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terça-feira, 29 de junho de 2010

Vox Populi confirma dianteira de Dilma, com quase o dobro de votos de Serra no Nordeste

Em sintonia com a pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada, o Instituto Vox Populi divulgou nesta terça-feira, 29, seu levantamento referente à disputa presidencial, mostrando liderança da candidata do PT Dilma Rousseff. De acordo com a Vox Populi, Dilma lidera a corrida presidencial, com 40% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre seu principal oponente, o tucano José Serra, que pontuou 35%. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, a petista avançou 2 pontos percentuais, enquanto o tucano permaneceu estável.

A candidata do PV, Marina Silva, também ficou estável frente ao levantamento de maio, com 8% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 5%, ao passado que os eleitores indecisos ficaram em 11%, segundo os dados divulgados pelo levantamento. É interessante destacar que na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde o eleitor declara o seu voto sem ter acesso a uma lista de nomes, Dilma também leva a melhor, sendo lembrada por 26% dos entrevistados, contra 20% de Serra. No cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista também leva a melhor, com 44% das intenções de voto, contra 40% do tucano.

Dilma tem liderança isolada no Nordeste
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Vox Populi poderemos constatar que a candidata do PT amplia sua vantagem no Nordeste, onde alcança 52% das intenções de voto, o que dá a ela quase o dobro dos votos de Serra, que tem 27% na região. Na região Norte, a petista também leva a melhor, com 39% das intenções de voto, contra 33% do ex-governador de São Paulo. No Centro-Oeste, por sua vez, os candidatos encontram-se empatados, com o tucano registrando 42% das intenções de voto e a ex-ministra 41%, de acordo com os dados do levantamento.

Já na região Sul, Serra mantém a liderança, com 44% das intenções de voto, uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Dilma, que tem 33% das intenções de voto na região. No Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – Serra registra 37% das intenções de voto, enquanto Dilma tem 34%. Contudo, como no corte regional a margem de erro é de 3 pontos percentuais (maior que a margem de erro do agregado da pesquisa, que é de 1,8 pontos percentuais), Dilma e Serra estão tecnicamente empatados no Sudeste.

É interessante destacar também que 81% dos entrevistados reconheceram Dilma como candidata do presidente Lula, de forma que aumentou também o percentual de entrevistados que conhecem bem ou têm alguma informação sobre Dilma. Em maio, 56% dos entrevistados declararam que conheciam bem ou tinham alguma informação sobre a petista, enquanto no levantamento de junho, este percentual avançou 9 pontos percentuais para 65%. No caso do tucano, o percentual de entrevistados que o conhecem bem ou têm alguma informação é de 78%, 3 pontos percentuais acima do patamar verificado em maio.

A pesquisa Vox Populi foi encomendada pela Rede Bandeirantes de Televisão, tendo entrevistado 3.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 24 e 26 de junho. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 16944/2010. A margem de erro do agregado é de 1,8 pontos percentuais.

domingo, 23 de maio de 2010

O teto de Dilma é o desejo de continuidade



Não bastassem as recentes pesquisas mostrando um forte crescimento da pré-candidatura governista de Dilma Rousseff, a entrevista do presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, ao jornalista Ricardo Noblat, na tarde deste domingo, 23, jogou um novo balde de água fria nos ânimos demo-tucanos. Isto porque ao longo da entrevista, concedida por meio do serviço de microblog Twitter, Coimbra destacou o cenário de amplo favoritismo para Dilma, destacando o grande potencial de crescimento de sua candidatura e a posição de grande desvantagem de seu principal adversário, José Serra.

Coimbra citou o fato de Dilma ainda ser bem menos conhecida do que Serra, o que amplia, aliado à elevada aprovação do presidente Lula, o seu potencial de crescimento. Em determinado momento da entrevista, ficou perceptível o incômodo do jornalista Noblat, que chegou a ponto de declarar que Serra não havia feito campanha antecipada, ignorando o fato de que o tucano vive em campanha permanente desde que foi secretário do Planejamento da gestão Montoro em São Paulo, nos anos 80. O presidente do Vox Populi destacou que nem mesmo uma suposta entrada de Aécio Neves na chapa de Serra deve alterar significativamente o cenário desfavorável à oposição.

Apesar de apontar um cenário amplamente otimista para a candidatura de Dilma, Coimbra frisou que “favoritismo não basta para ganhar uma eleição”. Contudo, a entrevista certamente causou um maior alvoroço no ninho tucano, que há alguns dias tem sido bombardeado por notícias nada favoráveis à pré-candidatura de José Serra. Fato é que ainda há toda uma campanha pela frente, mas a tirar das projeções de Marcos Coimbra, Serra terá que fazer grandes malabarismos para tentar reverter esse cenário desfavorável à sua candidatura. Confira abaixo a íntegra da entrevista de Marcos Coimbra ao Blog do Noblat.

Noblat: Boa tarde, Marcos Coimbra. Quem tem mais chances de se eleger presidente da República em outubro próximo?
Coimbra: Boa tarde, Noblat. Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição

Noblat: Por que você considera Dilma favorita?
Coimbra:
Ela empatou com Serra e tem um espaço de crescimento aberto à frente, junto ao eleitorado que está disposto a votar na candidata do Lula

Noblat: Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?
Coimbra:
Serra é conhecido por 80% da população, com menos espaço para crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.

Noblat: A essa altura, quantos por cento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?
Coimbra:
Dilma é a candidata dele, de continuidade do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.

Noblat: Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?
Coimbra:
Claro que não é e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela não acha que Lula vai mandar, mas acha que ela preservará o que ele faz.

Noblat: Se os votos de Dilma não são dela, mas de Lula e do governo, o candidato poderia ser qualquer outro bom auxiliar de Lula. Ou não?
Coimbra:
Me parece q sim, mas Lula deve ter tido razões para preferi-la. Seu papel no governo, seu perfil técnico, sua identificação com ele.

Noblat: Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?
Coimbra:
Há ainda cerca de 40% do eleitorado que conhece mal ou não conhece Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.

Noblat: Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?
Coimbra: A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha que o governo dele foi muito pior que o de Lula. Isso é ruim para Serra.

Noblat: Por que Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na TV? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?
Coimbra:
Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula também, e ela estava em crescimento, lento, mas firme.

Noblat: Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de TV de partidos. Automaticamente ele crescerá?
Coimbra:
Ele é muito conhecido, o que limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem que seja por sustar o crescimento natural de Dilma.

Noblat: Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz mais de um ano que ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?
Coimbra:
Mais que ajudou, é a explicação de tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo para apresentar sua candidata.

Noblat: Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.
Coimbra:
Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais, PT, PSB e PSDB. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.

Noblat: Serra tem um "teto" de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?
Coimbra:
Serra tem um piso alto e um teto limitado pela eleição que fazemos, onde o eleitor se pronuncia sobre politicas e governos e não sobre biografia

Noblat: E o teto de Dilma e de Marina Silva?
Coimbra:
O teto de Dilma é o desejo de continuidade, que é muito alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre dois grandes e não conseguir crescer.

Noblat: O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?
Coimbra:
Tentar trazer a eleição para o campo dele, a comparação de currículos. Torcer para que Dilma erre muito. Mas sua posição é de desvantagem.

Noblat: Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?
Coimbra: Aécio só é bem conhecido em MG, onde Lula é muito querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.

Noblat: Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?
Coimbra:
Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total. Pode ser muito pouco no resultado final.

Noblat: Últimas perguntas. Por que a História registra erros tão clamorosos cometidos por institutos de pesquisa?
Coimbra: Os erros existem e todos procuramos reduzi-los ao mínimo. Mas os institutos brasileiros estão entre os que mais acertam no mundo.

Noblat: É certo que institutos pesquisem ao mesmo tempo para partidos e meios de comunicação?
Coimbra:
É nossa tradição, mas é natural que seja discutida. Pode ser um dos itens a tratar na reforma política que aguardamos.

Noblat: Por fim - Montenegro, presidente do IBOPE, disse à VEJA no ano passado que a eleição de Serra era segura. Era na época ou ele estava errado?
Coimbra:
Acho que seria melhor perguntar isso a ele.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tarso Genro lidera disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, revela Vox Populi

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta quinta-feira, 20, mostra que o pré-candidato do PT, Tarso Genro, lidera a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. Neste sentido, Tarso aparece com 34% das intenções de voto, enquanto José Fogaça (PMDB) alcança 29%, segundo os números do Vox Populi. No terceiro lugar fica a atual governadora Yeda Crusius (PSDB), com 10% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 20% não souberam ou não quiseram opinar.

Na pesquisa espontânea, por sua vez, Tarso também lidera, contabilizando 10% das intenções de voto. Fogaça vem em segundo lugar, com 8%, enquanto Yeda ficou com 4% e Beto Albuquerque (PSB), que retirou nesta semana sua pré-candidatura, teve 1%. É interessante destacar que 1% dos entrevistados mencionaram, na pesquisa espontânea, o nome do ex-governador Germano Rigotto, do PMDB.

Por outro lado, a governadora gaúcha do PSDB lidera quando o assunto é rejeição: de acordo com a pesquisa, 36% dos entrevistados afirmaram não votar de jeito nenhum em Yeda Crusius. Em seguida, vem Tarso, com 7% de rejeição, seguido de Fogaça, com 4%.

Dilma cresce e atinge 31% das intenções de voto no RS
Na disputa presidencial, o pré-candidato tucano à Presidência da República segue na liderança das intenções de voto dos gaúchos, com 46%. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cresceu 6 pontos percentuais desde a última pesquisa, em janeiro, passando de 25% para 31% das intenções de voto. Marina Silva, do PV, atingiu, por sua vez, 4% das intenções de voto, contra 5% do levantamento realizado em janeiro.

Quando o assunto é transferência de votos, 17% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato apoiado pelo presidente Lula, enquanto 41% declararam que podem votar, a depender do nome. Por outro lado, 11% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula. A pesquisa contou com 700 entrevistas e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob número 15.855/10 e no Tribunal Superior Eleitoral sob número 11.313/10.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma cresce forte e reduz vantagem de Serra no maior colégio eleitoral do país

Os números da pesquisa Vox Populi em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, divulgados na noite desta quarta-feira, 19, certamente fizeram os tucanos acenderem o sinal de alerta vermelho. Isto porque a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, registrou um forte crescimento nas intenções de voto no estado, reduzindo, assim, a vantagem do pré-candidato, José Serra (PSDB). Vale lembrar que o estado de São Paulo é conhecido por ser reduto do tucanato e daí a preocupação da oposição: a perda de espaço no estado onde o PSDB costuma se sair melhor.

De acordo com o levantamento, Dilma saltou de 18% das intenções de voto em janeiro para 30% em maio. Em contrapartida, Serra recuou 5 pontos percentuais, caindo de 49% para 44% das intenções de voto. Assim, a diferença que há quatro meses era de 31 pontos percentuais passou para apenas 14 pontos percentuais segundo a Vox Populi. A pré-candidata do PV, Marina Silva, avançou, por sua vez, três pontos percentuais, passando de 7% para 10% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 9% e 7% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

O potencial de transferência de votos do presidente Lula para seu candidato a Presidente também segue elevado no estado. Neste sentido, 24% dos entrevistados paulistas afirmaram que votarão com certeza no candidato indicado por Lula, enquanto 27% declararam que podem votar, dependendo do nome. Por outro lado, 16% declararam não votar de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula, ao passo que 30% não levarão em conta a opinião do presidente.

Alckmin lidera disputa pelo governo de SP
Na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, o tucano Geraldo Alckmin continua levando a melhor. De acordo com os números do Vox Populi, Alckmin tem 51% das intenções de voto, contra 19% do petista Aloízio Mercadante. Em terceiro lugar, aparece o pré-candidato do PP, Celso Russomano, com 12% das intenções de voto, seguido de Paulo Skaf (PSB), com 2%. Brancos e nulos somaram 9%, enquanto 7% declararam que não sabem ou não quiseram responder.

No cenário sem Celso Russomano, Alckmin alcança 55% das intenções de voto, enquanto Mercadante registra 22% das intenções de voto. Neste cenário, Paulo Skaf alcança 3% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 9% não sabem ou não quiseram opinar. Os números do Vox Populi também revelam que o petista Mercadante possui o maior índice de rejeição, de 21%, seguido por Paulo Skaf, com 19% e Celso Russomano, com 14%. Alckmin tem 11% de rejeição, segundo a pesquisa.

A pesquisa Vox Populi/Band foi feita entre os dias 8 e 11 de maio e foram entrevistadas 1 mil pessoas. A margem de erro é de 3.1 pontos percentuais. A pesquisa foi protocolada no TRE/SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) no dia 7 de maio com número 27.476/10 e no TSE (Tribunal Superior Eleitora) no dia 10 de maio com número 11.307/10.

No Rio, Dilma deixa Serra para trás e lidera com 38%, revela Vox Populi


Pesquisa Vox Populi feita no estado do Rio de Janeiro, o terceiro maior colégio eleitoral do país, e divulgada na noite desta quarta-feira, 19, mostrou uma grande virada da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o seu principal adversário José Serra (PSDB). Neste sentido, Dilma avançou 10 pontos percentuais na comparação com o levantamento de janeiro e passou de 28% para 38% das intenções de voto. Serra, por outro lado, recuou 8 pontos percentuais e caiu de 32% para 24%. Assim, a petista assume a liderança com folga no Rio.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, atingiu 12% das intenções de voto, ligeiramente abaixo dos 13% alcançados no levantamento feito em janeiro. Na pesquisa espontânea, o desempenho de Dilma em relação a Serra fica ainda melhor: a ex-ministra alcança 16% das intenções de voto, mais que o dobro do registrado pelo tucano, que foi de 7%. O presidente Lula, que não será candidato, foi lembrado por 10% dos entrevistados. O Vox Populi também fez uma simulação de segundo turno entre Dilma e Serra: a petista venceria com 43% das intenções de voto contra 28% do ex-governador de São Paulo.

O excelente desempenho de Dilma pode ser associado também à transferência de votos do Presidente Lula. De acordo com a pesquisa Vox Populi, 29% dos entrevistados no Rio afirmaram que votarão com certeza no candidato apoiado por Lula, enquanto 31% disseram que poderão votar, dependendo do nome. Por outro lado, apenas 10% declararam não votar de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula, enquanto 25% não levarão em conta o apoio de Lula para decidir seu voto. Vale destacar que, segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados avaliam o governo Lula como positivo, 29% como regular e apenas 4% como negativo.

Disputa estadual: Sérgio Cabral lidera com folga
No que se refere à disputa para governador do Estado do Rio de Janeiro, a Vox Populi mostrou que o atual governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição, alcança 41% das intenções de voto, dois pontos percentuais acima dos 39% alcançados em janeiro. Empatados tecnicamente no segundo lugar estão Fernando Gabeira (PV), com 19% das intenções de voto e Anthony Garotinho (PR), com 18%. Em janeiro, Gabeira aparecia com 18% e Garotinho com 20% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 14% e 8% não souberam ou não quiseram responder.

De acordo com a pesquisa, o pré-candidato com maior índice de rejeição é Garotinho, com 35%. Gabeira está em segundo com 23% e Cabral aparece com 11%. O Vox Populi ouviu 800 eleitores entre 8 e 11 de maio, com 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE com o protocolo de número 11.323/10.

Potencial de transferência de votos de Lula segue elevado nos estados, revela Vox Populi



A análise dos dados divulgados pelo Instituto Vox Populi na noite de terça-feira, 18, sobre a disputa pela Presidência e pelos governos estaduais em sete estados brasileiros (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte) mostra que o potencial de transferência de votos do presidente Lula para a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, segue bastante elevado. Neste sentido, as pesquisas estaduais do Vox Populi confirmam o melhor cenário de transferência de votos do presidente Lula nos estados do Nordeste.

O destaque fica para Pernambuco, onde uma expressiva parcela de 63% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato indicado por Lula para a Presidência. Enquanto isso, no Paraná, onde a transferência de votos de Lula tem o menor desempenho, a fatia dos que dizem que votarão com certeza no candidato apoiado por Lula é de 23%, um bom número também, portanto. Em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, 24% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato a Presidente indicado por Lula, percentual que supera a transferência de votos do ex-governador Aécio Neves, que é de 10% segundo o Vox Populi.

Esses números são importantes à medida que consolidam um cenário otimista para a pré-candidatura da petista Dilma Rousseff, que cada dia mais vem sendo associada diretamente à continuidade do governo Lula. Confira abaixo os números da transferência de voto do presidente Lula em cada um dos estados, segundo os levantamentos do Vox Populi:

01. BAHIA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,6 pontos percentuais.

42% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
32% podem votar, dependendo do nome
7% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
17% não levam em conta a opinião do presidente.

02. DISTRITO FEDERAL
Foram realizadas 600 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

28% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
37% podem votar, dependendo do nome
13% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula

03. MINAS GERAIS
Foram realizadas 800 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

24% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
37% podem votar, dependendo do nome
10% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
26% não levam em conta a opinião do presidente.

04. PARAÍBA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

55% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
25% podem votar, dependendo do nome

05. PARANÁ
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
32% podem votar, dependendo do nome
14% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
29% não levam em conta a opinião do presidente.

06. PERNAMBUCO
Foram realizadas 1000 entrevistas, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais

63% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
17% podem votar, dependendo do nome
5% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
12% não levam em conta a opinião do presidente.

07. RIO GRANDE DO NORTE
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais

47% votam com certeza no candidato apoiado por Lula
27% podem votar, dependendo do nome
10% não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula
14% não levam em conta a opinião do presidente.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma está à frente de Serra em 5 dos 7 estados pesquisados

O Instituto Vox Populi divulgou entre a segunda-feira, 17, e esta terça-feira, 18, pesquisas de intenção de voto em sete estados brasileiros, mostrando um quadro muito bom para a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República. Neste sentido, Dilma apareceu à frente do seu adversário, o tucano José Serra, em cinco dos sete estados analisados pelo Vox Populi. Serra, por sua vez, ficou na frente da petista no Paraná e, em Minas Gerais, apesar de aparecer melhor colocado, a pequena distância em relação à petista coloca os dois pré-candidatos em zona de empate técnico.

Vale destacar que em todos os casos a pré-candidata Dilma Rousseff apresentou um forte crescimento em relação a levantamentos anteriores. Confira abaixo, o resumo da pesquisa Vox Populi com os dados tanto da disputa presidencial quanto da disputa pelos governos estaduais:

01. BAHIA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,6 pontos percentuais.

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 43%
José Serra (PSDB): 33%
Marina Silva (PV): 5%

Disputa pelo governo do estado:
Jacques Wagner (PT): 41%
Paulo Souto (DEM): 32%
Geddel Vieira Lima (PMDB): 9%
Outros: 1%
Brancos/nulos: 4%
Não sabem/não opinaram: 13%

02. DISTRITO FEDERAL
Foram realizadas 600 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 42%
José Serra (PSDB): 34%
Marina Silva (PV): 12%

Disputa pelo governo distrital:
Joaquim Roriz (PSC): 42%
Agnelo Queiroz (PT): 32%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB): 6%
Rogério Rosso (PMDB): 4%
Alberto Fraga (DEM): 3%
Brancos/nulos: 9%
Não sabem/não opinaram: 4%

03. MINAS GERAIS
Foram realizadas 800 entrevistas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 35%
José Serra (PSDB): 39%
Marina Silva (PV): 8%

Disputa pelo governo do estado – Cenário 1 (sem Pimentel):
Hélio Costa (PMDB): 45%
Antônio Anastasia (PSDB): 17%
Outros: 5%
Brancos/nulos: 10%
Não sabem/não opinaram: 23%

Disputa pelo governo do estado – Cenário 2 (sem Hélio Costa):
Fernando Pimentel (PT): 35%
Antônio Anastasia (PSDB): 21%
Outros: 6%
Brancos/nulos: 11%
Não sabem/não opinaram: 27%

04. PARAÍBA
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 55%
José Serra (PSDB): 29%
Marina Silva (PV): 3%

Disputa pelo governo do estado:
Zé Maranhão (PMDB): 43%
Ricardo Coutinho (PSB): 35%
Cícero Lucena (PSDB): 7%
Brancos/nulos: 5%
Não sabem/não opinaram: 10%

05. PARANÁ
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 34%
José Serra (PSDB): 46%
Marina Silva (PV): 7%

Disputa pelo governo do estado:
Beto Richa (PSDB): 40%
Osmar Dias (PDT): 33%
Orlando Pessuti (PMDB): 10%
Outros: 5%
Brancos/nulos: 2%
Não sabem/não opinaram: 10%

06. PERNAMBUCO
Foram realizadas 1000 entrevistas, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 54%
José Serra (PSDB): 26%
Marina Silva (PV): 3%

Disputa pelo governo do estado:
Eduardo Campos (PSB): 57%
Jarbas Vasconcelos (PMDB): 28%
Outros: 2%
Brancos/nulos: 4%
Não sabem/não opinaram: 9%

07. RIO GRANDE DO NORTE
Foram realizadas 700 entrevistas, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais

Disputa Presidencial:
Dilma Rousseff (PT): 45%
José Serra (PSDB): 34%
Marina Silva (PV): 7%

Disputa pelo governo do estado:
Rosalba Ciarlini (DEM): 49%
Carlos Eduardo Alves (PDT): 16%
Iberê Ferreira de Souza (PSB): 15%
Outros: 4%
Brancos/nulos: 8%
Não sabem/não opinaram: 8%

Em Minas, Vox Populi aponta empate técnico de Dilma e Serra

Os números da pesquisa Vox Populi divulgados na noite desta terça-feira, 18, sobre a corrida eleitoral em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, trouxeram um cenário bastante otimista para a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Neste sentido, o levantamento mostrou um forte crescimento da petista, reduzindo significativamente sua diferença em relação ao adversário José Serra (PSDB). Pelo tamanho do seu eleitorado, muitos analistas políticos acreditam que Minas será o fiel da balança nessas eleições.

De acordo com o levantamento, Dilma tem 35% das intenções de voto em Minas Gerais, contra 39% de José Serra. Como a margem de erro da pesquisa Vox Populi é de 3,5 pontos percentuais, podemos dizer que a petista e o tucano estão tecnicamente empatados. Na Vox Populi feita em janeiro, Serra aparecia com 43% das intenções de voto contra 28% de Dilma. Enquanto isso, Marina Silva (PV) alcançou 10% das intenções de voto na pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3 pontos percentuais acima do nível alcançado em janeiro (7%). Brancos e nulos somaram 7%, enquanto 9% não sabem ou não quiseram responder.

Lula transfere mais votos que Aécio
O cenário torna-se ainda mais otimista para a candidatura petista se levarmos em conta os dados da Vox Populi sobre a transferência de votos do presidente Lula. Neste sentido, o levantamento mostra que 24% dos mineiros declararam que votarão com certeza no candidato apoiado pelo presidente, enquanto 37% afirmaram que poderiam votar dependendo do nome. Por outro lado, 10% dos entrevistados em Minas declararam que não votaram de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula e 26% afirmaram que não levarão em conta a opinião do presidente.

A Vox Populi também testou a transferência de votos do ex-governador de Minas, Aécio Neves. De acordo com o levantamento, apenas 10% dos mineiros afirmaram que votarão com certeza no candidato a Presidente apoiado por Aécio, enquanto 46% declararam que podem votar no candidato apoiado pelo ex-governador, mas depende do nome. Em contrapartida, 11% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Aécio, enquanto 29% declararam não levar em conta a opinião do ex-governador.

Cenário estadual: disputa pelo Palácio da Liberdade
Na corrida pelo governo do Estado de Minas Gerais, o levantamento do Vox Populi testou dois cenários distintos: um sem o pré-candidato do PT, Fernando Pimentel, e o outro sem o pré-candidato do PMDB, Hélio Costa. No cenário em que não aparece o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Hélio Costa alcança 45% das intenções de voto, contra 17% de Antonio Anastasia (PSDB). Outros pré-candidatos somam 5% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos alcançam 10%. Uma parcela de 23% dos entrevistados afirmou que não sabe ou não quis responder.

No segundo cenário, em que não aparece o nome do ex-ministro das Telecomunicações, o petista Fernando Pimentel alcança 35% das intenções de voto, contra 21% de Anastasia. Os outros pré-candidatos somam 6%. Brancos e nulos, por sua vez, alcançam 11% e 27% não souberam ou não quiseram responder. Vale destacar que o Vox Populi ouviu 800 pessoas em 45 cidades mineiras entre os dias 8 e 12 de maio. A pesquisa foi protocolada no TRE/MG com o número 25760-10 e no TSE, 11321-10.

Petiscos do dia - 18 de maio



Dilma se reunirá com prefeitos do PT nesta noite: a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terá um encontro com prefeitos e prefeitas do PT e de partidos aliados na noite desta terça-feira, 18, em Brasília. A reunião ocorrerá paralelamente à 23ª Marcha a Brasília de Prefeitos/As, que ocorre na capital federal desde segunda-feira e vai até a quarta-feira (19). Na pauta estarão temas como a estratégia do movimento municipalista na Marcha e as expectativas para as eleições 2010.

De acordo com o secretário nacional de Assuntos Institucionais do PT, Geraldo Magela, “o encontro terá como foco debater a intervenção de nossos prefeitos na Marcha, articular uma proposta que dialogue com os partidos aliados no sentido de garantirmos uma melhor interlocução nos espaços de discussão, além de estimular o debate em torno da participação dos prefeitos/as na campanha presidencial da companheira Dilma Rousseff”.

Vox Populi mostra Dilma na frente em PE e BA: o instituto Vox Populi divulgou na noite de segunda-feira, 17, pesquisas para os estados de Pernambuco e Bahia, tanto com relação às disputas locais quanto à disputa presidencial. Em Pernambuco, a Vox Populi mostrou que 54% dos entrevistados no estado declaram voto em Dilma, enquanto Serra aparece com 26% das intenções de voto dos pernambucanos. O levantamento também revela que 63% dos pernambucanos declaram que irão votar com certeza no candidato apoiado pelo presidente Lula.

Na Bahia, a pré-candidata do PT também aparece na dianteira, com 43% das intenções de voto, contra 33% de Serra. Vale destacar que na Bahia foram ouvidas 700 pessoas, enquanto em Pernambuco foram feitas 1000 entrevistas. De acordo com o Instituto Vox Populi, a margem de erro dos levantamentos na Bahia e Pernambuco, são, respectivamente, 3,6 e 3,1 pontos percentuais.

PMDB confirma indicação de Temer para vice de Dilma: a Executiva do PMDB, principal partido da base aliada do governo Lula, aprovou por unanimidade, em reunião nesta terça-feira, 18, a indicação do nome do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para compor a chapa governista como vice da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A decisão já era amplamente esperada por todos, especialmente após os últimos dias com a forte aproximação entre Dilma e Temer.

O presidente da Câmara declarou, após sua indicação, “estou muito orgulhoso da decisão do partido de me indicar. Claro que fico muito entusiasmado com essa hipótese, mas com muita cautela. Vamos unir o PMDB para levar a uma campanha naturalmente vitoriosa”. Temer deverá se encontrar com a ex-ministra na próxima quinta-feira, 20, durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos. A executiva do PMDB também oficializou na sua reunião desta terça-feira a data de 12 de junho para a realização da sua convenção nacional.

A decisão da Executiva do PMDB, contudo, não foi bem recebida pela ala paulista do partido ligada ao ex-governador Orestes Quércia, que apóia a candidatura do tucano José Serra à presidência da República. De acordo com Quércia, “já esperávamos por isso. Mas não significa dizer que está definido na convenção. A convenção pode mudar tudo”, referindo-se a pendências que ainda não foram resolvidas entre PT e PMDB, como no caso dos palanques estaduais de Minas e Pará. Quércia destacou: “tem um processo em andamento para que o partido não apoie ninguém”.

Serra defende privatizações feitas no governo FHC: cumprindo agenda no Ceará deste segunda-feira, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, participou nesta terça-feira, 18, de uma palestra promovida pelo jornal “O Povo”, de Fortaleza. Durante o evento, o tucano defendeu o processo de privatizações promovido ao longo do governo FHC e ainda declarou que o PT é “duas caras”. Vale lembrar que durante o primeiro mandato de FHC, quando ocorreram as privatizações da Vale e do sistema Telebrás, Serra estava à frente do Ministério do Planejamento.

“Fui co-responsável pelo programa de privatização para repassar para a área privada atividades típicas da área privada. Nunca condenei o passado. Não tem sentido o Estado fabricar aço ou menos telecomunicações”, declarou o ex-governador de São Paulo. Serra prometeu ainda, durante a palestra, que se for eleito, criará um Conselho de Desenvolvimento Regional, com o propósito de traçar políticas públicas de desenvolvimento para a região Nordeste.

“O Brasil até hoje não tem um plano nacional regional”, disse o tucano. “Minha ideia é criar um conselho de desenvolvimento regional ligado à presidência. Farei concreto, para funcionar e ser respeitado”, afirmou o ex-governador paulista. Procurando rebater a idéia de que Serra não se identifica com o nordeste, seu correligionário, senador Tasso Jereissati, afirmou que é a mito a história de que ele é inimigo do Nordeste. “Foi do Ministério do Planejamento que saíram as primeiras ordens de serviços para obras como o açude do Castanhão e o metrô de Fortaleza”, afirmou Tasso.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quais as conclusões que podemos tirar da CNT/Sensus e Vox Populi?



Sabe-se que as pesquisas eleitorais, especialmente neste momento da pré-campanha, onde as candidaturas não estão oficializadas, embora estejam praticamente definidas, mostram um retrato do momento e da percepção do eleitor sobre o que está acontecendo à sua volta. Mais importante do que a fotografia estática daquele momento é a tendência que se verifica quando comparamos as pesquisas eleitorais, distribuídas nas suas devidas séries de tempo, e também a análise dos pormenores de cada pesquisa.

Afinal de contas, os levantamentos eleitorais feitos pelos institutos de pesquisa servem bastante como norte de orientação das campanhas à medida que expõe os pontos fortes e fracos de cada candidatura. Neste sentido, as pesquisas Vox Populi e CNT/Sensus divulgadas entre sábado (15) e esta segunda-feira (17) trazem um cenário muito favorável para a candidatura da petista Dilma Rousseff, menos até pelo fato de ambas terem trazido Dilma à frente do seu adversário tucano José Serra, e mais pelas verificações obtidas nos cortes das pesquisas.

Os levantamentos feitos pela Vox Populi e CNT/Sensus são os primeiros após a decisão do PSB de retirar a pré-candidatura à Presidência da República do deputado federal Ciro Gomes, de forma que, por essa razão, nos dão uma dimensão de como foram alocados as intenções de voto que originalmente eram destinadas a Ciro. São pesquisas feitas também em um cenário de maior exposição dos pré-candidatos, que dividem entre si o noticiário político do país. Vejamos, pois, quais são as principais conclusões fornecidas pelos levantamentos divulgados nesse final de semana:

01. Consolidação das candidaturas de Dilma e Serra
Um primeiro recorte das pesquisas nos mostra uma tendência óbvia de consolidação das duas principais candidaturas no cenário da disputa presidencial. Com a maior exposição na imprensa, é natural que os pré-candidatos passem a ficar mais conhecidos e partir daí gere um posicionamento do eleitor, que já começa a pensar o seu voto. O levantamento CNT/Sensus traz um recorte interessante sobre o limite do voto dos entrevistados em relação a cada um dos pré-candidatos, que reforça essa conclusão de maior cristalização das duas principais candidaturas.

Neste sentido, 26,6% dos entrevistados declararam que Dilma é a única candidata em quem votariam, o que representa um ganho de “voto consolidado” de 8,7 pontos percentuais em relação à pesquisa de janeiro, quando 17,9% declaravam votar só em Dilma. Nesta mesma tendência, 25,7% dos entrevistados declararam que o único candidato em que votariam é José Serra, o que equivale a um ganho de voto consolidado de 10,3 pontos percentuais frente a janeiro, quando o tucano alcançava 15,4% nesta categoria.

Por outro lado, o percentual de eleitores que declararam que “poderiam votar” em Dilma caiu 5,1 pontos percentuais, passando de 38,5% em janeiro para 33,4% em maio, mesmo movimento registrado por Serra, que apresentou recuo de 9,6 pontos percentuais, passando de 45,4% para 35,8% dos eleitores que declaravam possibilidade de voto. Ora, à medida que o processo eleitoral vai se deflagrando e ganhando mais corpo, é natural que a parcela dos que declaram possibilidade de voto vá diminuindo, uma vez que o conhecimento em relação aos candidatos e suas propostas faz com que esse “possível voto” migre para o “voto consolidado”.

Podemos perceber isso claramente na pesquisa CNT/Sensus: no caso de Dilma, o avanço do “voto consolidado” na petista (+8,7 pontos percentuais) é maior que o recuo do “voto possível” (-5,1 pontos percentuais). Isso pode ser interpretado da seguinte maneira: Dilma conseguiu convencer uma parcela daqueles que em janeiro declararam possibilidade de voto nela e os transformou em voto consolidado. Mas não apenas isso: como a variação do voto consolidado em Dilma ficou acima da variação do voto possível é plausível pensar que a petista fidelizou eleitores e também atraiu novos votos, que até janeiro estavam propensos a Serra.

Quando fazemos essa mesma análise para o tucano, temos confirmado o cenário de melhor desempenho da petista. O percentual de votos consolidados de Serra cresceu 10,3 pontos percentuais, dos quais 9,6 pontos percentuais podem ser atribuídos à fidelização de votos que em janeiro eram classificados como “possíveis”. Ou seja, Serra ganhou apenas 0,7 ponto percentual em cima de eleitores que estavam mais propensos a votar em Dilma em janeiro. Enquanto isso, a petista avançou 3,6 pontos percentuais em cima de votos propensos a Serra no levantamento passado.

02. Grande potencial de crescimento para Dilma
Um outro aspecto importante a ser analisado é o grau de conhecimento dos eleitores em relação a cada pré-candidato. Neste sentido, de acordo com o levantamento do instituto Vox Populi, 56% dos entrevistados declararam conhecer muito bem ou ter apenas algumas informações sobre Dilma, enquanto 75% afirmaram o mesmo sobre Serra. O levantamento também mostrou que 35% dos entrevistados conhecem Dilma só de nome, contra 23% de Serra. O que se vê é que o grau de conhecimento da ex-ministra ainda é menor que o do tucano.

Isso amplia o potencial de crescimento de Dilma, já que à medida que os eleitores forem a conhecendo e a associando ao presidente Lula, é possível que ela receba mais votos, como veremos adiante. Dentre os entrevistados que declararam conhecer muito bem ou possuir apenas algumas informações sobre os candidatos, 57% afirmaram que têm uma imagem positiva de Dilma contra 50% de Serra. Por outro lado, 10% dos entrevistados declararam ter uma imagem negativa de Dilma frente a 15% de Serra. Os que declararam imagem regular foram 30% para Dilma e 31% para Serra.

03. Forte crescimento de Dilma nos maiores colégios eleitorais
Ambas as pesquisas revelaram um crescimento significativo da pré-candidatura governista na região Sudeste, que abriga os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Neste sentido, de acordo com a Vox Populi, a petista tem 35% das intenções de voto no Sudeste, empatada tecnicamente com o tucano, que possui 34% das intenções de voto. Na CNT/Sensus, a ex-ministra aparece com 31,5% das intenções de voto, também na zona de empate técnico com o ex-governador de São Paulo, que tem 33,6% das intenções de voto.

Em levantamentos anteriores, Serra aparecia na dianteira das intenções de voto na região. Considerando que o desempenho do tucano é melhor no estado de São Paulo, podemos conjecturar, com base nos números, que a candidatura da petista está se fortalecendo sobretudo em Minas Gerais e Rio de Janeiro, compensando, dessa maneira, a vantagem de Serra no estado governado por ele até março deste ano. Tanto a CNT/Sensus quanto a Vox Populi confirmam que o melhor desempenho de Dilma ocorre no Nordeste, enquanto a melhor performance de Serra se verifica no Sul do país.
04. Aspectos econômicos e sociais são principal critério de voto
Com relação aos critérios de decisão dos eleitores, a pesquisa CNT/Sensus revelou que 44% dos entrevistados balizam a sua escolha levando em conta principalmente os benefícios econômicos e sociais. Se levarmos em conta os dados regionais, este é o principal critérios de escolha para 62,5% dos entrevistados na região Nordeste e para 30,6% na região Sul. No Sudeste, 35,2% declararam que este é o principal critério de escolha na hora do voto.

Por outro lado, 34,9% dos entrevistados afirmaram que o principal critério de escolha é a comparação de currículos dos candidatos. Este é o principal critério para 40,2% dos eleitores da região Sul e 24,1% dos eleitores do Nordeste. No Sudeste, por sua vez, 38,3% dos entrevistados declararam que a escolha do seu candidato passa principalmente pela análise e comparação do currículo de cada um.

O levantamento da CNT/Sensus ainda apontou que 57,1% dos entrevistados julgam que os benefícios econômicos e sociais foram obtidos principalmente por meio de ações econômicas e sociais implantadas no governo Lula, enquanto 17,4% acreditam que estes benefícios foram gerados por medidas tomadas no governo FHC. Um percentual de 16,2% acreditam que os avanços sociais e econômicos foram mérito dos dois governos.

05. Maioria absoluta vê Dilma como continuidade de Lula
Ambos os levantamentos também revelaram que cada vez mais a candidatura de Dilma está sendo colada pelos eleitores ao presidente Lula. Neste sentido, a pesquisa CNT/Sensus mostra que 54,6% dos entrevistados declararam que Dilma é a continuidade do governo Lula, enquanto apenas 25,9% afirmaram que Serra representa esta continuidade. Se analisarmos o corte regional, veremos que Dilma é associada à continuidade de Lula nas seguintes proporções: Norte/Centro-Oeste – 50,3%; Nordeste – 60%; Sudeste – 52,7% e Sul – 54,3%.

No caso da associação de Serra à continuidade de Lula, os dados regionais nos mostram o seguinte cenário: Norte/Centro-Oeste – 28,8%; Nordeste – 18,2%; Sudeste – 28,5% e Sul – 30,2%. No caso da pesquisa Vox Populi, a pergunta feita aos entrevistados foi com relação a qual dos pré-candidatos é apoiado pelo presidente Lula: 74% dos entrevistados afirmaram que Dilma é a candidata apoiada por Lula, enquanto apenas 4% afirmaram que Serra possui o apoio do presidente.

Percebe-se, dessa maneira, que o cenário é amplamente favorável para a candidatura governista. Além do crescimento nos maiores colégios eleitorais do país, Dilma consolida sua candidatura na região Nordeste e consegue, tendo sua imagem associada à continuidade do governo Lula, converter votos possíveis em votos consolidados numa velocidade superior a Serra. Naturalmente, existe toda uma campanha pela frente, mas a tendência é de que o crescimento de Dilma se consolide ainda mais com o início da propaganda eleitoral de rádio e TV, em agosto, quando a imagem da ex-ministra ficará ainda mais colada à do presidente Lula.

domingo, 16 de maio de 2010

Maioria absoluta dos eleitores quer continuidade dos programas do governo Lula


Uma análise mais profunda dos dados da pesquisa Vox Populi, divulgada no final da tarde de sábado, 15, revela um cenário muito favorável para a candidatura governista. Esta afirmação tem menos a ver com o fato da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já aparecer na frente do seu adversário tucano, José Serra, com 38% a 35%, mas muito mais com o grande potencial de crescimento da petista ao longo da campanha, especialmente por sua associação direta ao presidente Lula, que continua com elevadíssimos níveis de popularidade.

De acordo com o levantamento do Vox Populi, a avaliação positiva do governo Lula chegou a 76% em maio, dois pontos percentuais acima do registrado no levantamento anterior, quando o índice era 74%. Desses 76% dos entrevistados que avaliaram positivamente o governo Lula, 31% o qualificaram como ótimo e 45% como bom. O percentual de entrevistados que considerou o governo regular foi de 19%, enquanto 5% dos entrevistados avaliaram negativamente o governo Lula (2% como ruim e 3% como péssimo).

Maioria absoluta quer continuidade das políticas de Lula
A pesquisa Vox Populi revelou ainda que expressivos 34% dos entrevistados declararam que desejam que o próximo presidente continue todas as políticas adotadas pelo governo Lula, ao passo que 47% querem que o próximo governante mude somente algumas políticas, mas continue com a maioria. Isso mostra uma força extraordinária em termos de aprovação das políticas públicas desenvolvidas pelo governo Lula, uma vez que nada menos que 81% dos entrevistados desejam uma continuidade do projeto desenvolvido por Lula no país.

Esse percentual favorece bastante a pré-candidatura de Dilma Rousseff, que, com o começo da campanha eleitoral no dia 6 de julho, deve ser ainda mais associada ao presidente Lula, ampliando consideravelmente suas possibilidades de crescimento e de vitória no pleito de outubro. Vê-se também que o desejo de continuidade do projeto desenvolvido pelo governo Lula fica na mesma faixa da aprovação do presidente, o que reforça a tese de que Lula será um agente decisivo nesta campanha presidencial.

Por outro lado, o levantamento do Vox Populi mostrou que apenas 13% dos entrevistados gostariam que o próximo presidente mantivesse apenas algumas políticas do atual governo e mudasse a maioria, enquanto 5% declararam que o próximo governo deve mudar todas as políticas do presidente Lula. Isso mostra um terreno pouco fértil para a oposição nestas eleições, uma vez que apenas 18% dos entrevistados pelo Vox Populi mostram descontentamento com as políticas públicas desenvolvidas por Lula e desejam algum tipo de mudança.

Transferência de votos
A força do presidente Lula como cabo eleitoral também cresceu neste levantamento. De acordo com os números do Vox Populi, 33% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza no candidato indicado por Lula. Em janeiro, esse percentual era de 30%. Além disso, os números da pesquisa revelam que 30% dos eleitores entrevistados em maio declaram que podem votar no nome apoiado pelo presidente Lula, mas levarão em conta o perfil do candidato.

A pesquisa também revelou que 10% dos entrevistados não votariam no candidato indicado por Lula, enquanto 24% declararam não levar em conta a opinião do presidente. A pesquisa Vox Populi foi contratada pela TV Bandeirantes e registrada junto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 7 de maio, com o protocolo de número 11.266/2010. Foram realizadas duas mil entrevistas, pessoais e domiciliares, de 8 a 13 de maio, em 117 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

sábado, 15 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma passa na frente de Serra e lidera a disputa em 4 das 5 regiões



Definitivamente, o final de semana não começou da melhor maneira para os demo-tucanos. Após a revista Época trazer em sua edição desta semana uma matéria mostrando novos indícios sobre o envolvimento de políticos do PSDB paulista em um esquema de pagamento de propina pela empreiteira Camargo Corrêa, o instituto Vox Populi divulgou no final da tarde deste sábado, 15, uma nova pesquisa de intenção de votos que, para desespero da oposição, trouxe pela primeira vez a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, à frente no tucano José Serra na disputa presidencial.

Neste sentido, embora os dois estejam dentro da margem de empate técnico, é a primeira vez que Dilma aparece melhor colocada que Serra, com 38% das intenções de voto, contra 35% do tucano. No último levantamento, feito no final de março e divulgado em abril, o pré-candidato do PSDB aparecia com 34% das intenções de voto, contra 31% da petista. A pré-candidata do PV, Marina Silva, oscilou dentro da margem de erro e aparece com 8% das intenções de voto, contra 7% do levantamento anterior. Brancos e nulos somaram 8%, enquanto 11% não souberam ou não quiseram responder.

O crescimento de Dilma ocorre no contexto de maior associação da pré-candidata ao presidente Lula, tanto pelo noticiário geral da pré-campanha quanto pelas inserções que o PT vinha fazendo na TV e no rádio nos dias 6, 8 e 11 deste mês. Vale lembrar que a pesquisa Vox Populi foi às ruas entre os dias 8 e 13 de maio, o que mostra que o levantamento captou parte do efeito das inserções do PT na televisão e no rádio, mas não captou o efeito do programa eleitoral do Partido dos Trabalhadores, que foi exibido apenas na noite de quinta-feira, 13.

Dilma aparece na frente em 4 das 5 regiões
O corte regional dos números da pesquisa Vox Populi mostra um quadro bastante animador para a candidatura governista: embora na maior parte das regiões Dilma e Serra estejam tecnicamente empatados, a petista aparece melhor colocado que o tucano em quatro das cinco regiões. Apenas na região Sul o ex-governador de São Paulo aparece à frente da ex-ministra, com 44% das intenções de voto contra 30% de Dilma. Na pesquisa de março, Serra e Dilma estavam tecnicamente empatados na região Sul com 33% das intenções de voto cada um.

No Nordeste, Dilma aparece com 44% das intenções de voto, o que a coloca 15 pontos percentuais à frente de Serra, que alcançou 29% das intenções de voto na região. Na região Norte, a petista também lidera com folga, alcançando 41% das intenções de voto contra 32% do tucano, enquanto no Centro-Oeste a situação é mais apertada, mas ainda assim Dilma aparece melhor colocada, com 33% das intenções de voto contra 31% de Serra. Agora, a grande surpresa da pesquisa Vox Populi fica com a região Sudeste, onde Dilma aparece com 35% das intenções de voto contra 34% de Serra, ficando, assim, tecnicamente empatados.

Na pesquisa feita em março, Serra aparecia com 39% das intenções de voto no Sudeste e Dilma com 26%. Ou seja, enquanto a petista ganhou nove pontos percentuais nesta região, o tucano perdeu cinco pontos percentuais. Vale lembrar que a região Sudeste tem um peso muito grande no processo eleitoral, pois ela reúne os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O forte crescimento de Dilma na região sugere que a petista tem um melhor desempenho que Serra em estados-chave, como Minas e Rio, compensando, assim, a vantagem do tucano em São Paulo.

Transferência de votos e segundo turno
O levantamento do instituto Vox Populi confirmou a idéia de que o presidente Lula é um importante cabo eleitoral para Dilma. Neste sentido, 33% dos eleitores entrevistados afirmaram que votariam com certeza no candidato indicado por Lula, enquanto 30% declararam que podem votar no candidato indicado pelo presidente, mas dependeria do nome escolhido. Apenas 10% dos entrevistados declararam não votar de jeito nenhum no candidato indicado por Lula e 24% disseram não levar em consideração o apoio do presidente.

Na simulação de segundo turno, Dilma aparece com 40% das intenções de voto, contra 38% de Serra. Vale destacar que na pesquisa feita em janeiro, o tucano aparecia com 46% e a petista com 35% no cenário de segundo turno. A pesquisa Vox Populi foi contratada pela TV Bandeirantes e registrada junto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 7 de maio, com o protocolo de número 11.266/2010. Foram realizadas duas mil entrevistas, pessoais e domiciliares, de 8 a 13 de maio, em 117 municípios de todas as regiões do País.

sábado, 3 de abril de 2010

Vox Populi mostra crescimento de Dilma e desmoraliza Datafolha



Pesquisa Vox Populi divulgada na noite deste sábado, 3, confirma o bom cenário para a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. De acordo com o levantamento, a pré-candidata petista cresceu 4 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, passando, assim, de 27% para 31% das intenções de voto. Enquanto isso, o pré-candidato tucano José Serra ficou estagnado, com 34% das intenções de voto.

Ciro Gomes (PSB), por sua vez, aparece com 10% das intenções de voto, o que representa um recuo de 1 ponto percentual em relação a janeiro, quando o pré-candidato aparecia com 11% das intenções de voto. A pré-candidata do PV, Marina Silva, também apresentou uma variação negativa de 1 ponto percentual em relação à pesquisa anterior, passando de 6% para 5% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 7%, contra 13% dos entrevistados que não opinaram ou não quiseram responder.

Considerando um cenário sem Ciro Gomes, Serra lidera o quadro sucessório, com 38% das intenções de voto. Logo atrás vem Dilma, com 33%, e Marina Silva, com 7% das intenções de voto. Neste cenário, os votos brancos ou nulos chegam a 7%, contra 15% dos entrevistados que não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, sendo que a pesquisa foi feita entre os dias 30 e 31 de março, ouvindo 2000 pessoas.

Desmoralização do Datafolha
A pesquisa Vox Populi foi feita uma semana depois do levantamento do Datafolha, revelando uma diferença gigantesca em relação a esta. Feito entre os dias 24 e 25 de março, o levantamento do Datafolha mostrava uma diferença de 9 pontos percentuais entre Serra (38%) e Dilma (27%), que na pesquisa de fevereiro do mesmo instituto estavam separados apenas por 4 pontos percentuais – a petista com 28% e o tucano com 32%.

Logo que o Datafolha foi divulgado, muitos questionamentos começaram a surgir, pois não havia fato concreto que explicasse o crescimento de 6 pontos percentuais do pré-candidato tucano no período: nenhuma aliança diferente foi feita nem houve fato novo na candidatura. É óbvio que não está sendo desconsiderada a diferença na metodologia de pesquisa dos dois institutos, mas o fato é que a pesquisa Datafolha de março causa estranheza até mesmo quando comparada com a do mesmo instituto feita em fevereiro.

Assim, o levantamento do Vox Populi divulgado neste sábado faz muito mais sentido por aproximar-se mais da tendência que já vinha sendo mostrada desde dezembro, a saber, o crescimento da candidatura Dilma e a estagnação da candidatura Serra. Os números do Vox Populi desmoralizam, dessa maneira, o levantamento do Datafolha de março, já que deixam claro que este último é um ponto fora da curva, que nem mesmo os analistas políticos da grande imprensa souberam explicar.

domingo, 28 de março de 2010

Datafolha: Lula bate recorde de popularidade



Faltando apenas nove meses para terminar o seu mandato, o Presidente Lula tem recorde de popularidade. Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 24 e 25 deste mês e divulgada neste domingo, 28, revelam que o índice de aprovação do presidente Lula é de 76%, a maior marca já registrada por um Presidente da República desde 1990, quando o Datafolha iniciou o levantamento.

A pesquisa também mostra que deste total que avalia o governo Lula como ótimo ou bom, 33% declararam voto na pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ou seja, existe um espaço muito grande ainda para Dilma crescer na arena eleitoral, capitalizando votos dessa parcela do eleitorado que avalia positivamente o governo Lula.

Segundo o levantamento do Datafolha, dos 87% que declararam conhecer bem Dilma Rousseff, apenas 58% sabem que ela é a candidata do presidente Lula. Isso significa dizer que a parcela que ainda não associa Dilma ao presidente Lula é grande e a partir do momento que a campanha ganhar as ruas, em julho, é bastante possível que, feita esta associação, a intenção de votos na petista cresça, levando-a à liderança.

No Rio, aprovação a Lula atinge 90%
O Instituto Vox Populi também divulgou pesquisa neste final de semana sobre as intenções de voto do eleitorado fluminense e a avaliação deste sobre o governo Lula. Neste sentido, levando-se em conta a parcela dos entrevistados que consideram o governo Lula ótimo (29%), bom (43%) e regular positivo (18%), pode-se constatar que a aprovação ao presidente Lula atinge a marca dos 90% no Estado do Rio de Janeiro.

Sobre a intenção de votos do eleitor fluminense para a Presidência da República, há um empate técnico entre Dilma e Serra. Enquanto a ministra aparece com 29% das intenções de voto, o tucano tem 28%. Ciro Gomes (PSB) aparece com 16% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (PV) tem 9%. O melhor desempenho de Dilma ocorre na capital, onde ela tem 33% das intenções de voto, contra 20% de Serra.

Percebe-se, assim, que as pesquisas divulgadas neste final de semana mostram uma consolidação da candidatura Dilma junto ao eleitorado e também um cenário bem otimista, já que a tendência é que a popularidade do presidente Lula, bastante elevada, seja revertida em votos para a pré-candidata petista.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Rio: Benedita é mais competitiva que Lindberg para disputa do Senado, revela Vox Populi


A disputa pelas duas vagas ao Senado no Estado do Rio de Janeiro segue acirrada, segundo levantamento feito pelo Vox Populi sob encomenda do jornal O Dia, divulgado nesta sexta-feira, 26. Neste sentido, três pré-candidatos aparecem tecnicamente empatados: o atual senador Marcelo Crivella (PRB), o ex-prefeito César Maia (DEM) e a ex-governadora Benedita da Silva (PT).

No questionamento sobre para quem o eleitor daria o primeiro voto, Crivella tem 22%, César Maia tem 19% e Benedita 18%. Indagados sobre o segundo voto, 15% dos entrevistados declararam intenção de votar em Crivella, 13% em Benedita e 12% em César Maia. Se somarmos as intenções de voto de ambas as questões, teremos Crivella com 37% e César Maia e Benedita da Silva com 31% cada um.

Benedita deve ter mais votos que Lindberg
Os números do Vox Populi também mostram que a candidatura de Benedita da Silva é mais viável que a candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Ambos disputam a indicação pelo PT a uma das vagas ao Senado. No próximo domingo, 28 de março, serão realizadas prévias do PT fluminense para a escolha do candidato que representará o Partido dos Trabalhadores na disputa pelo Senado.

Enquanto Benedita aparece como um nome bastante competitivo para o Senado, Lindberg tem um fraco desempenho junto aos eleitores, quando analisamos os números do levantamento. Na pergunta feita pelo instituto sobre o primeiro voto para o Senado, o nome de Lindberg aparece na 4ª colocação, com 6% das intenções de voto. No questionamento sobre a segunda vaga, Lindberg aparece também em 4º lugar, com 8%.

Dessa maneira, enquanto Benedita possui 31% das intenções de voto, o prefeito de Nova Iguaçu aparece apenas com 14%, mostrando, assim, que a candidatura de Benedita tem mais potencial que a candidatura de Lindberg ao Senado.Vale lembrar que a pesquisa foi feita entre os dias 20 e 22 de março, tendo ouvido 1000 pessoas tanto na capital quanto em 29 municípios da Região Metropolitana e interior. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.

Vox Populi confirma favoritismo de Cabral na disputa pelo governo do Rio



A candidatura do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), à reeleição ao Palácio Guanabara vem ganhando mais força e acenando para um favoritismo em relação aos concorrentes. Pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira, 26, mostra que Cabral lidera, com 38% das intenções de voto. Em relação à pesquisa feita em janeiro deste ano, o governador do Rio permanece inalterado em sua intenção de votos.

O ex-governador Anthony Garotinho (PR) figura em segundo lugar, com 20% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o candidato Fernando Gabeira (PV), que tem 18%. As intenções de voto de Garotinho e Gabeira também ficaram inalteradas em relação ao levantamento feito no início deste ano. De acordo com a pesquisa, 15% dos entrevistados declaram voto branco ou nulo, enquanto 9% não souberam ou não quiseram opinar.

Cabral lidera também no 2º turno
Nas simulações de segundo turno, Cabral também tem o melhor desempenho. Em um eventual segundo turno com Garotinho, Cabral tem 45% das intenções de voto, contra 24% do ex-governador. Neste cenário, 21% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo, enquanto 10% não souberam ou não quiseram opinar.

Caso o confronto seja entre Cabral e Gabeira, o desempenho do atual governador fica ainda melhor, atingindo 50% das intenções de voto, contra 21% do candidato verde. O índice de votos brancos e nulos neste cenário é de 19%, contra 10% dos entrevistados que não souberam ou não quiseram opinar.

A situação de Sérgio Cabral fica melhor ainda quando analisamos os índices de rejeição. Neste campo, o governador possui a menor rejeição dentre todos os candidatos, com 9%. No outro extremo, com a maior rejeição, encontra-se o ex-governador Anthony Garotinho, com 32%, enquanto Gabeira aparece com 22% dos entrevistados declarando que não votariam nele de jeito nenhum.

Fortalecimento da candidatura governista
Os números do Vox Populi mostram que a candidatura de Sérgio Cabral à reeleição, apoiada pelo presidente Lula, vem se mantendo como favorita na disputa pelo Palácio Guanabara. Além de ser uma boa notícia para Cabral, a notícia também é excelente para o Planalto, já que Cabral será o principal palanque de Dilma no Rio de Janeiro.

Vale lembrar que a ministra também contará com o apoio do ex-governador Anthony Garotinho: ou seja, a candidatura governista ao Planalto possui os dois mais fortes palanques no Estado do Rio. Em contrapartida, os números não são nada bons para a oposição, já que a candidatura de Gabeira, apoiada pelo coalização demo-tucana, de José Serra, não decola.

O Estado do Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, e por isso tem um impacto considerável na disputa nacional. Sobre a pesquisa, o Vox Populi entrevistou 1000 pessoas, tanto na capital quanto em 29 municípios da região metropolitana e interior, entre os dias 20 e 22 de março. A margem de erro dessa pesquisa é de 3,1 pontos percentuais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Bom cenário econômico é o grande trunfo de Dilma



Em evento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas, realizadas na segunda-feira (22) em São Paulo, diretores dos quatro principais institutos de pesquisa do país confirmaram o que há muito já se via nas ruas: o cenário otimista para a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. A tendência plebiscitária que deve dominar esta eleição também foi destacada pelos debatedores.

De uma maneira geral, foi pontuado que pesquisas de intenção de votos não são prognósticos, mas sim diagnósticos, ou seja, fotografias do momento acerca do comportamento do eleitor. E dentro dessa visão, o que se nota é que cada dia que passa, esses diagnósticos têm se tornado mais favoráveis à candidatura de Dilma, tanto que o diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, declarou que “não é impossível imaginar que a Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno”.
Boa percepção do eleitor sobre economia favorece Dilma
Para Meira, a tendência de crescimento de Dilma está bastante relacionada à percepção do eleitor de que a economia vai muito bem. Essa análise do diretor do Vox Populi é bastante correta, pois um dos principais critérios, se não o principal, de escolha de candidato por parte do eleitor comum é a situação da economia. Neste aspecto, se a economia vai mal, o eleitor tende a optar por uma mudança (como aconteceu em 2002, quando a população avaliava mal a condução da economia por FHC).

Mas esse não é o caso em 2010: o cenário econômico brasileiro segue muito bom, após os efeitos da crise internacional terem um impacto mínimo no país, na comparação com outras economias, que foram bem atingidas pela crise. Inflação sob controle, desemprego em tendência de queda, expansão das linhas de crédito, melhora das condições de financiamento e expectativa de grande aumento na capacidade instalada da indústria são alguns, dos muitos pontos, que fazem o brasileiro aprovar a condução econômica do governo Lula.

E é justamente essa avaliação de bom cenário econômico que deve pesar na escolha que o eleitor fará sobre seu candidato, especialmente quando se estabelecer uma comparação com o governo FHC. Para Márcia Cavallari, do Ibope, “a percepção do eleitor é de que os avanços foram muito mais profundos no governo Lula. A comparação com o governo FHC é prejudicial para o Serra”. Ou seja, a comparação dos feitos econômicos de Lula-Dilma com FHC-Serra tende a beneficiar muito mais a candidatura Dilma.

Dificuldade para oposição encontrar discurso
O êxito do governo Lula na condução da política econômica e seu conseqüente nível de aprovação elevado (75% segundo a mais recente pesquisa CNI/Ibope), ao mesmo tempo que favorecem a candidatura de Dilma, criam um importante problema para a oposição, que é encontrar um discurso que convença o eleitor a votar em Serra. Isto porque uma postura crítica ao governo Lula poderia tirar votos de Serra e não o contrário, já que o governo é muito bem avaliado.

O próprio Serra afirmou na última sexta-feira, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, que “Lula está terminando bem o seu governo”. No final de semana, o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, também destacou que agora, após Serra assumir sua candidatura, é preciso que a oposição encontre um discurso. A estratégia de colocar-se como um pós-Lula ao invés de um anti-Lula também não parece ser adequada para Serra, posto que ela não justifica a mudança.

Para a diretora do Ibope, “O que a gente sabe é que o eleitor se sente muito confortável de ter votado no Lula e agora fazer essa avaliação de que acertou. Ele pensa: 'Acertei, e o País está tendo avanços'”. Ou seja, diante desse conforto, o eleitor preferirá continuar apostando no time de Lula do que em Serra, que por mais que não queira, é altamente identificado com o governo FHC. Assim, enquanto a oposição “se descabela” para definir sua estratégia de campanha, Dilma amplia ainda mais seu favoritismo.