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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Esmagadora maioria dos brasileiros acredita que Dilma será melhor ou igual a Lula

A maioria da população brasileira está bastante otimista com relação ao governo Dilma, que terá início dentro de duas semanas. É o que revela a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 16. De acordo com os números apresentados, nada menos que 62% dos entrevistados afirmaram que o governo da Presidente eleita Dilma Rousseff (PT) deverá ser ótimo ou bom, enquanto 19% têm expectativas que seja um governo regular. Apenas 9% dos entrevistados declararam que o novo governo deve ser ruim ou péssimo,ao passo que 11% não souberam ou não quiseram opinar.

Quando analisados de forma segmentada, os dados revelam que o otimismo é maior na região Nordeste, onde o índice dos que consideram que Dilma fará um governo ótimo ou bom atinge 70%. Por outro lado, o desempenho menos otimista fica, como era de esperar, com as regiões Sul e Sudeste, onde os que avaliam que o próximo governo será ótimo ou bom totalizam 58%. De qualquer forma, é interessante observar que a expectativa positiva em relação ao governo Dilma fica 6 pontos percentuais acima da própria votação da Presidente eleita, que venceu o 2º turno da eleição, no dia 31 de outubro, com 56% dos votos válidos.

Para 76%, Dilma será melhor ou igual a Lula
O cenário de otimismo em relação ao novo governo é confirmado quando observamos a comparação entre o governo Dilma e o governo Lula: segundo a pesquisa CNI/Ibope, 18% dos entrevistados acreditam que Dilma fará um governo melhor que Lula, ao passo que 58% dos entrevistados esperam que o governo da Presidente eleita seja igual ao de Lula. Considerando que essa mesma CNI/Ibope revelou que o governo Lula tem aprovação de 80% da população, podemos considerar que a expectativa de que o governo Dilma seja igual ao governo Lula é algo bastante positivo.

Ou seja, 76% dos entrevistados consideram que Dilma fará um governo melhor ou igual a Lula. Nesta comparação, novamente o Nordeste lidera o otimismo: para 79% dos nordestinos, o governo Dilma será melhor ou igual ao governo Lula. No Sudeste, o percentual de entrevistados que tem essa mesma avaliação é de 76%, de açodo com a CNI/Ibope. Vale a pena destacar que, no cômputo total, apenas 14% dos entrevistados declaram que o governo Dilma deve ser pior que o governo Lula, ao passo que 10% não souberam ou não quiseram opinar.

Saúde deve ser a principal prioridade da Presidente eleita
O levantamento CNI/Ibope também trouxe informações sobre o que a população acha que deve ser tratado de forma prioritária pelo novo governo. Os dados revelam que saúde é apontado como tema prioritário para pouco mais da metade dos entrevistados – 51%. Em segundo lugar, com 11%, aparece educação, seguido de segurança pública, com 7%. Combate às drogas e combate à fome e à miséria aparecem, cada um, com 6% das citações. Pautas que vêm sendo cobradas por diversos setores da sociedade civil organizada e dos próprios movimentos sociais, não tiveram destaque no ranking de prioridades apontadas pela população.

Para se ter uma idéia, a Reforma Política é considerada prioritária para apenas 1% dos entrevistados, mesmo percentual alcançado pela Reforma Trabalhista. Outras reformas – como a agrária, a da previdência e a tributária – sequer pontuaram no levantamento feito pela CNI/Ibope. É interessante observar que os avanços conquistados pelo governo Lula podem ser claramente observados por uma mudança na prioridade de pauta quando confrontamos o levantamento divulgado nesta quinta-feira com uma pesquisa CNI/Ibope feita em dezembro de 2002, a poucos dias do então Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tomar posse.

Naquela ocasião, a prioridade apontada por 43% dos entrevistados era promover o crescimento e a geração de empregos. Em segundo lugar, aparecia o combate à inflação, com 29%, enquanto a promoção de políticas sociais aparecia com 10%. Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, geração de empregos é apontada como prioridade para apenas 4% dos entrevistados. O fato de estes itens não terem mais destaque na lista de prioridades da atual pesquisa CNI/Ibope revela que, para o brasileiro, eles já constituem uma pauta cuja conquista foi consolidada ao longo dos oito anos do governo Lula, de forma que agora as prioridades são menos macroeconômicas e mais setoriais, por assim dizer.

A pesquisa CNI/Ibope foi feita entre os dias 4 e 7 de dezembro, em 140 municípios de todas as regiões brasileiras. Foram entrevistadas 2002 pessoas e a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Para maioria dos brasileiros, partidos políticos e Congresso não são indispensáveis à democracia

A divulgação do Latinobarômetro, pesquisa feita anualmente com mais de 20 mil entrevistas em 18 países da América Latina, trouxe resultados muito satisfatórios no que se refere à percepção da democracia na região. De uma maneira geral, pode-se dizer que a democracia atinge nos países latino-americanos o seu melhor momento em 15 anos de pesquisa. Ao mesmo tempo em que se constatou essa melhora generalizada, vericaram-se também algumas incongruências no que diz respeito à percepção da população de alguns países sobre o que é democracia – e o Brasil é um desses países.

Sobre a percepção da democracia no continente e no Brasil especificamente, vale a pena destacar os resultados de alguns indicadores medidos pelo Latinobarômetro. No indicador geral – denominado “apoio à democracia” – apurou-se que 61% dos entrevistados em toda a América Latina afirmaram que “a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo”. Venezuela (84%), Uruguai (75%) e Costa Rica (72%) são os três países que lideram esse ranking de apoio à democracia. O Brasil aparece bem mais abaixo na lista de países – aqui, apenas 54% dos entrevistados declararam ser a democracia preferível a outras formas de governo. O desempenho do país melhora quando se avalia o indicador “churchilliano”.

Neste indicador, os entrevistados têm que se posicionar com relação à frase atribuída ao ex-primeiro ministro britânico, Winston Churchill, de que “a democracia pode ter problemas, mas é a melhor forma de governo”. De acordo com o Latinobarômetro, 77% dos entrevistados em toda América Latina estão concordam com essa afirmação – no Brasil este percentual sobe para 81%. Percebe-se, aqui, o quanto o conceito de democracia ainda é difuso para os brasileiros: vale dizer que dentre os 18 países pesquisados, o Brasil foi o que apresentou maior diferença no indicador “apoio à democracia” e “democracia churchilliana” – 27 pontos percentuais (54% a 81%).

Congresso e partidos não são indispensáveis
Alguns indicadores específicos, por sua vez, ratificam o quanto o conceito de democracia ainda não é suficientemente maduro no Brasil. Chama especial atenção o indicador denominado “legitimidade do Congresso”. Este indicador foi auferido com base em uma questão feita aos entrevistados: “há quem diga que sem Congresso Nacional não pode haver democracia, mas há outras pessoas que dizem que a democracia pode funcionar sem o Congresso Nacional. Qual dessas frases está mais próxima da sua maneira de pensar?”. Em toda a região, 59% afirmaram que sem Congresso não pode haver democracia.

No caso do Brasil, contudo, o percentual que afirmou que sem Congresso Nacional não pode haver democracia foi de apenas 43%, o segundo pior desempenho entre todos os países da região, ficando atrás apenas do Equador (onde 40% têm essa opinião). Esse indicador mostra o quanto o Congresso Nacional está desacreditado no Brasil e reforça a urgência de uma ampla reforma política no Brasil. Afinal de contas, são percepões como esta entre a população que reforçam o processo de judicialização da política, que temos visto recentemente no Brasil. Para saber mais sobre esse processo de judicialização da política, clique aqui.

Outro indicador que chama bastante atenção é o de “legitimidade dos partidos políticos”. Semelhantemente à questão feita sobre o Congresso Nacional, neste caso os entrevistados tinham que se posicionar a respeito das afirmações: “há quem diga que sem partidos políticos não pode haver democracia, e outros que dizem que a democracia pode funcionar sem partidos políticos. Qual frase está mais próxima da sua maneira de pensar?”. Aqui, 59% dos entrevistados em toda América Latina afirmaram que “sem partidos políticos não pode existir democracia” – no Brasil este índice caiu para apenas 44%.

No Brasil, 49% estão satisfeitos com democracia
Considerando estas respostas, o Latinobarômetro produziu um índice de “legitimidade da democracia”, agrupando a percepção dos entrevistados em alta, média e baixa legitimidade. De acordo com os resultados, para 22% da região a democracia tem uma baixa legitimidade (ou seja, nem partidos políticos nem Congresso são indispensáveis), para 46% a democracia tem uma legitimidade média e para 32% tem uma alta legitimidade. Assim, a diferença do percentual de pessoas para quem a democracia tem alta legitimidade e aquelas para as quais a democracia tem baixa legitimidade é de 10 pontos percentuais, na média regional.

No caso específico do Brasil, para 32% dos entrevistados a democracia tem baixa legitimidade, enquanto que para 47% tem legitimidade média e para 21% tem alta legitimidade. Muito próximo do Brasil está o México: segundo o Latinobarômetro, para 31% dos mexicanos a democracia tem baixa legitimidade, para 49% tem legimitidade média e para 21% alta legitimidade. Essa dispersão dos diversos indicadores relacionados à percepção do brasileiro sobre democracia chamou atenção do próprio Latinobarômetro, especialmente quando confrontou-se esse indicador de “legitimidade da democracia” com o “indicador churchilliano”, mencionado anteriormente.

No que diz respeito à “satisfação com a democracia”, 44% dos latino-americanos afirmaram estarem satisfeitos ou muito satisfeitos com a democracia – índice que sobe para 49% no caso do Brasil. É interessante notar que no caso do nosso país, o índice de satisfação com a democracia encontra-se bastante próximo do índice de satisfação com economia, 47%. A média do indicador de satisfação com a economia em todos os países da América Latina é de 30%, segundo o Latinobarômetro. Assim, uma questão que pode ser levantada aqui é até que ponto o índice de satisfação com a democracia, no caso brasileiro, não está colado ao índice de satisfação com a economia.

Afinal de contas, é pertinente pensarmos que a satisfação do brasileiro com a economia pode “contaminar” sua avaliação sobre a democracia. De qualquer forma, os dados, apesar de trazerem revelações muito boas, também trazem outra que mostram que o Brasil ainda tem muito a avançar no que diz respeito à consolidação da democracia. O conceito de democracia, mostram os dados, ainda não é suficientemente maduro no nosso país – haja vista o elevado percentual de brasileiros que declararam que é possível ter democracia sem Congresso Nacional e sem partidos políticos. Certamente, é um importante indício que reforça a urgência da Reforma Política em nosso país.

sábado, 3 de julho de 2010

Ibope mostra Dilma e Serra empatados, após massiva exposição do tucano na TV

Pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na noite deste sábado, 3, mostrou a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, empatada com o seu principal oponente, o tucano José Serra, ambos com 39% das intenções de voto. Os números causam um certo estranhamento, à medida que na semana anterior a esta coleta de dados o Ibope divulgou pesquisa mostrando Dilma com uma vantagem de 5 pontos percentuais em relação a Serra. Vale lembrar que na pesquisa CNI/Ibope, divulgada no dia 23 de junho, a petista aparecia com 40% das intenções de voto e o tucano com 35%.

Além de mostrar uma recuperação de Serra e o novo cenário de empate com Dilma, o Ibope revelou que Marina oscilou positivamente dentro da margem de erro, para 10% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6% e os eleitores indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, o tucano também apresentou uma recuperação, empatando novamente com Dilma ao passar de 38% para 43%. Enquanto isso, a petista se movimentou dentro da margem de erro, de 45% para 43%, de acordo com os dados apresentados neste levantamento. Brancos e nulos somaram 8%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos foi de 7%.

Maior exposição de Serra nos últimos dias
A recuperação ensaiada por Serra e traduzida nos números da recente pesquisa Ibope era mais do que esperada, haja vista a forte exposição do candidato nos últimos dias. Durante a última semana, o PSDB exibiu suas inserções que deram foco total ao tucano, destacando sua carreira política. Além disso, deve-se destacar que desde o dia 27, data que coincide com o início da pesquisa de campo, o candidato tucano teve amplo destaque no noticiário, por conta da novela em torno da escolha do seu vice.
Naquela data, teve início o desentendimento entre PSDB e DEM, após os tucanos terem indicado o nome de Álvaro Dias para vice de Serra. Dessa maneira, pode-se dizer que o eleitor “fixou” mais o nome de Serra ao longo destes últimos dias, até mesmo porque não houve inserções de Dilma no período. O Ibope ouviu 2002 eleitores entre os dias 27 e 30 de junho em 140 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 17245/2010.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Datafolha: independente do voto, mais eleitores acreditam na vitória de Dilma do que de Serra

Apesar do empate técnico entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato tucano, José Serra, mostrado pela pesquisa Datafolha nesta sexta-feira, 2, grande parte dos entrevistados acredita em uma vitória de Dilma nestas eleições. De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados, independentemente de sua intenção de voto, acreditam que Dilma será vitoriosa nas eleições de outubro, enquanto apenas 33% afirmam que Serra ganhará as eleições e 21% afirmam não saber. O favoritismo da candidata do PT é apontado principalmente por parte do eleitorado masculino, com escolaridade superior e renda acima de 10 salários mínimos por mês.

Neste sentido, os números do Datafolha revelam que 52% dos homens acreditam que a ex-ministra vencerá as eleições de outubro, ao passo que 55% dos eleitores com ensino superior têm essa mesma visão. Dilma é apontada como vencedora do pleito também por 52% dos entrevistados que ganham mensalmente acima de 10 salários mínimos. Enquanto isso, o favoritismo de Serra é visto principalmente na região Sul, onde 40% acreditam que ele será o próximo presidente da República. Como era de se esperar o maior favoritismo de Dilma se dá entre os seus eleitores: 83% dos entrevistados que declaram voto em Dilma acreditam que ela será a vencedora das eleições de outubro.

Dos entrevistados que declararam voto em José Serra, apenas 65% acreditam que ele será vitorioso. Essa percepção dos eleitores entrevistados pelo Datafolha de que Dilma tem um maior favoritismo do que Serra na disputa presidencial é bem positiva para a campanha petista, uma vez que os eleitores indecisos ou mesmo aqueles que declaram que podem mudar o voto tendem a ser influenciados de alguma forma por essa tendência de vitória de um candidato. Naturalmente devem-se levar em conta outros aspectos que moldam a orientação do voto do eleitor inicialmente indeciso, mas é inegável o forte peso que se tem a percepção de que determinada candidatura deve ser vitoriosa.

Maior parte dos votos indecisos tende a Dilma
Outro aspecto interessante revelado pela pesquisa Datafolha diz respeito à solidez da decisão de voto. Neste sentido, o levantamento mostra que 71% dos eleitores se declararam totalmente decididos quanto ao seu voto. A cristalização do voto é maior ainda dentre os eleitores que declararam voto em Dilma: segundo os números do Datafolha, de todos os entrevistados que afirmaram votar em Dilma, 78% disseram que estão com seu voto totalmente decidido. Enquanto isso, dentre aqueles que declararam voto no candidato tucano, 70% afirmaram que estão com voto definido, ao passo que entre os eleitores de Marina Silva, 58% afirmaram estar com voto totalmente definido.

Por outro lado, 26% dos entrevistados declararam que ainda podem mudar o seu voto e aqui o Datafolha traz mais uma boa notícia para a campanha petista. De acordo com o levantamento, em caso de mudança de voto, Dilma deve ser a maior beneficiada, recebendo 28% dos votos, contra 24% de Serra e 23% de Marina. Enquanto isso, 18% declararam que não sabem em quem votariam. É interessante destacar que boa parte desses eleitores indecisos está na faixa etária dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, onde 37% afirmam que ainda podem mudar o seu voto.

O Datafolha mostra também que o apoio do Presidente Lula continua tendo forte peso na decisão dos eleitores. De acordo com o levantamento, 41% dos entrevistados afirmaram que votarão com certeza em um candidato apoiado por Lula, enquanto 24% declaram que podem votar em um candidato apoiado pelo Presidente. Por outro lado, 28% declaram que não votariam em um candidato apoiado por Lula. Segundo o levantamento, 75% dos entrevistados declararam que Dilma é a candidata apoiada pelo presidente Lula, sendo que essa identificação foi maior nas regiões Norte/Centro-Oeste (77%) e menor no Nordeste (72%), de acordo com os números da pesquisa.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho em 163 municípios de todo o Brasil. Foram feitas ao todo 2.658 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Essa pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 17162/2010.

Em descompasso com outras pesquisas, Datafolha mantém empate entre Dilma e Serra

Contrariando a tendência apresentada pelas pesquisas dos institutos Vox Populi e Ibope, que dão vantagem à candidata do PT Dilma Rousseff, o instituto Datafolha divulgou, na madrugada desta sexta-feira, 2, uma nova pesquisa de intenções de voto, revelando empate técnico entre a petista e o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com os números do Datafolha, Serra tem 39% das intenções de voto contra 38% de Dilma, empatados tecnicamente, uma vez que a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais. Em relação ao último levantamento, feito em maio, o tucano e a petista oscilaram também dentro da margem de erro.

A candidata do PT, Marina Silva, também se movimentou dentro da margem de erro, porém negativamente, passando de 12% para 10%, ao passo que votos brancos e nulos somaram 4%, enquanto o percentual de eleitores indecisos foi de 8%. De uma maneira geral, pode-se dizer que Serra foi beneficiado pelas exposições freqüentes que teve nos programas partidários do DEM, PPS, PTB e PSDB ao longo do mês de junho, nos quais ele foi protagonista em todas. Ao contrário de maio, quando apenas 29% declaravam ter visto algum programa de Serra e 37% de Dilma, neste levantamento do Datafolha 50% dos entrevistados declararam ter visto algum programa do tucano, contra 34% da petista.

Serra tem a maior rejeição
Naturalmente, essa maior exposição de Serra contribui para uma movimentação positiva dentro da margem de erro, já que os eleitores assistem ao programa e fixam o nome do tucano, especialmente pelo fato de que houve poucas inserções de Dilma neste mês. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela em que não são apresentados nomes aos eleitores, Dilma lidera, sendo lembrada por 22% dos entrevistados (avanço de 3 pontos percentuais), enquanto Serra aparece com 19% (crescimento de 5 pontos percentuais). É interessante destacar que 5% declaram voto no presidente Lula, enquanto 4% afirmam que votarão no candidato do presidente Lula, o que eleva o potencial de voto espontâneo em Dilma para 31%. A candidata do PV é lembrada por apenas 3%.

O cenário de empate técnico entre Dilma e Serra se repete também na simulação de um segundo turno entre os candidatos, de modo que o tucano alcança 47% das intenções de voto e a petista 45%, de acordo com os números do Datafolha. Brancos e nulos somam 5% e os eleitores indecisos são 4%. O tucano lidera, contudo, quando o assunto é rejeição: 24% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em José Serra, ao passo que apenas 20% declaram não votar em Dilma. A rejeição de Marina Silva, por sua vez, é de 14%,segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

Serra cresce 12 pontos no Sul, segundo Datafolha
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Datafolha, constataremos que os dados referentes às intenções de voto por região destoam dos demais institutos. Na região Sul, por exemplo, o Datafolha apurou que Serra lidera com 50% das intenções de voto, contra 32% de Dilma. Em relação ao levantamento de maio, o tucano teria subido nada menos que 12 pontos percentuais na região, enquanto a petista teria caído 3 pontos percentuais. Vale destacar que na pesquisa Ibope Serra aparece com 42% no Sul, enquanto na Vox Populi o percentual de votos do tucano na região é de 44%, segundo os mais recentes levantamentos, divulgados na última semana.

Na região Nordeste, por outro lado, Dilma leva a melhor e registra 47% das intenções de voto, contra 30% de Serra. A petista cresceu 3 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou os mesmos 3 pontos percentuais. No Norte/Centro-Oeste, a ex-ministra avançou 2 pontos percentuais para 42% e o ex-governador de São Paulo registrou avanço de 4 pontos percentuais para 38%. No Sudeste, por sua vez, que agrega os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), Dilma tem 33% enquanto Serra tem 43%. Vale destacar que no Ibope e no Vox Populi, o tucano aparece com 37% das intenções de voto na região Sudeste.

A pesquisa Datafolha foi feita entre os dias 30 de junho e 1º de julho, tendo sido entrevistados 2.658 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vox Populi confirma dianteira de Dilma, com quase o dobro de votos de Serra no Nordeste

Em sintonia com a pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada, o Instituto Vox Populi divulgou nesta terça-feira, 29, seu levantamento referente à disputa presidencial, mostrando liderança da candidata do PT Dilma Rousseff. De acordo com a Vox Populi, Dilma lidera a corrida presidencial, com 40% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre seu principal oponente, o tucano José Serra, que pontuou 35%. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, a petista avançou 2 pontos percentuais, enquanto o tucano permaneceu estável.

A candidata do PV, Marina Silva, também ficou estável frente ao levantamento de maio, com 8% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 5%, ao passado que os eleitores indecisos ficaram em 11%, segundo os dados divulgados pelo levantamento. É interessante destacar que na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde o eleitor declara o seu voto sem ter acesso a uma lista de nomes, Dilma também leva a melhor, sendo lembrada por 26% dos entrevistados, contra 20% de Serra. No cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista também leva a melhor, com 44% das intenções de voto, contra 40% do tucano.

Dilma tem liderança isolada no Nordeste
Se analisarmos o corte regional da pesquisa Vox Populi poderemos constatar que a candidata do PT amplia sua vantagem no Nordeste, onde alcança 52% das intenções de voto, o que dá a ela quase o dobro dos votos de Serra, que tem 27% na região. Na região Norte, a petista também leva a melhor, com 39% das intenções de voto, contra 33% do ex-governador de São Paulo. No Centro-Oeste, por sua vez, os candidatos encontram-se empatados, com o tucano registrando 42% das intenções de voto e a ex-ministra 41%, de acordo com os dados do levantamento.

Já na região Sul, Serra mantém a liderança, com 44% das intenções de voto, uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Dilma, que tem 33% das intenções de voto na região. No Sudeste, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – Serra registra 37% das intenções de voto, enquanto Dilma tem 34%. Contudo, como no corte regional a margem de erro é de 3 pontos percentuais (maior que a margem de erro do agregado da pesquisa, que é de 1,8 pontos percentuais), Dilma e Serra estão tecnicamente empatados no Sudeste.

É interessante destacar também que 81% dos entrevistados reconheceram Dilma como candidata do presidente Lula, de forma que aumentou também o percentual de entrevistados que conhecem bem ou têm alguma informação sobre Dilma. Em maio, 56% dos entrevistados declararam que conheciam bem ou tinham alguma informação sobre a petista, enquanto no levantamento de junho, este percentual avançou 9 pontos percentuais para 65%. No caso do tucano, o percentual de entrevistados que o conhecem bem ou têm alguma informação é de 78%, 3 pontos percentuais acima do patamar verificado em maio.

A pesquisa Vox Populi foi encomendada pela Rede Bandeirantes de Televisão, tendo entrevistado 3.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 24 e 26 de junho. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 16944/2010. A margem de erro do agregado é de 1,8 pontos percentuais.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Governo Lula segue bem avaliado na maioria das áreas pesquisadas pela CNI/Ibope

Além de revelar que a aprovação do governo Lula continua no nível recorde de 75% e que a aprovação pessoal do presidente Lula atinge a expressiva marca dos 85%, a mais recente pesquisa CNI/Ibope trouxe informações importantes sobre a avaliação dos eleitores a respeito das principais áreas temáticas do governo federal. Neste sentido, das nove áreas pesquisadas pelo Ibope (combate à fome/pobreza; combate ao desemprego; combate à inflação; educação; meio ambiente; taxa de juros; saúde; segurança pública e impostos), a aprovação do governo Lula foi superior à desaprovação em cinco delas, ficando empatada em uma e menor em três.

A área mais bem avaliada, neste sentido, é a de combate à fome e à pobreza, na qual 67% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope declararam aprovar a atuação do governo nesta área, ao passo que apenas 30% declararam desaprovar. Em seguida, tem destaque a avaliação do governo Lula no que se refere ao combate ao desemprego: neste item, uma expressiva parcela de 62% dos entrevistados declararam aprovar a forma com a qual o governo Lula vem desenvolvendo políticas públicas nesta área, enquanto 35% declaram não aprovar. No campo atuação do governo na área do meio ambiente, 57% dos entrevistados declaram aprovar o governo Lula, enquanto 36% não aprovam.

De igual maneira, 57% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação do governo Lula no que se refere ao combate à inflação, frente a 36% que desaprovam. Na educação, a avaliação do governo Lula também é positiva, haja vista que 56% dos entrevistados pela CNI/Ibope afirmaram que aprovam a atuação do governo Lula nesta área, contra 41% que desaprovam. Com relação à atuação do governo Lula em relação à taxa de juros, 45% dos entrevistados afirmaram que aprovam, mesmo patamar dos que declararam não aprovar as medidas tomadas pelo governo na área.

Áreas mal avaliadas são problemáticas desde 2002
Por outro lado, em apenas três áreas pesquisadas pelo Ibope, o percentual de desaprovação do governo Lula é superior ao percentual de aprovação. O destaque fica, neste sentido, para a área de segurança pública, onde 55% dos entrevistados afirmaram que desaprovam a atuação do governo Lula, ao passo que 41% declararam aprovar. É interessante destacar que esta área tem sido mal avaliada pelos brasileiros desde o governo FHC. Para se ter uma idéia, na pesquisa CNI/Ibope feita em junho de 2002, quando Fernando Henrique Cardoso ainda era presidente, 54% dos entrevistados naquela época afirmaram que a segurança pública piorou no país, enquanto 24% tinham dito que melhorou e 18% que ficou igual.

Na área da saúde podemos constatar esse mesmo movimento: no recente levantamento, divulgado na quarta-feira, 53% dos entrevistados afirmaram que desaprovam a atuação do governo Lula na área, contra 44% que aprovam. Se compararmos esse quadro com aquele averiguado em junho de 2002, quando o atual candidato José Serra era ministro da Saúde, do governo FHC, perceberemos que não houve alteração: naquele levantamento CNI/Ibope apenas 45% dos entrevistados afirmaram que a saúde melhorou no Brasil. Ou seja, Serra se gaba de ter sido um excelente ministro da Saúde, mas a verdade é que no período em que ele esteve à frente do ministério, uma expressiva parcela de brasileiros também criticava a atuação do governo na Saúde.

Outro dado interessante que vale a pena ser analisado: se visualizarmos o corte regional da pesquisa CNI/Ibope divulgada na quarta-feira, 23, perceberemos que a desaprovação da atuação do governo Lula na saúde é superior à aprovação apenas na região Sudeste, onde 63% dos entrevistados afirmam desaprovar e 34% afirmam aprovar. E o que tem isso a ver? Ora, dos quatro estados que compõem a região Sudeste, os dois maiores (São Paulo e Minas Gerais) são governados pelo PSDB, sendo que até março deste ano o próprio Serra governava São Paulo e, segundo dados do DataSUS, esses dois estados não vêm cumprindo a meta mínima de 12% dos recursos aplicados em saúde pública.

Isso permite constatar que a avaliação negativa da saúde no Brasil é explicada, em parte, pela avaliação ruim da atuação dos governos estaduais nessa área, especialmente, como dito, na região onde o PSDB governa os dois maiores estados. Não é exagero afirmar isto, uma vez que os estados são responsáveis pela aplicação das verbas do SUS, sendo que esse mesmo raciocínio vale para a área da segurança pública, que, constitucionalmente, é atribuição dos Estados e não propriamente do governo federal. A idéia de que uma parte da má avaliação na área da saúde decorre de fatores dos estados fica ainda mais plausível se levarmos em conta que no Norte/Centro-Oeste, Nordeste e Sul o percentual de aprovação da saúde é maior que o de desaprovação, segundo os dados do Ibope.

Outro detalhe que deve ser salientado: em um levantamento feito pelo Ibope em agosto de 2002, o instituto revelou que, para os eleitores, os três principais problemas do Brasil naquele momento eram: o desemprego (69%), a segurança pública (42%) e a Saúde (38%). Logo, percebemos que não adianta Serra dizer, como tem feito na TV e em suas entrevistas, que a saúde e a segurança pública pioraram no Brasil, pois eram áreas sensíveis também no governo FHC, do qual foi ministro da Saúde a maior parte do tempo. Por fim, voltando à pesquisa CNI/Ibope desta semana, no que se refere à atuação do governo Lula em relação aos impostos, 52% dos entrevistados desaprovam, ao passo que 41% aprovam.

Percebe-se, dessa maneira, que de um modo geral o resultado da pesquisa é muito favorável, pois mostra que em cinco das nove áreas pesquisadas a avaliação positiva do governo Lula é bem superior à avaliação negativa. Além disso, nas áreas onde a avaliação negativa predomina, os problemas são de longa data e, como dito anteriormente, sofrem influência das políticas dos governos estaduais, haja vista que das três áreas nesta situação, duas são de responsabilidade do governo do Estado. Assim, não adianta a oposição querer usar estas áreas para criticar o governo Lula, como tem feito, uma vez que quando o PSDB esteve no governo estas também foram áreas críticas, conforme revelam levantamentos anteriores.

CNI/Ibope: Dilma cresce em todas as regiões e tem maior parte de votos consolidados

Mais importante que a confirmação, pela mais recente pesquisa CNI/Ibope, da liderança da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial, com 40% das intenções de voto, é o cenário amplamente favorável para a candidatura petista que os cortes do levantamento nos revelam. Neste sentido, ao analisarmos as minúcias da pesquisa podemos visualizar um ambiente amplamente favorável a um processo de contínuo crescimento de Dilma, elevando, dessa forma, o favoritismo da ex-ministra nesta disputa eleitoral.

De uma maneira geral, podemos avaliar que, à medida que Dilma vai se tornando mais conhecida pelos eleitores e estes vão associando sua imagem ao presidente Lula, ampliam-se as intenções de voto na petista, especialmente nos segmentos de menor renda. Isso propicia o avanço da ex-ministra inclusive em regiões onde em levantamentos anteriores o seu principal adversário, o tucano José Serra, mantinha a liderança. Contudo, vamos nos atentar a três pontos fundamentais da pesquisa que nos permitem dizer com que, atualmente, Dilma é a favorita para a sucessão do presidente Lula:

01. Dilma tem o maior percentual de votos cristalizados: o primeiro aspecto que iremos analisar aqui se refere aos votos cristalizados de cada candidato, ou seja, o percentual de eleitores que já definiram o seu voto e afirmam que votarão com certeza neste ou naquele candidato. Neste quesito, Dilma leva a melhor por duas razões: o percentual de votos cristalizados da petista é superior ao dos outros dois principais postulantes do cargo (Serra e Marina); e a candidata do PT é a que tem, dentro de suas intenções de voto, o maior percentual consolidado, reduzindo, assim, a volatilidade de suas intenções de voto.

Vejamos: de acordo com o Ibope, 35% dos eleitores entrevistados afirmam que votarão com certeza em Dilma. Como a petista pontuou 40% neste levantamento, isto quer dizer que de todos aqueles que declararam voto na ex-ministra, 87,5% estão com seus votos já definidos em favor de Dilma. Dessa maneira, o percentual de votos “voláteis” seria de 12,5% do total declarado à petista. Enquanto isso, 29% dos eleitores entrevistados afirmaram votar com certeza em Serra, o que corresponde a 83% do universo de 35% dos eleitores que declararam voto no candidato tucano nesta pesquisa. Assim, do total pontuado pelo ex-governador de São Paulo nesta pesquisa, 17% seriam de votos “voláteis”.

Já no caso de Marina, 7% dos eleitores afirmaram que votarão com certeza nela, o que representa 78% do total de eleitores que declararam voto nela nesse levantamento. Se fizermos a análise sob o espectro dinâmico, perceberemos que Dilma foi a candidata que mais consolidou votos desde março, quando foi feito o último levantamento CNI/Ibope. Naquela ocasião, 29% dos eleitores afirmavam votar com certeza na petista, de forma que houve um ganho de 6 pontos percentuais até junho. No caso de Serra, em março ele aparecia com 27% dos votos cristalizados, de modo que ganhou apenas 2 pontos percentuais, ao passo que Marina não registrou oscilação, pois em março aparecia com os mesmos 7% de votos certos.

02. Dilma passa Serra no Sudeste: no corte regional da pesquisa CNI/Ibope podemos constatar também um favoritismo de Dilma. Isto porque a petista aparece à frente do tucano na região Sudeste, que agrega os três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 37% das intenções de voto no Sudeste, contra 36% de Serra, ligeiramente à frente dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, feito em março, o tucano aparecia com 15 pontos de vantagem sobre Dilma (40% a 25%), de forma que o movimento apurado por esta pesquisa é extremamente positivo para a petista.

Nas demais regiões, o quadro é o seguinte: no Nordeste, Dilma lidera com 47% das intenções de voto contra 30% de Serra; no Norte/Centro-Oeste a petista alcança 40% das intenções de voto frente a 34% do tucano e, no Sul, o ex-governador atinge 42% das intenções de voto, sendo a única região onde está à frente da ex-ministra, que aparece com 34% das intenções de voto. Devemos destacar aqui dois pontos: a liderança isolada de Dilma no Nordeste (que responde por 28% do eleitorado) e também a redução da vantagem de Serra no Sul (região que agrega 15% do eleitorado brasileiro). Percebe-se, aqui, que em todas as regiões brasileiras a petista tem firmado uma trajetória de crescimento consistente.

03. Apoio de Lula tem grande peso na decisão dos eleitores: outro ponto importante que amplia o favoritismo de Dilma nesta disputa é o elevado peso que o apoio do presidente Lula tem sobre a decisão de voto dos eleitores. Neste aspecto, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 48% dos eleitores afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, ao passo que apenas 10% afirmaram que preferem votar em um candidato da oposição. Por outro lado, 37% declararam que não levarão em conta na sua decisão de voto o apoio dado pelo presidente Lula a um determinado candidato.

Dentre os eleitores que afirmam que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, 90% situam-se na faixa de renda até 5 salários mínimos mensais. Para se ter uma idéia, dentre os eleitores que ganham até 1 salário mínimo, 62% afirmam que preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula. Se considerarmos a faixa de renda até 5 salários mínimos, nada menos que 52% dos eleitores neste intervalo de rendimento declararam preferência pelo candidato apoiado pelo presidente Lula, ampliando, assim, a margem de favoritismo de Dilma na sucessão presidencial.

É interessante ainda salientar que nas regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste e inclusive no Sudeste, o percentual de eleitores que preferem votar em um candidato apoiado por Lula é maior do que aqueles que dizem que não levarão em conta o apoio do presidente. Apenas na região Sul, o percentual de eleitores que declaram que não levarão em conta o apoio do presidente Lula é superior ao percentual dos que afirmam preferir o candidato apoiado pelo presidente. Isto nos mostra com clareza que o apoio do presidente Lula continua sendo um fator preponderante na escolha de grande parte dos eleitores brasileiros, o que favorece amplamente a candidatura de Dilma.

O que se percebe nestes pontos levantados é que Dilma tem obtido melhor êxito do que seus concorrentes na consolidação de votos, construindo cada vez mais uma candidatura sólida e com um favoritismo cada dia maior. Chegou-se a cogitar, no início da pré-campanha, que a disputa assumiria um caráter regional, mas o que se percebe no corte geográfico das recentes pesquisas, é que a petista tem crescido continuadamente em todas as regiões, inclusive no Sudeste, onde o tucano tinha ampla vantagem há alguns meses. Isso, sem dúvida, amplia consideravelmente o cenário de favoritismo de Dilma, especialmente se lembrarmos que ela começa a campanha em uma situação mais confortável que a seu principal adversário.

No Amazonas, Ibope revela liderança absoluta de Dilma, com 66% das intenções de voto

Pesquisa Ibope divulgada na noite de quarta-feira, 23, revelou que no estado do Amazonas a candidata do PT à Presidência da República isola-se na liderança da disputa presidencial, com ampla margem de votos. De acordo com o levantamento, Dilma alcança a expressiva marca de 66% das intenções de voto dos eleitores do Amazonas, contra 18% do seu principal adversário, o tucano José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, registrou 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somaram 3% e os eleitores indecisos, 4%.

Na pesquisa espontânea, isto é, naquela em que o eleitor declara sua intenção de voto sem que seja apresentada a ele uma lista de nomes, a liderança da petista também é absoluta: Dilma é lembrada por 48% dos eleitores do Amazonas, contra 12% de Serra. Neste cenário, a candidata do PV alcança 8%, enquanto brancos e nulos somam 2% e o percentual de eleitores que não souberam citar o nome de um candidato alcança 18%, segundo o levantamento do Ibope.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra leva a melhor: de acordo com os números do Ibope, ela alcança a significativa marca dos 72% das intenções de voto, contra 21% do ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 4%, ao passo que o percentual de eleitores indecisos é de 3%.

Omar Aziz lidera disputa pelo governo do Estado
No quadro da disputa estadual, o Ibope mostra que o atual governador Omar Aziz (PMN) pode ser reeleito já em primeiro turno. Isto porque Aziz alcança 51% das intenções de voto, enquanto o senador Alfredo Nascimento (PR), seu principal concorrente, registra 36% das intenções de voto. Outros candidatos atingem 2%, enquanto brancos e nulos somam 5% e o percentual de eleitores indecisos é de 6%. Na pesquisa espontânea, Omar Aziz também leva a melhor, sendo lembrado por 38% dos eleitores do Amazonas, contra 24% de Alfredo Nascimento. O percentual de indecisos nessa simulação é de 30%.

Em um quadro de segundo turno, o governador Omar Aziz seria reeleito com 51% dos votos, de acordo com o Ibope, e Alfredo Nascimento teria 38%. A pesquisa Ibope realizada entre os dias 12 e 17 de junho. Foram entrevistados 812 eleitores em todo o Estado e a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais. O registro no TSE foi feito sob o número de protocolo 16390/2010. O registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) foi feito sob o número de protocolo 14206/2010.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

No Tocantins, Dilma lidera com folga disputa presidencial, segundo Ibope

Em sintonia com o cenário nacional, no qual Dilma lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 23, a petista também abre vantagem sobre seu principal adversário, o tucano José Serra, entre o eleitorado do Tocantins. A constatação foi feita também pelo Ibope, em pesquisa divulgada no final da tarde. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma tem 44% das intenções de voto dos eleitores do Tocantins, 12 pontos percentuais à frente de Serra, que alcança 32%. A candidata do PV, Marina Silva, pontua 10% das intenções de voto, enquanto brancos e nulos somam 3% e indecisos 11%.

Na pesquisa espontânea, isto é, aquela que o eleitor cita sem o auxílio de uma lista de nomes a sua intenção de votos, Dilma também leva a melhor. De acordo com o Ibope, a ex-ministra é lembrada por 29% dos eleitores do Tocantins, enquanto o ex-governador de São Paulo pontua 17%. Marina Silva, por sua vez, atinge 3%. É interessante destacar que 9% dos eleitores do Tocantins citam o presidente Lula, ampliando, assim, o potencial do voto espontâneo em Dilma para 38%. Vale destacar que votos brancos e nulos neste cenário somam 6%, enquanto o percentual de eleitores indecisos continua elevado, em 35%.

O Ibope também checou dentre os eleitores do Tocantins a avaliação do governo Lula. De acordo com o levantamento, uma expressiva parcela de 89% dos eleitores do estado avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 8% avaliam como regular. Apesar 2% dos eleitores do Tocantins referem-se ao governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 1% não soube ou não quis responder. Em relação ao padrão de vida, 85% dos eleitores do Tocantins declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos, ao passo que apenas 13% disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, segundo o levantamento.

Disputa acirrada pelo governo do Estado
No que se refere ao quadro local, o Ibope apurou uma disputa acirrada pelo governo do Tocantins entre o atual governador, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), e o tucano Siqueira Campos. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira, Siqueira Campos alcança 40% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Gaguim, que atinge 38% das intenções de voto. O petista Paulo Mourão atinge 7% das intenções de voto, ao passo que brancos e nulos somam 6% e o percentual de eleitores indecisos alcança 9%.

O cenário, contudo, revela-se melhor para o atual governador, que tenta sua reeleição. Isto porque ele possui o menor índice de rejeição entre as principais candidaturas, com 22% dos eleitores declarando não votar de jeito nenhum em Gaguim. O candidato do PSDB, Siqueira Campos, possui rejeição de 29%, enquanto o petista Paulo Mourão possui o maior índice de rejeição, de 33%, segundo o levantamento do Ibope. Sobre a administração de Carlos Henrique Gaguim, 48% dos entrevistados classificaram-na como ótima ou boa, enquanto 30% a avaliaram como regular e 15% como ruim ou péssima. Segundo o Ibope, 8% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 19 e 21 de junho. Foram feitas ao todo 812 entrevistas no Estado do Tocantins. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TRE/TO sob número 6587/2010 e no TSE sob número 16391/2010.

Dilma abre vantagem sobre Serra e lidera corrida presidencial, revela CNI/Ibope

Em trajetória de forte crescimento desde o início da pré-campanha, a candidata do PT à Presidência da República lidera a corrida presidencial brasileira, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 23. De acordo com o levantamento, a petista atinge 40% das intenções de voto, um avanço de 7 pontos percentuais frente à pesquisa CNI/Ibope anterior, realizada em março. Em trajetória contrária, o seu principal adversário, José Serra (PSDB), recuou 3 pontos percentuais para 35% das intenções de voto.

A candidata do PV, Marina Silva, oscilou dentro da margem de erro para 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 10% não souberam ou não quiseram responder. Em outro cenário, onde são apresentados os nomes de todos os candidatos, Dilma também lidera, com 38% das intenções de voto contra 32% de Serra. Marina aparece com 7%, enquanto brancos e nulos somam 6,3% e eleitores indecisos atingem 13,8%. É interessante destacar que a pesquisa CNI/Ibope também revelou liderança de Dilma no cenário espontâneo, ou seja, naquele onde os eleitores declaram voto sem acesso a uma lista de nomes.

Neste cenário, a petista é lembrada por 22% dos eleitores, o que representa um crescimento de 8 pontos percentuais frente ao patamar registrado em março. O ex-governador de São Paulo, por sua vez, pontua 16%, avanço de 6 pontos percentuais na mesma comparação. O presidente Lula, que não pode concorrer ao cargo, é lembrado por 9% dos entrevistados, um recuo de 11 pontos percentuais frente a março, ao passo que Marina Silva pontua 3% no cenário espontâneo. O índice de eleitores indecisos neste quadro permanece elevado, em 40%, segundo o levantamento.

Dilma vence eleição no 2º turno
A pesquisa CNI/Ibope também trouxe uma simulação de segundo turno, confirmando o favoritismo da petista. Neste sentido, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a ex-ministra vence a eleição, com 45% das intenções de voto contra 38% do ex-governador de São Paulo. É interessante destacar que a petista avançou 6 pontos percentuais nesta simulação, enquanto o tucano recuou os mesmos 6 pontos percentuais em relação ao levantamento feito anteriormente, em março deste ano.

É interessante destacar que houve um crescimento também no percentual de eleitores que identificam Dilma como candidata do presidente Lula. De acordo com a pesquisa CNI/Ibope, 73% dos entrevistados afirmam que Dilma é a candidata de Lula, um percentual acima do registrado em março, quando esta associação era feita por 58% dos entrevistados. Outro ponto importante a ser destacado é que Dilma apresenta a menor rejeição dentre os candidatos, de 23% (um recuo de 4 pontos percentuais frente a março). Serra por outro lado apresenta rejeição de 30% (um avanço de 5 pontos percentuais no mesmo período).

A pesquisa Ibope foi feita sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre os dias 19 e 21 de junho. Foram entrevistados 2002 eleitores em 140 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dilma avança e empata tecnicamente com Serra no Mato Grosso, revela Ibope

A tendência de fortalecimento da candidatura de Dilma Rousseff, do PT, segue firme também no Mato Grosso, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, 18. De acordo com o levantamento, Dilma subiu 5 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em maio, alcançando 37% das intenções de voto entre os eleitores mato-grossenses. Em caminho contrário, o candidato tucano José Serra caiu 4 pontos percentuais, para 39% das intenções de voto. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais, a petista e o tucano estão tecnicamente empatados.

A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 9% das intenções de voto. Brancos, nulos e eleitores indecisos somam 14%. Na pesquisa espontânea, ou seja, naquela onde não são apresentados nomes aos entrevistados, Dilma leva a melhor, sendo lembrada por 21% dos entrevistados. Em seguida, vem o candidato tucano com 17%, enquanto a candidata do PV registra 3%. É interessante destacar que nesse cenário, 3% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula, elevando o potencial de voto espontâneo de Dilma para 24%. Brancos e nulos somaram 1% e os eleitores indecisos 54%, segundo o Ibope.

A pesquisa também revelou que o governo Lula segue com patamar elevado de aprovação no estado. De acordo com o Ibope, 84% dos eleitores do Mato Grosso avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 11% avaliam como regular. Apenas 5% dos entrevistados classificaram o governo Lula como ruim ou péssimo, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira.

PMDB e PSDB empatados na disputa estadual
O Ibope também apurou as intenções de voto dos eleitores do Mato Grosso com relação à disputa pelo governo do Estado. Os candidatos Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB) aparecem empatados, com 29% das intenções de voto. Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, Barbosa registrou um recuo de 2 pontos percentuais, enquanto Santos avançou os mesmos 2 pontos percentuais. O candidato do PSB, Mauro Mendes, avançou 2 pontos percentuais, de 15% para 17% neste levantamento. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto os eleitores indecisos atingem 20%.

Na pesquisa espontânea, Silval Barbosa e Wilson Santos também aparecem empatados, sendo lembrados por 12% dos entrevistados, cada um. O candidato do PSB, por sua vez, registra 6% neste cenário. Vale destacar que o percentual de indecisos quando a pergunta sobre o voto é feita de forma espontânea segue bastante elevado, atingindo 68%, de acordo com o Ibope. No que se refere à rejeição, o nome de Sinval Barbosa continua sendo o menos rejeitado (apesar de ter oscilado dois pontos percentuais), atingindo 14%. Os candidatos Mauro Mendes e Wilson Santos têm, ambos, um índice de rejeição de 19% (eram, respectivamente, 17% e 20% na pesquisa anterior).

A pesquisa Ibope foi contratada pela Televisão Centro América e realizada entre os dias 10 e 13 de junho, com 812 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso sob protocolo número 1602/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 14792/2010.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dilma amplia vantagem sobre Serra em Minas, revela Sensus

Se a oposição já tinha motivos de sobra para estar desesperada, agora ela tem um a mais. É que o instituto Sensus divulgou nesta terça-feira, 15, uma pesquisa de intenções de voto feita no segundo maior colégio eleitoral do país, o estado de Minas Gerais, revelando que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. Neste sentido, Dilma tem 37,3% das intenções de votos em Minas, contra 32,1% de Serra, confirmando uma trajetória de crescimento da petista frente a um recuo do tucano.

A candidata do PV, Marina Silva, alcançou 7,3% das intenções de votos entre o eleitorado mineiro. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 20,6%. Dilma leva a melhor também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados e estes dizem, de acordo com seu conhecimento e desejo, em quem irão votar. Neste cenário, a candidata do PT foi lembrada por 24,3% dos entrevistados, desempenho melhor que o do ex-governador de São Paulo, que foi lembrado por 18% dos entrevistados. Marina Silva, por sua vez, atingiu 4,2% das intenções de voto na pesquisa espontânea.

O instituto Sensus também simulou um segundo turno entre Serra e Dilma, mostrando uma disputa acirrada, com o tucano ligeiramente à frente da petista, mas dentro da margem de empate técnico. Assim, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 41,7% das intenções de voto, a ex-ministra chefe da Casa Civil alcança 40,5% das intenções de voto, segundo levantamento do Sensus.

Hélio Costa vence disputa pelo Palácio da Liberdade
O levantamento também investigou as intenções de votos dos eleitores de Minas para a sucessão do governo do estado. Vale lembrar que este é o primeiro levantamento feito por um instituto de pesquisa após o PT e o PMDB chegarem a um acordo e resolverem que o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB), será candidato único do governo Lula no estado de Minas. De acordo com os números do Sensus, Costa lidera com folga a corrida pelo Palácio da Liberdade, com 49,5% das intenções de voto. Em segundo lugar, vem Antonio Anastasia (PSDB), que atinge 20,7%.

O candidato do PV, José Fernando, registrou 3,9% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 25,9%. O peemedebista leva a melhor também na pesquisa espontânea: de acordo com os números do instituto Sensus, Hélio Costa é lembrado por 21,1% dos eleitores, enquanto Anastasia atinge 12,2% neste cenário e José Fernando 1,7%. Vale destacar que 7,3% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador de Minas Aécio Neves, o que amplia o potencial de votos espontâneos de Anastasia para 19,5%, se considerarmos que ele recebe o apoio direto de Aécio.

Na simulação de um segundo turno entre Hélio Costa e Antonio Anastasia, o candidato do PMDB leva a melhor. De acordo com a pesquisa, Costa venceria o pleito com 54,5% das intenções de voto contra 22,3% de Anastasia. Brancos, nulos e eleitores indecisos somaram 23,1%, segundo o Sensus. É interessante destacar que a pesquisa revelou também que Anastasia tem rejeição maior que a de Costa: enquanto 19,3% dos entrevistados afirmam não votar de jeito nenhum no tucano, apenas 15,4% dizem não votar de jeito nenhum em Hélio Costa.

A pesquisa Sensus foi feita entre os dias 10 e 11 de junho em 53 municípios de Minas Gerais, tendo sido encomendada pelo PR-MG. Foram ouvidos 1.500 eleitores e a margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais sob o número 34.286/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 14.772/2010.

domingo, 6 de junho de 2010

Ibope: dinâmica regional do voto reforça cenário favorável para Dilma

A análise do corte regional das pesquisas de intenção de voto nos dá subsídios para compreendermos a tendência geral apresentada pelas candidaturas a partir de seus desempenhos locais. Neste sentido, a mais recente pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República, do Ibope, mostrou um empate entre a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o pré-candidato tucano, José Serra, com 37% cada um, vindo em sintonia com os levantamentos de outros institutos, como Datafolha, Vox Populi e CNT/Sensus. Na análise dinâmica, o Ibope confirmou a tendência de crescimento gradual da petista em contraponto ao recuo gradativo do tucano.

Quando observamos os dados regionais do Ibope, constatamos que Dilma lidera nas regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste, enquanto Serra segue na frente no Sudeste e no Sul. No Nordeste, a petista tem 47% das intenções de voto, contra 27% do ex-governador de São Paulo, enquanto no Norte Dilma abre vantagem com 43% das intenções de voto, contra 31% do ex-governador de São Paulo. Já na região Sul, Serra tem ampla vantagem, com 46% das intenções de voto, contra 26% da petista, enquanto no Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a diferença é menor, com o tucano registrando 41% das intenções de voto e Dilma aparecendo com 33%.

Vale destacar que, ao analisarmos a participação de cada região no total do eleitorado brasileiro, verificamos que o Sudeste responde por 43,5% do eleitorado total do país, enquanto o Nordeste vem em seguida, com 27,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, somam 14,3% do eleitorado, enquanto a região Sul tem 15,0%, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Assim, considerando o peso de cada região e a tendência de cada um dos principais pré-candidatos à Presidência da República por região, podemos constatar, a partir dos dados do Ibope, três movimentos que explicam o atual cenário eleitoral:

01. Redução da vantagem de Serra no Sudeste: uma análise dinâmica das intenções de voto dos eleitores do Sudeste nos dois principais pré-candidatos à Presidência da República mostra um cenário muito favorável para Dilma, já que cada vez mais ela vem se aproximando de Serra, que ainda lidera na região, diminuindo, assim, a vantagem do tucano. Para se ter uma idéia, de acordo com os números do Ibope, em fevereiro a vantagem do tucano era de 22 pontos percentuais (46% a 24%), sendo reduzida gradativamente e caindo para apenas 8 pontos percentuais (41% a 33%) de acordo com o mais recente levantamento, divulgado no sábado, 5.

Comparando a pesquisa de junho com a de fevereiro, notamos um recuo de 5 pontos percentuais de Serra, frente a um avanço de 9 pontos percentuais de Dilma dentre o eleitorado do Sudeste. Podemos depreender, a partir daí, que houve um aumento do percentual de intenção de votos em Dilma nos quatro estados da região, sendo que no Rio de Janeiro (terceiro maior colégio eleitoral do país), Dilma abriu uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre Serra, de acordo com pesquisa do Ibope divulgada na última semana. Neste levantamento feito entre os eleitores do estado do Rio, a petista alcançou 44% das intenções de voto, contra 27% de Serra. Um levantamento do instituto Sensus, também divulgado esta semana, mostrou que em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, a ex-ministra também cresceu forte e já está empatada com o ex-governador de São Paulo.



Considerando que o estado de São Paulo responde por 51,2% do eleitorado da região Sudeste, enquanto Minas responde por 24,7% e o Rio por 19,8%, podemos concluir que a redução da vantagem de Serra no Sudeste para apenas 8 pontos percentuais não resulta apenas da liderança da petista no Rio e do empate entre a ex-ministra e o ex-governador de São Paulo em Minas Gerais. Matematicamente podemos verificar que essa significativa redução da vantagem de Serra no Sudeste passa necessariamente também por um forte crescimento de Dilma em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país e tradicional reduto tucano. Embora Serra ainda mantenha a dianteira no estado, os números do Ibope nos mostram que essa vantagem do tucano vem caindo no seu próprio reduto eleitoral, de forma que no somatório da região Dilma vem ganhando forte espaço e ampliando seu cenário de favoritismo.

02. Ampliação da vantagem de Dilma no Nordeste: outro movimento que podemos destacar na análise dinâmica das intenções de voto medidas pelo Ibope é a ampliação da vantagem de Dilma na região Nordeste, confirmando o que já era esperando desde o início da pré-campanha, já que ali a popularidade do governo Lula atinge níveis ainda acima da média nacional, que é elevada. Enquanto em fevereiro, o Ibope constatou que tanto a ex-ministra quanto o ex-governador de São Paulo tinham 35% das intenções de voto, no levantamento de junho a diferença entre os dois é de 20 pontos percentuais a favor de Dilma (47% contra 27% de Serra).

Considerando que uma boa parte dos eleitores do Nordeste ainda desconhece que Dilma é a candidata de Lula, o potencial de crescimento da petista na região ainda é bastante elevado, uma vez que à medida que sua imagem vai sendo colada à do presidente as suas intenções de voto tendem a ser ampliadas. É importante destacar que no Nordeste, os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará são os maiores colégios eleitorais da região e Dilma tem ampla vantagem sobre o ex-governador de São Paulo em todos eles.

03. Virada de Dilma no Norte/Centro-Oeste: o terceiro movimento que identificamos nas tendências regionais de intenção de voto diz respeito à virada de Dilma sobre Serra nas regiões Norte/Centro-Oeste. Em fevereiro, o Ibope apurou que o tucano tinha uma vantagem de 5 pontos percentuais sobre a petista na região, sendo ampliada para 17 pontos percentuais em março deste ano. A partir daí, contudo, a tendência foi invertida e Serra entrou em uma trajetória declinante, enquanto Dilma passou a ascender gradativamente, de forma que na medição de abril, os dois estavam empatados.

No levantamento de junho, recém-divulgado, a ex-ministra acelerou a trajetória ascendente, enquanto o tucano caiu ainda mais, de forma que Dilma passou a ter uma boa vantagem de 12 pontos percentuais em relação ao seu principal adversário. Vale destacar que na região Sul o Ibope apurou uma pequena redução na vantagem de Serra. Contudo, não se pode dizer que isso configura uma tendência, pois a oscilação ocorreu dentro da margem de erro e de forma pontual, de forma que devemos aguardar novos levantamentos para checar se o movimento representa o início de uma tendência ou foi apenas algo momentâneo.

Com base nestas tendências, façamos alguns exercícios bem simplistas de matemática eleitoral em torno do cenário da disputa presidencial, a partir de cálculos elementares de média ponderada:

a) Cenário ultra-conservador: Supondo um quadro em que as intenções de voto de Dilma fiquem nos atuais patamares no Nordeste (47%), Sul (26%) e Norte/Centro-Oeste (43%), seria preciso que a pré-candidata do PT atingisse 64% dos votos totais na região Sudeste para que atingisse um total de 51% em todo o Brasil e ganhasse em primeiro turno. Isso significa um crescimento de 31 pontos percentuais em relação ao desempenho regional de Dilma neste recente levantamento do Ibope;

b) Cenário conservador: Em um cenário em que as intenções de voto em Dilma permaneçam nos atuais patamares no Sul (26%) e Norte/Centro-Oeste (43%), mas que houvesse um avanço para 55% no Nordeste, a petista teria que pontuar 59% no Sudeste (crescimento de 26 pontos percentuais frente ao atual patamar) para alcançar 51% no total de votos do país, vencendo, assim, em primeiro turno;

c) Cenário médio-conservador: Se mantivermos fixas as intenções de voto no Sul e Norte/Centro-Oeste, mas elevarmos o desempenho de Dilma no Nordeste para 60% dos votos totais, então ela precisaria de 56% (crescimento de 23 pontos percentuais em relação ao atual patamar) dos votos no Sudeste para vencer no primeiro turno;

d) Cenário médio-otimista: Considerando um cenário em que Dilma avançasse para 60% no Nordeste, 35% no Sul e 55% no Norte/Centro-Oeste , ela teria que atingir 47% (elevação de 14 pontos percentuais em relação ao atual patamar) das intenções de voto no Sudeste para alcançar os 51% dos votos totais no país.

e) Cenário otimista: Considerando um quadro em que Dilma avance para 65% no Nordeste, 35% no Sul e 60% no Norte/Centro-Oeste, ela teria que atingir 43% no Sudeste (crescimento de 10 pontos percentuais frente ao atual patamar) para alcançar os 51% dos votos totais do país;

Considerando que Dilma tem um potencial de crescimento muito grande em todas as regiões, sobretudo no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste, o quadro é de favoritismo para a petista, como revelam os números do Ibope. O início da campanha, em 6 de julho, e, posteriormente, da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV devem alavancar ainda mais as intenções de voto em Dilma, ampliando sua vantagem em regiões onde ela já lidera enquanto nas regiões onde Serra ainda é o favorito, deve haver uma redução dessa vantagem do tucano ou ainda uma virada pró-Dilma.

sábado, 5 de junho de 2010

Dilma mantém tendência de crescimento e empata com Serra, segundo Ibope

Uma nova pesquisa de intenção de votos confirma o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, na corrida pelo Palácio do Planalto. Neste sábado, 5, foi a vez do Ibope divulgar seus números, que revelaram Dilma empatada com o seu principal adversário, o tucano José Serra, com 37% das intenções de voto. Na comparação com o levantamento feito pelo instituto em abril, Dilma ganhou 5 pontos percentuais, ao passo que o tucano recuou 3 pontos percentuais, confirmando assim a tendência de forte crescimento da petista, já identificada por outros institutos.

Enquanto isso, a pré-candidata do PV, Marina Silva, permaneceu estável em 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. Além do contínuo crescimento de Dilma na pesquisa estimulada, outro fato que corrobora a tese de favoritismo da petista sobre o tucano José Serra diz respeito ao desempenho da ex-ministra na pesquisa espontânea, ou seja, quando não são apresentados nomes para que o eleitor escolha. Em cada nova rodada de pesquisa, Dilma vem se consolidando na liderança do cenário espontâneo, o que mostra uma clara consolidação das intenções de voto nela.

De acordo com os números do Ibope divulgados neste sábado, na pesquisa espontânea, a petista é lembrada por 19% dos entrevistados, enquanto o tucano é citado por 15%. Um dado interessante: 12% dos entrevistados citaram o nome do presidente Lula quando perguntados em quem pretendiam votar nas eleições de outubro, o que aumenta o potencial de votos espontâneo de Dilma para 31%, ou seja, mais que o dobro do ex-governador de São Paulo. Se analisarmos a tendência temporal das intenções de voto espontâneas poderemos constatar facilmente que à medida que o eleitor toma conhecimento de que Lula não pode ser candidato este ano e que está apoiando Dilma, as intenções de voto no presidente migram para a petista.

Para se ter uma idéia, em fevereiro deste ano, Dilma era lembrada por apenas 9% dos entrevistados no cenário espontâneo da pesquisa Ibope, ao passo que Lula era citado por 23%. De lá para cá, Lula recuou 11 pontos percentuais e Dilma ganhou 10 pontos percentuais, o que mostra a tendência natural de transferência de votos do presidente Lula para a ex-ministra Dilma Rousseff.

Segundo turno e rejeição
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, o empate persiste: a petista e o tucano têm, cada um, 42% das intenções de voto. Em relação ao levantamento feito em abril, Dilma avançou 6 pontos percentuais, enquanto o ex-governador de São Paulo recuou 4 pontos percentuais. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 8% dos entrevistados declararam que não sabem ou não quiseram responder ao questionário.

Quando o assunto é rejeição, o tucano lidera, com 24% dos entrevistados afirmando que não votam de jeito nenhum nele. A petista tem 19% de rejeição, enquanto Marina Silva tem 14%, de acordo com os números do Ibope. Percebe-se, assim, que o Ibope reforma o favoritismo para a candidatura de Dilma, já que desde fevereiro a vantagem de Serra sobre a petista vem caindo, chegando, agora, neste recém-divulgado levantamento a um cenário de empate.

Considerando que a campanha oficialmente só começa dia 6 de julho e que a fase decisiva ocorre em agosto, quando tem início a propaganda partidária no rádio e TV, Dilma tem um potencial de crescimento muito grande, especialmente em função da associação do seu nome ao presidente Lula e do desejo de continuidade do governo Lula por parte do eleitorado. O Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 cidades entre os dias 31 de maio e 3 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13642/2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sensus mostra empate técnico de Dilma e Serra em Minas, com ligeira vantagem da petista

A pré-candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República segue em ritmo de crescimento contínuo dos maiores colégios eleitorais do país. Após o Ibope revelar que a ex-ministra lidera com folga a disputa presidencial entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, o instituto Sensus mostrou um empate técnico entre Dilma e o seu principal adversário, o tucano José Serra, no segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Neste sentido, de acordo com o levantamento Sensus, a petista aparece com 35,9% das intenções de voto em Minas, ligeiramente à frente de Serra, com 34,9%.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, atinge 6,9% das intenções de voto, enquanto os outros pré-candidatos têm juntos 2,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 19,3%, segundo levantamento do Sensus. Na pesquisa espontânea, contudo, Dilma amplia sua vantagem sobre Serra, sendo lembrada por 21,7% dos eleitores mineiros, enquanto o ex-governador de São Paulo atinge 18,8% neste cenário. Contudo, como 8,5% dos entrevistados citaram espontaneamente intenção de voto no presidente Lula, o potencial de voto espontâneo de Dilma sobe para 30,2%. Ainda no levantamento espontâneo, Marina atinge 3,2%, enquanto o percentual de brancos, nulos e indecisos é de 44,1%.

Cenários na disputa pelo Palácio da Liberdade
O Sensus também pesquisou as intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais para o governo do estado. No primeiro cenário pesquisado, sem o nome do ex-ministro das Telecomunicações Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), lidera a disputa com 27,7% das intenções de voto, sendo seguido pelo atual governador Antonio Anastasia (PSDB), com 21,4%. Os outros pré-candidatos somam, juntos, 14,3% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 36,6%, de acordo com o levantamento do instituto Sensus.

Já no segundo cenário, sem o nome de Fernando Pimentel, o ex-ministro das Telecomunicações, Hélio Costa, atinge 31,1% das intenções de voto, contra 20,5% de Anastasia. Os outros candidatos somam juntos 15,8% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e indecisos atingem 32,6%. Na pesquisa espontânea, Pimentel é lembrado por 10,2% dos eleitores mineiros, sendo seguido por Anastasia, com 9,2%. Em terceiro lugar, com 7,5%, aparece Hélio Costa. É interessante destacar que nesta simulação 7,2% dos entrevistados citaram o nome do ex-governador do estado, Aécio Neves. O percentual de brancos, nulos e indecisos atinge 60,9% no levantamento espontâneo.

O Instituto Sensus realizou 1.500 entrevistas entre os dias 27 e 29 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Partido dos Trabalhadores e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 13.361/2010. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais.

Na Paraíba, Dilma lidera com folga disputa presidencial, revela Ibope

Em sintonia com a pesquisa Vox Populi divulgada há duas semanas, o levantamento do Ibope feito entre os eleitores da Paraíba e divulgado nesta quarta-feira, 2, mostrou um amplo favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o seu principal adversário, o tucano José Serra. De acordo com o Ibope, a petista lidera com folga no estado, com 54% das intenções de voto dos paraibanos, enquanto o tucano tem 29% das intenções de voto. A pré-candidata do PV, Marina Silva, segue em terceiro lugar, com 5% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 5% e os indecisos são 7%, segundo o Ibope.

O melhor desempenho de Dilma ocorre na Zona da Mata (região que compreende o entorno da capital até o Agreste), onde a ex-ministra alcança 65% das intenções de voto, contra 24% do ex-governador de São Paulo. A vantagem de Dilma sobre Serra diminui na região de Campina Grande, onde a petista tem 44% das intenções de voto e o tucano 37%. Na capital João Pessoa 50% dos entrevistados declararam voto em Dilma, frente a 25% que declararam voto em José Serra. Na categorização por sexo, Dilma leva a melhor tanto entre homens quanto entre mulheres, aparecendo com 58% das intenções de voto do eleitorado masculino e 51% das intenções de voto do eleitorado feminino, segundo o Ibope.

Serra, por sua vez, alcança 29% entre os homens e 30% entre as mulheres. O amplo favoritismo de Dilma é confirmado também na pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que não são apresentados nomes aos entrevistados. Neste cenário, 35% dos paraibanos declararam voto em Dilma, contra 12% que declararam voto em Serra e 1% em Marina. Como 18% dos entrevistados declararam voto no presidente Lula, a intenção potencial de voto espontâneo em Dilma é elevada para 53%, um número bastante elevado. O melhor desempenho da petista novamente ocorre na Zona da Mata, onde ela alcança 44% na pesquisa espontânea, além dos 16% que declararam voto em Lula na região.

Avaliação positiva de Lula chega a 90% na Paraíba
Em um cenário de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista levaria a melhor entre os eleitores paraibanos, conforme apurado pelo Ibope. Neste sentido, 57% dos eleitores do estado declaram voto na ex-ministra num segundo turno, contra 31% que declaram voto no ex-governador de São Paulo. Neste cenário, brancos e nulos somam 5% e o percentual de indecisos é de 7%. Nesta simulação a tendência verificada no corte regional da intenção de votos em primeiro turno é mantida: a petista tem o seu melhor desempenho na região da Zona da Mata, mas lidera a corrida em todas as regiões.

Outro aspecto importante destacado pela pesquisa Ibope diz respeito à popularidade do governo Lula no estado. De acordo com o levantamento, 90% dos paraibanos avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 9% avaliam como regular. Apenas 1% dos eleitores da Paraíba considera o governo Lula como sendo ruim ou péssimo. Percebe-se, dessa maneira, que o excelente desempenho de Dilma no estado é reflexo direto da elevada popularidade do presidente Lula na região, conforme pode ser visualizado nos dados do Ibope.

PMDB e PSB polarizam disputa pelo governo do estado
O Ibope também pesquisou a intenção de voto dos paraibanos para o governo do estado. De acordo com o levantamento, o atual governador Zé Maranhão (PMDB) lidera a disputa com 48% das intenções de voto, seguido pelo pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho, com 36% das intenções de voto. Maria de Lourdes Sarmento (PCO) atinge 1% das intenções de voto, enquanto Nelson Júnior (PSOL) e Érico Feitosa (PHS) apesar de citados não chegam a atingir 1%. Brancos e nulos somam 9% e o percentual de indecisos é de 6%, de acordo com a pesquisa do Ibope.

No cenário de pesquisa espontânea, o atual governador Zé Maranhão também lidera, com 29% das intenções de voto, contra 15% de Ricardo Coutinho. Vale destacar que nesse quadro o índice de indecisos é ainda bastante significativo, já que 44% declaram ainda não saber em quem votará nas próximas eleições para o cargo de governador. O Ibope também simulou um segundo turno entre os dois candidatos melhor pontuados: o atual governador Zé Maranhão atinge 49% das intenções de voto, contra 39% do pré-candidato do PSB, Ricardo Coutinho. Vale destacar que, independentemente do voto, 50% dos eleitores paraibanos acreditam que Zé Maranhão será o vencedor dessa eleição, enquanto 29% acreditam que o vencedor será Ricardo Coutinho.

O Ibope realizou 1.008 entrevistas entre os dias 24 e 26 de maio. A pesquisa foi contratada pela TV Cabo Branco e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob protocolo número 14752/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo número 12490/2010. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dilma abre larga vantagem sobre Serra no Rio, revela Ibope



Confirmando o cenário de favoritismo da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no terceiro maior colégio eleitoral do país, indicado pela pesquisa Vox Populi há duas semanas, o Ibope divulgou nesta terça-feira, 1º de junho, seu levantamento que mostra a petista bem à frente dos seus adversários no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento do Ibope, Dilma lidera com folga a corrida presidencial dentre os eleitores do Rio, com 44% das intenções de voto. Enquanto isso o seu principal adversário, o tucano José Serra (PSDB), tem 27% das intenções de voto e Marina Silva (PV) tem 10%.

Percebe-se, assim, que Dilma tem 7 pontos percentuais a mais que a soma das intenções de voto dos seus dois principais oponentes, o que reforça o quadro de otimismo para a candidatura governista, especialmente se levarmos em conta o tamanho do eleitorado fluminense. De acordo com o Ibope, 23% dos eleitores declararam voto em branco, nulo ou ainda estão indecisos sobre o seu voto. É interessante destacar que a pré-candidata do presidente Lula lidera em todas as regiões do estado (capital, região metropolitana e interior), sendo que seu melhor desempenho ocorre na capital, onde tem 46% das intenções de voto.

À medida que vai se afastando da capital, Dilma tem menores intenções de voto, mas sempre acima dos 40%, o que lhe dá uma ampla vantagem sobre o tucano José Serra. De acordo com os números do Ibope, a petista alcança 43% das intenções de voto na região metropolitana do Rio de Janeiro e 41% no interior do Estado. Serra, por sua vez, faz o caminho oposto: é mais forte no interior, onde tem 36% das intenções de voto (ainda assim ele fica abaixo de Dilma), frente a 29% da região metropolitana e 21% na capital do Estado. Ou seja: enquanto na capital a vantagem de Dilma sobre Serra é de 25 pontos percentuais, no interior do Estado é de 5 pontos percentuais.

Isso faz com que, na média, a petista esteja 17 pontos percentuais à frente do tucano nas intenções de voto dos eleitores do Estado do Rio. É interessante destacar que o excelente desempenho de Dilma no Rio se faz sentir também pela pesquisa espontânea. Nesse sentido, de acordo com os dados do Ibope, na pesquisa espontânea Dilma tem liderança absoluta, com 19% das intenções de voto, enquanto o tucano alcança 8% das intenções de voto nesse mesmo cenário.

Cabral lidera corrida pelo Palácio das Laranjeiras
O Ibope também avaliou a intenção de voto dos eleitores fluminenses na corrida pelo governo do Estado e, confirmando pesquisas anteriores, o atual governador Sérgio Cabral (PMDB) mantém o favoritismo, com 43% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Anthony Garotinho (PR), com 21% das intenções de voto, seguido por Fernando Gabeira (PV), com 12% das intenções de voto. É importante destacar que, de acordo com resolução judicial emitida no final da semana passada, o ex-governador Garotinho está com sua pré-candidatura temporariamente suspensa.

De acordo com os números do Ibope, o governador Sérgio Cabral tem um excelente desempenho na fatia do eleitorado que ganha entre 1 e 2 salários mínimos, onde alcança 45% das intenções de voto. Entre aqueles que ganham um salário mínimo, Cabral aparece com 28% das intenções de voto. O verde Gabeira, por sua vez, tem seu melhor desempenho entre o eleitorado que se situa na faixa de renda entre 5 e 10 salários mínimos mensais, onde ele aparece com 48% das intenções de voto.

Na disputa pelo Senado, o Ibope mostra que o senador Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito César Maia (DEM) levam a melhor. Crivella aparece com 26% das intenções de voto, contra 24% do ex-prefeito. Em terceiro lugar aparece o nome do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), com 8% das intenções de voto, seguido de Jorge Picciani (PMDB), com 4% das intenções de voto. Como era de esperar, César Maia é mais forte na capital e na região metropolitana do Rio, enquanto Crivella é mais forte no interior.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 19 e 21 de maio, sob encomenda do Sindicato Nacional dos Condutores da Marinha Mercante e Afins. Foram feitas, ao todo, 812 entrevistas . A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

sábado, 22 de maio de 2010

E agora, José?

Escritos há mais de cinqüenta anos pelo extraordinário poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, os versos de um de seus mais conhecidos poemas – “José” – nunca pareceram tão bem contextualizados diante do cenário eleitoral que se deflagra no Brasil neste ano. “Sozinho no escuro/qual bicho-do-mato,/sem teogonia,/sem parede nua/para se encostar,/sem cavalo preto/que fuja a galope,/você marcha, José!/José, pra onde?”. Após a divulgação de três importantes pesquisas na última semana – Vox Populi, CNT/Sensus e Datafolha – mostrando forte crescimento da pré-candidatura governista de Dilma Rousseff e queda do tucano José Serra, a pergunta que todos se fazem no meio político é a mesma do poeta de Itabira: “José, pra onde?”.

Mais do que mostrar um forte avanço da petista, até então desconhecida para a grande maioria dos brasileiros, e uma estagnação, para se dizer o mínimo, da pré-candidatura de José Serra, as recentes pesquisas revelam um cenário bastante favorável para um crescimento ainda maior de Dilma Rousseff. Isto porque a petista tem duas coisas que contam muito a seu favor: a primeira delas é o apoio do presidente mais popular da História recente do Brasil, que deve lhe garantir um bom percentual de votos até outubro. Todas as pesquisas divulgadas revelam que uma expressiva parcela do eleitorado declara que votará com certeza no candidato – ou candidata, no caso – apoiado por Lula.

No Nordeste, por exemplo, mais de 50% dos eleitores, na média, declaram que votarão certamente naquele candidato que Lula recomendar. Sem contar o percentual expressivo de eleitores que declara que pode votar no candidato apoiado por Lula, dependendo naturalmente do nome. Isso por si só já estabelece um cenário de amplo potencial de crescimento para a candidatura de Dilma Rousseff, que deve galgar níveis ainda maiores de aceitação pelo eleitorado a partir de agosto, quando tem início a propaganda eleitoral de rádio e TV. Qual seria, então, o segundo fator que colabora para o desenho de um cenário amplamente favorável à candidatura governista?

Serra e a artificialidade do “pós-Lula”
Ora, o segundo fator que tem contribuído decisivamente para as excelentes perspectivas de crescimento da candidatura de Dilma é a dificuldade que a campanha do seu principal adversário, José Serra, está tendo para acertar “a mão” de sua estratégia no jogo eleitoral. Vejamos: diante dos elevados índices de aprovação do presidente Lula e de seu governo, uma estratégia que apresentasse o tucano como uma oposição a Lula seria uma forma de “kamikaze” político, pois a grande maioria dos brasileiros deseja uma continuidade do governo Lula, como mostram todas as pesquisas divulgadas recentemente.

Qual foi a opção adotada, então, pela coordenação da campanha de Serra desde o lançamento de sua pré-candidatura, no dia 10 de abril? Os demo-tucanos optaram pelo óbvio: Serra travestiu-se de um personagem amigável, meigo, simpático – que em nada lembrava o sisudo José Serra dos últimos sete anos – e que se apresentava ao eleitor como um “pós-Lula”. Elogios ao presidente não faltaram: em todos os locais por onde passava – seja nos estados onde Lula é mais popular ou em entrevistas a programas, como o do jornalista José Luiz Datena, da Band – o pré-candidato tucano destacava o carisma do presidente Lula e reconhecia os avanços de seu governo.

Serra tentou se tornar, assim, um “governista de última hora”, com o claro objetivo de arrebanhar parte do eleitor cativo de Lula. Por outro lado, o tucano não poupou críticas indiretas à pré-candidata petista, à qual ele tentou insistentemente colar o rótulo da “falta de experiência” pelo fato de Dilma não ter ainda ocupado cargo eletivo, ignorando assim a longa trajetória da petista na vida pública. O que o tucano pretendia com isso era provar o improvável: que ele é uma continuidade do governo Lula mais natural do que a própria Dilma, que é a candidata apoiada pelo presidente. Ao evitar correr o risco de se apresentar como um candidato de oposição a Lula, Serra preferiu usar um discurso que o aproximasse do presidente. Não colou.

Tanto não colou que as pesquisas – todas elas – mostraram um forte crescimento de Dilma. Na Vox Populi e na CNT/Sensus, a petista já aparece à frente do ex-governador de São Paulo, embora, considerando-se a margem de erro, estejam tecnicamente empatados. E até mesmo a Datafolha, que nos dois levantamentos anteriores nadou contra a maré e mostrou Serra bem à frente de Dilma (enquanto os outros institutos mostravam empate), na pesquisa divulgada neste sábado, 22, registrou forte crescimento da ex-ministra e recuo do tucano, colocando os dois empatados com 37% das intenções de voto.

Que caminho seguir?
A pré-campanha caminha, assim, para sua fase final mostrando um cenário que está longe de ser aquele esperado pela oposição. A estratégia do Serra “pós-Lula”, utilizada até aqui, mostrou-se artificial e insuficiente para conter o avanço de Dilma. Entra aqui a pergunta de Drummond: “E agora, José?”. Serra tem basicamente dois caminhos: ou continua investindo nessa estratégia artificial de se apresentar como pós-Lula ou então segue os desejos de boa parte de seus aliados – que é a radicalização do discurso e o crescimento do tom das críticas ao presidente Lula e, em especial, à ex-ministra Dilma Rousseff.

Em um cenário de estratosférica aprovação popular do governo Lula, o ônus da segunda possibilidade de caminho a ser trilhado por Serra é certo. Por outro lado, seguir com a mesma estratégia de se apresentar como “governista de última hora” tira de Serra a posição de agente de sua própria campanha, já que o êxito de sua candidatura passa a depender menos dele e mais de erros na campanha de Dilma. Não é preciso ser analista político para dizer o quanto isso é arriscado, especialmente pelo fato da ex-ministra estar muito bem assessorada e estar se saindo cada dia melhor em suas entrevistas e discursos.

Dilma tem uma vantagem que o tucano não tem nessa eleição: ela tem o conforto de poder assumir o projeto que representa, de dizer abertamente que é a candidata da continuidade. O ex-governador de São Paulo, por outro lado, carrega o desconforto de não poder assumir o seu projeto político e de ter que esconder o seu próprio DNA político para evitar associações com o governo FHC, do qual ele foi parte integrante. Aliás, parece que FHC mais uma vez é a pedra no sapato de Serra: em 2002, quando concorreu com Lula à Presidência, Serra tinha que dizer que não era continuidade, já que todos queriam a mudança. Agora, oito anos depois, Serra tem que dizer que é a continuidade, já que ninguém quer a mudança.

O que se vê aqui é que o horizonte eleitoral não está nem um pouco favorável para o tucano. Se subir o tom das críticas ao presidente Lula e à ex-ministra Dilma pode matar por antecipação a possibilidade de êxito da candidatura de Serra, seguir se apresentando como “pós-Lula” e confiando apenas em erros no campo da candidatura governista pode levar ao tucano a mais um desempenho vexatório nas urnas. Como se pode perceber, a situação de Serra não está nada fácil. Assim como o eu-lírico de Drummond, Serra segue marchando. “José, pra onde?”.