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terça-feira, 15 de junho de 2010

Dilma amplia vantagem sobre Serra em Minas, revela Sensus

Se a oposição já tinha motivos de sobra para estar desesperada, agora ela tem um a mais. É que o instituto Sensus divulgou nesta terça-feira, 15, uma pesquisa de intenções de voto feita no segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais, revelando que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. Neste sentido, Dilma tem 37,3% das intenções de votos em Minas, contra 32,1% de Serra, confirmando uma trajetória de crescimento da petista frente a um recuo do tucano.

A candidata do PV, Marina Silva, alcançou 7,3% das intenções de votos entre o eleitorado mineiro. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 20,6%. Dilma leva a melhor também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados e estes dizem, de acordo com seu conhecimento e desejo, em quem irão votar. Neste cenário, a candidata do PT foi lembrada por 24,3% dos entrevistados, desempenho melhor que o do ex-governador de São Paulo, que foi lembrado por 18% dos entrevistados. Marina Silva, por sua vez, atingiu 4,2% das intenções de voto na pesquisa espontânea.

O instituto Sensus também simulou um segundo turno entre Serra e Dilma, mostrando uma disputa acirrada, com o tucano ligeiramente à frente da petista, mas dentro da margem de empate técnico. Assim, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 41,7% das intenções de voto, a ex-ministra chefe da Casa Civil alcança 40,5% das intenções de voto, segundo levantamento do Sensus.

Hélio Costa vence disputa pelo Palácio da Liberdade
O levantamento também investigou as intenções de votos dos eleitores de Minas para a sucessão do governo do estado. Vale lembrar que este é o primeiro levantamento feito por um instituto de pesquisa após o PT e o PMDB chegarem a um acordo e resolverem que o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB), será candidato único do governo Lula no estado de Minas. De acordo com os números do Sensus, Costa lidera com folga a corrida pelo Palácio da Liberdade, com 49,5% das intenções de voto. Em segundo lugar, vem Antonio Anastasia (PSDB), que atinge 20,7%.

O candidato do PV, José Fernando, registrou 3,9% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 25,9%. O peemedebista leva a melhor também na pesquisa espontânea: de acordo com os números do instituto Sensus, Hélio Costa é lembrado por 21,1% dos eleitores, enquanto Anastasia atinge 12,2% neste cenário e José Fernando 1,7%. Vale destacar que 7,3% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador de Minas Aécio Neves, o que amplia o potencial de votos espontâneos de Anastasia para 19,5%, se considerarmos que ele recebe o apoio direto de Aécio.

Na simulação de um segundo turno entre Hélio Costa e Antonio Anastasia, o candidato do PMDB leva a melhor. De acordo com a pesquisa, Costa venceria o pleito com 54,5% das intenções de voto contra 22,3% de Anastasia. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 23,1%, segundo o Sensus. É interessante destacar que a pesquisa revelou também que Anastasia tem rejeição maior que a de Costa: enquanto 19,3% dos entrevistados afirmam não votar de jeito nenhum no tucano, apenas 15,4% dizem não votar de jeito nenhum em Hélio Costa.

A pesquisa Sensus foi feita entre os dias 10 e 11 de junho em 53 municípios de Minas Gerais, tendo sido encomendada pelo PR-MG. Foram ouvidos 1.500 eleitores e a margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais sob o número 34.286/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 14.772/2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Serra e o indigesto pão de queijo

Fazendo-se uso da matemática eleitoral para avaliar os cenários regionais da disputa presidencial deste ano, podemos inferir que, mantido o atual quadro, os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro caminham para serem os “fiéis da balança”. Isto porque, de acordo com a mais recente pesquisa do Ibope, divulgada no sábado, 5, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, lidera nas regiões Nordeste e Norte, enquanto o tucano José Serra mantém a liderança no Sul e Sudeste. Contudo, no Sudeste a vantagem de Serra vem caindo, especialmente pelo forte crescimento da petista no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Juntos, o Nordeste e Norte/Centro-Oeste agregam 41,4% do eleitorado brasileiro, ao passo que o estado de São Paulo somado com o Sul (regiões onde Serra tem ampla vantagem) representa 38%, equilibrando, assim, as vantagens regionais de um e outro candidato, já que a ligeira diferença na balança equivale exatamente à margem de erro das pesquisas. Ou seja: no Nordeste + Norte/Centro-Oeste Dilma tem vantagem de 33 pontos percentuais sobre Serra, a mesma vantagem que o tucano tem sobre a petista na soma das intenções de voto do Sul com São Paulo, segundo o Ibope, o que explica as atenções dos pré-candidatos cada vez mais voltadas para os palanques de Minas e Rio.

Com a recente disparada de Dilma no Rio de Janeiro, que abriu 17 pontos percentuais de vantagem sobre Serra, Minas passa a ser o estado onde o tucano deposita suas últimas esperanças de recuperar a vantagem inicial na corrida presidencial. A expectativa dos tucanos era de que o estado, até dois meses atrás, comandado pelo correligionário de Serra, Aécio Neves, conseguisse reverter a balança eleitoral de forma a beneficiar a candidatura nacional do PSDB, transformando a elevada aprovação de Aécio entre o eleitorado mineiro em votos para o ex-governador de São Paulo. Contudo, não é esse o movimento que tem sido verificado no estado, o que tem preocupado bastante a campanha de Serra.

Parte da base aecista resiste em apoiar Serra
De acordo com uma reportagem publicada nesta segunda-feira, 7, pela Folha de São Paulo, cerca de um terço da base de apoio a Aécio está relutando em apoiar também a candidatura de José Serra, o que representa um número muito elevado especialmente para um estado considerado por todos os lados como decisivo para a disputa presidencial. Neste sentido, a Folha revela que dos 853 prefeitos de Minas Gerais, 286 são dos três principais partidos que compõem a base de apoio a José Serra: PSDB, DEM e PPS. Ou seja: em tese, o tucano contaria com o apoio de pelo menos um terço dos prefeitos mineiros, um número muito bom já que pode ser ampliado mediante alianças regionais.

Mas as coisas não estão favoráveis a esta conta, pelo menos de acordo com a reportagem da Folha. Desses 286 prefeitos potencialmente da base de apoio a Serra, 79 ainda não se decidiram se irão apoiar ou não o tucano, o que reduz o percentual de apoio efetivo à candidatura nacional da oposição para 24,2% dos prefeitos mineiros. O jornal apura que uma parcela desses prefeitos já se decidiu e irá apoiar a candidatura de Dilma, o que provoca um desespero ainda maior no ninho tucano. A explicação para esta “mudança de lado” é uma resultante de três fatores principais: um sentimento de gratidão desses prefeitos em relação aos repasses feitos pelo governo Lula, um certo ressentimento por Aécio ter sido preterido na disputa presidencial em favor de Serra e principalmente uma não-identificação com o estilo pessoal do ex-governador de São Paulo.

Alguns prefeitos mineiros, como Odilon Oliveira (PSDB), de Oratório, chegaram a declarar à Folha que o próprio Aécio não está empenhado localmente para a eleição de Serra: “Pelo que sei Aécio apóia Serra, mas é assim tanto”, declarou o prefeito da cidade mineira segundo a reportagem. O que é interessante notar aqui é que essa resistência por parte da base aecista para apoiar Serra já vinha sendo esperada por muitos analistas políticos desde o final do ano passado, quando Aécio Neves retirou-se da disputa interna no PSDB para a indicação do candidato do Partido à Presidência da República. Segundo cientistas políticos naquela época, a saída de Aécio do páreo em benefício a Serra alimentaria um sentimento de “inconformismo” nos mineiros em relação aos paulistas.

Neste sentido, tal desfecho remonta ao episódio da sucessão presidencial de 1930, quando o então presidente Washington Luis (paulista), ao invés de indicar o mineiro Antônio Carlos (como era de costume na República Velha), preferiu indicar outro paulista, Júlio Prestes, para a presidência da República, o que acabou provocando uma crise que culminou no fim da chamada “Política do Café com Leite”. Esse sentimento de “ser preterido em benefício a um paulista” de certa forma alimenta se não uma rivalidade, ao menos o que se pode chamar de tensão potencial entre os dois estados, até os dias de hoje. E o movimento feito por parte da base de apoio a Aécio só corrobora esta tese, o que tende a ser muito prejudicial para a pré-candidatura de Serra.

Desafios também no campo governista
Mas se as coisas andam complicadas para o lado de Serra, não estão muito mais favoráveis também para o campo governista em Minas. Isto porque o PT de Minas tem dado certa dor de cabeça à coordenação da campanha de Dilma, por insistir em lançar candidato próprio ao Palácio da Liberdade ao invés de ceder espaço para que o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB), seja o candidato ao governo, como quer o presidente Lula e a Direção Nacional do PT. Um impasse dessa natureza não é proveitoso em nenhuma situação, muito menos quando ocorre em um estado decisivo para a disputa como é o caso de Minas Gerais. Uma ruptura da aliança PT-PMDB em Minas poderia ser bastante prejudicial para a candidatura de Dilma, fato que tem preocupado muito também a coordenação petista.

É importante salientar que o PMDB possui 120 prefeitos em Minas Gerais, enquanto o PT tem 108. Juntos, portanto, PT e PMDB alcançam 228 prefeituras no estado e que pode ser ampliado ainda mais se admitirmos as alianças regionais pró-Dilma (com partidos como PR, PCdoB, PSB, que já estão na base de apoio nacional) e a soma dos 79 prefeitos da coligação oposicionista que estão relutantes em apoiar Serra. Se considerarmos a adesão de 50 destes 79 prefeitos à campanha de Dilma, a conta ficaria da seguinte maneira: 278 prefeitos apoiando a petista contra 236 apoiando o tucano, não se considerando aqui a aliança com outros partidos, que tende ser benéfica a Dilma.

O que se vê, portanto, é que Minas caminha para um cenário de ampliação do favoritismo de Dilma, desde que equacionada a questão entre PT e PMDB no estado. Do lado de Serra, contudo, o cenário não é dos melhores, pois a esperada resistência do núcleo aecista à pré-candidatura do ex-governador de São Paulo tem sido confirmada. Ao que tudo indica, assim como em 1930, quando a reação de Minas inviabilizou a eleição do paulista Júlio Prestes para a Presidência da República, na disputa desse ano o comportamento do eleitorado mineiro tende novamente a ser decisivo. Entre a pré-candidata de um governo altamente bem avaliado e que, além de tudo é mineira, e o pré-candidato paulista, ao que tudo indica os mineiros ficarão com a primeira opção.

Considerações importantes:
01)É preciso atentar que Minas deve ser o fiel da balança se mantido o atual quadro de equivalência das vantagens de Dilma no Nordeste e Norte/Centro-Oeste e de Serra em São Paulo e no Sul. Qualquer movimento de abertura de vantagem relativa por um dos dois pré-candidatos desloca a centralidade da disputa em Minas Gerais. Por exemplo, a vantagem de Dilma no Nordeste, Norte e Centro-Oeste se torna superior à de Serra em São Paulo e Sul, a petista tem maiores chances de vitória mantido o cenário de empate em Minas e essa mesma lógica, aplicada o lado de Serra, também é verdadeira.

02) Pouco tempo depois da publicação deste texto, as cúpulas do PT e do PMDB mineiros chegaram a um acordo e definiram que o candidato único governista ao Estado será Hélio Costa, sendo o petista Fernando Pimentel candidato ao Senado. É possível também que o PT indique o nome do vice de Hélio Costa, devendo ser Patrus Ananias (que disputou as prévias com Pimentel) ou o deputado federal Virgílio Guimarães. A solução consensual entre PT e PMDB em Minas amplia ainda mais o cenário favorável a Dilma no Estado, como explicado no texto acima.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sensus mostra empate técnico de Dilma e Serra em Minas, com ligeira vantagem da petista

A pré-candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República segue em ritmo de crescimento contínuo dos maiores colégios eleitorais do país. Após o Ibope revelar que a ex-ministra lidera com folga a disputa presidencial entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, o instituto Sensus mostrou um empate técnico entre Dilma e o seu principal adversário, o tucano José Serra, no segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Neste sentido, de acordo com o levantamento Sensus, a petista aparece com 35,9% das intenções de voto em Minas, ligeiramente à frente de Serra, com 34,9%.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, atinge 6,9% das intenções de voto, enquanto os outros pré-candidatos têm juntos 2,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 19,3%, segundo levantamento do Sensus. Na pesquisa espontânea, contudo, Dilma amplia sua vantagem sobre Serra, sendo lembrada por 21,7% dos eleitores mineiros, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 18,8% neste cenário. Contudo, como 8,5% dos entrevistados citaram espontaneamente intenção de voto no presidente Lula, o potencial de voto espontâneo de Dilma sobe para 30,2%. Ainda no levantamento espontâneo, Marina atinge 3,2%, enquanto o percentual de brancos, nulos e indecisos é de 44,1%.

Cenários na disputa pelo Palácio da Liberdade
O Sensus também pesquisou as intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais para o governo do estado. No primeiro cenário pesquisado, sem o nome do ex-ministro das Telecomunicações Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), lidera a disputa com 27,7% das intenções de voto, sendo seguido pelo atual governador Antonio Anastasia (PSDB), com 21,4%. Os outros pré-candidatos somam, juntos, 14,3% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 36,6%, de acordo com o levantamento do instituto Sensus.

Já no segundo cenário, sem o nome de Fernando Pimentel, o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa, atinge 31,1% das intenções de voto, contra 20,5% de Anastasia. Os outros candidatos somam juntos 15,8% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 32,6%. Na pesquisa espontânea, Pimentel é lembrado por 10,2% dos eleitores mineiros, sendo seguido por Anastasia, com 9,2%. Em terceiro lugar, com 7,5%, aparece Hélio Costa. É interessante destacar que nesta simulação 7,2% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador do estado, Aécio Neves. O percentual de brancos, nulos e indecisos atinge 60,9% no levantamento espontâneo.

O Instituto Sensus realizou 1.500 entrevistas entre os dias 27 e 29 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Partido dos Trabalhadores e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13.361/2010. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Em Minas, Vox Populi aponta empate técnico de Dilma e Serra

Os números da pesquisa Vox Populi divulgados na noite desta terça-feira, 18, sobre a corrida eleitoral em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, trouxeram um cenário bastante otimista para a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Neste sentido, o levantamento mostrou um forte crescimento da petista, reduzindo significativamente sua diferença em relação ao adversário José Serra (PSDB). Pelo tamanho do seu eleitorado, muitos analistas políticos acreditam que Minas será o fiel da balança nessas eleições.

De acordo com o levantamento, Dilma tem 35% das intenções de voto em Minas Gerais, contra 39% de José Serra. Como a margem de erro da pesquisa Vox Populi é de 3,5 pontos percentuais, podemos dizer que a petista e o tucano estão tecnicamente empatados. Na Vox Populi feita em janeiro, Serra aparecia com 43% das intenções de voto contra 28% de Dilma. Enquanto isso, Marina Silva (PV) alcançou 10% das intenções de voto na pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3 pontos percentuais acima do nível alcançado em janeiro (7%). Brancos e nulos somaram 7%, enquanto 9% não sabem ou não quiseram responder.

Lula transfere mais votos que Aécio
O cenário torna-se ainda mais otimista para a candidatura petista se levarmos em conta os dados da Vox Populi sobre a transferência de votos do presidente Lula. Neste sentido, o levantamento mostra que 24% dos mineiros declararam que votarão com certeza no candidato apoiado pelo presidente, enquanto 37% afirmaram que poderiam votar dependendo do nome. Por outro lado, 10% dos entrevistados em Minas declararam que não votaram de jeito nenhum no candidato apoiado por Lula e 26% afirmaram que não levarão em conta a opinião do presidente.

A Vox Populi também testou a transferência de votos do ex-governador de Minas, Aécio Neves. De acordo com o levantamento, apenas 10% dos mineiros afirmaram que votarão com certeza no candidato a Presidente apoiado por Aécio, enquanto 46% declararam que podem votar no candidato apoiado pelo ex-governador, mas depende do nome. Em contrapartida, 11% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado por Aécio, enquanto 29% declararam não levar em conta a opinião do ex-governador.

Cenário estadual: disputa pelo Palácio da Liberdade
Na corrida pelo governo do Estado de Minas Gerais, o levantamento do Vox Populi testou dois cenários distintos: um sem o pré-candidato do PT, Fernando Pimentel, e o outro sem o pré-candidato do PMDB, Hélio Costa. No cenário em que não aparece o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Hélio Costa alcança 45% das intenções de voto, contra 17% de Antonio Anastasia (PSDB). Outros pré-candidatos somam 5% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos alcançam 10%. Uma parcela de 23% dos entrevistados afirmou que não sabe ou não quis responder.

No segundo cenário, em que não aparece o nome do ex-ministro das Telecomunicações, o petista Fernando Pimentel alcança 35% das intenções de voto, contra 21% de Anastasia. Os outros pré-candidatos somam 6%. Brancos e nulos, por sua vez, alcançam 11% e 27% não souberam ou não quiseram responder. Vale destacar que o Vox Populi ouviu 800 pessoas em 45 cidades mineiras entre os dias 8 e 12 de maio. A pesquisa foi protocolada no TRE/MG com o número 25760-10 e no TSE, 11321-10.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Petiscos do dia - 13 de abril



Dilma destaca papel do Nordeste na economia brasileira: em seu discurso feito na Câmara Municipal de Fortaleza (CE), na noite de segunda-feira, 12, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, destacou a importância do Nordeste e seu papel no desenvolvimento do país. Na ocasião, Dilma foi homenageada pelos vereadores da capital cearense, recebendo o título de “cidadã fortalezense”.

Em seu discurso, a petista mostrou que o governo Lula não é uma continuidade de governos anteriores e representa uma mudança radical em relação aos modelos que eram seguidos anteriormente. A ex-ministra destacou também que a região Nordeste tem uma importância fundamental para a economia brasileira e que, durante a crise de 2008/2009, o Brasil conseguiu sair rapidamente justamente devido ao consumo e investimento crescentes na região.

A pré-candidata lembrou também que a renda do nordestino cresceu em média 77% ao longo do governo Lula e que a região, sobretudo o estado do Ceará, tem contribuído positivamente com a economia brasileira através da geração de novos postos de trabalho. Dilma também comentou a importância do gasoduto que liga Fortaleza a Porto Alegre (RS). A petista ainda destacou a importância do Bolsa Família, da política de valorização do salário mínimo e do aumento do crédito para a economia brasileira em geral.

Cid Gomes terá apoio de Dilma no Ceará: em sua visita ao Ceará, Dilma também aproveitou para se encontrar na manhã desta terça-feira, 13, com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição. No encontro, que aconteceu com a presença do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, Dilma garantiu a Cid o apoio à sua candidatura, conforme foi anunciado pela ex-ministra em almoço realizado no Hotel Gran Marquise, no início da tarde.

No período da tarde, Dilma realizou palestra no Hotel Gran Marquise, destacando que “hoje temos esperança de quem está vivendo um período de transformação no nosso país”. A ex-ministra também declarou que o governo Lula passou “a olhar o Brasil com olhar nordestino e o Nordeste com os olhos que os nordestinos mereciam”. A pré-candidata voltou a destacar que a região liderou a geração de empregos com carteira assinada ao longo do governo Lula.

Aprovação de Lula é de 72,8%, revela pesquisa Sensus: uma pesquisa feita pelo Instituto Sensus e divulgada nesta terça-feira mostrou que a aprovação do presidente Lula segue bastante elevada. De acordo com o levantamento, o governo Lula possui aprovação de 72,8%, contra 20,2% que consideram o governo regular e 5,9% que avaliam negativamente. Na pesquisa anterior, a aprovação do presidente Lula era de 71,4%.

O levantamento também mostra que os programas sociais do governo Lula tiveram nota de 6,5, numa escala de 0 a 10. Em seguida vem a educação (6,1), habitação (5,8), geração de empregos (5,6), obras públicas (5,4), saúde (5,2), estradas (5,1) e segurança (4,6). As informações são da Folha Online.

PT realizará prévias em Minas: com o prazo encerrado na segunda-feira, 12, para inscrição das pré-candidaturas ao governo do estado de Minas Gerais, o PT anunciou que realizará prévias para a escolha do nome que o partido vai lançar na disputa pelo Palácio da Liberdade. Disputarão a indicação o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. A inscrição da chapa de Patrus foi feita na semana passada, no dia 5, enquanto Pimentel inscreveu sua candidatura de última hora, na própria segunda-feira, 12.

As prévias ocorrerão no dia 2 de maio, segundo informações do PT mineiro. Nos dias 21, 22 e 23 de maio ocorre o encontro estadual do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais, para confirmação do nome escolhido através das prévias.

Aliados de Serra se reúnem para definir estratégia: do lado demo-tucano, os partidos aliados à candidatura de José Serra (PSDB) ao Planalto também se reúnem para definir qual estratégia tomar nessa fase de pré-campanha. Neste sentido, os presidentes do PSDB, DEM e PPS tiveram uma reunião nesta tarde, onde decidiram que revidarão todas as afirmações do campo governista feitas contra Serra ou o governo FHC.

Contudo, o pré-candidato deverá ser poupado e as “respostas” deverão partir da coordenação da campanha tucana. Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, declarou que os três partidos precisam falar “a mesma língua” nessa fase de pré-campanha. “A ideia é ter sempre gente nossa para fazer o enfrentamento parlamentar. Por incrível que pareça, isso às vezes não funciona bem”, declarou o tucano.