serra e tem um espaço de crescimento aberto à frente, junto ao eleitorado que está disposto a votar na candidata do Lula

Noblat: Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?
Coimbra:
Serra é conhecido por 80% da população, com menos espaço para crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.

Noblat: A essa altura, quantos por cento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?
Coimbra:
Dilma é a candidata dele, de continuidade do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.

Noblat: Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?
Coimbra:
Claro que não é e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela não acha que Lula vai mandar, mas acha que ela preservará o que ele faz.

Noblat: Se os votos de Dilma não são dela, mas de Lula e do governo, o candidato poderia ser qualquer outro bom auxiliar de Lula. Ou não?
Coimbra:
Me parece q sim, mas Lula deve ter tido razões para preferi-la. Seu papel no governo, seu perfil técnico, sua identificação com ele.

Noblat: Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?
Coimbra:
Há ainda cerca de 40% do eleitorado que conhece mal ou não conhece Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.

Noblat: Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?
Coimbra: A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha que o governo dele foi muito pior que o de Lula. Isso é ruim para Serra.

Noblat: Por que Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na TV? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?
Coimbra:
Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula também, e ela estava em crescimento, lento, mas firme.

Noblat: Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de TV de partidos. Automaticamente ele crescerá?
Coimbra:
Ele é muito conhecido, o que limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem que seja por sustar o crescimento natural de Dilma.

Noblat: Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz mais de um ano que ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?
Coimbra:
Mais que ajudou, é a explicação de tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo para apresentar sua candidata.

Noblat: Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.
Coimbra:
Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais, PT, PSB e PSDB. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.

Noblat: Serra tem um "teto" de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?
Coimbra:
Serra tem um piso alto e um teto limitado pela eleição que fazemos, onde o eleitor se pronuncia sobre politicas e governos e não sobre biografia

Noblat: E o teto de Dilma e de Marina Silva?
Coimbra:
O teto de Dilma é o desejo de continuidade, que é muito alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre dois grandes e não conseguir crescer.

Noblat: O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?
Coimbra:
Tentar trazer a eleição para o campo dele, a comparação de currículos. Torcer para que Dilma erre muito. Mas sua posição é de desvantagem.

Noblat: Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?
Coimbra: Aécio só é bem conhecido em MG, onde Lula é muito querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.

Noblat: Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?
Coimbra:
Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total. Pode ser muito pouco no resultado final.

Noblat: Últimas perguntas. Por que a História registra erros tão clamorosos cometidos por institutos de pesquisa?
Coimbra: Os erros existem e todos procuramos reduzi-los ao mínimo. Mas os institutos brasileiros estão entre os que mais acertam no mundo.

Noblat: É certo que institutos pesquisem ao mesmo tempo para partidos e meios de comunicação?
Coimbra:
É nossa tradição, mas é natural que seja discutida. Pode ser um dos itens a tratar na reforma política que aguardamos.

Noblat: Por fim - Montenegro, presidente do IBOPE, disse à VEJA no ano passado que a eleição de Serra era segura. Era na época ou ele estava errado?
Coimbra:
Acho que seria melhor perguntar isso a ele.

sábado, 22 de maio de 2010

Datafolha mostra Dilma e Serra empatados e revela cenário favorável à petista

Em sintonia com as mais recentes pesquisas de intenção de voto sobre a disputa presidencial, levantamento do Datafolha, divulgado na manhã deste sábado, 22, mostra um forte crescimento da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e um recuo do seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com os números da pesquisa, Dilma subiu 7 pontos percentuais em relação à pesquisa de abril, passando, assim, de 30% para 37% das intenções de voto. Serra, por sua vez, recuou 5 pontos percentuais, de 42% para também 37%, segundo o levantamento.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, aparece com 12% das intenções de voto, permanecendo, assim, estável em relação ao levantamento anterior. Brancos e nulos somam 5%, enquanto o percentual de indecisos é de 9%. O forte crescimento de Dilma ocorre num contexto em que os brasileiros vão identificando cada vez mais a petista como candidata do presidente Lula. Com a elevada aprovação de Lula e o desejo de continuidade das políticas desenvolvidas em seu governo, projeta-se um crescimento cada vez maior para Dilma, cuja imagem deve ficar ainda mais “colada” à do presidente a partir do início oficial da campanha, no dia 6 de julho.

Vale destacar que na pesquisa espontânea, aquela em que não é apresentada uma lista de opções para que o eleitor escolha um nome, Dilma está isolada na frente. Neste tipo de pesquisa, a petista aparece com 19% das intenções de voto, 6 pontos percentuais acima, portanto, do nível alcançado em abril. O tucano, por sua vez, aparece com 14% das intenções de voto. É interessante destacar que parte dos eleitores, que não sabem ainda que Lula não será candidato, ainda citam o presidente em suas declarações de intenção de voto. Assim, Lula tem 5% das intenções de voto na pesquisa espontânea, enquanto 3% afirmam que votarão no “candidato de Lula” e 1% diz que votará no PT.

Segundo turno e rejeição
O Datafolha também fez uma simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra. Neste cenário, a petista novamente levou a melhor, atingindo 46% das intenções de voto, o que representa um considerável crescimento de 6 pontos percentuais frente ao patamar registrado na pesquisa de abril, quando ela aparecia com 40% na simulação de segundo turno. O tucano Serra, por sua vez, atingiu 45% das intenções de voto, o que representa uma queda de 5 pontos percentuais na comparação com o levantamento anterior, quando ele aparecia com 50% das intenções de voto.

No quesito rejeição, a ex-ministra também levou a melhor, já que a pesquisa Datafolha mostrou uma queda de 4 pontos percentuais na rejeição a Dilma, que passou, dessa maneira, de 24% para 20%. Por outro lado, a rejeição a Serra subiu 3 pontos percentuais, passando de 24% para 27% neste levantamento. Marina Silva, por sua vez, viu sua rejeição despencar de 20% para 14%, segundo os números divulgados pelo Datafolha. O Datafolha entrevistou 2.660 pessoas entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.